Crise Mundial: Colapso dos EUA pode começar em Novembro/09
Paul Joseph Watson
Prison Planet.com
Terça-feira,1 de setembro, 2009
Escritor apocalíptico diz que Obama não está fazendo nada para impedir a desintegração.
O Professor russo Igor Panarin diz que os eventos continuam confirmando sua apocalíptica previsão feita pela primeira vez a 10 anos atrás, de que os Estados Unidos desmoronarão completamente como a União Soviética, antes do final de 2010, e avisa que o caos pode começar a manifestar-se em pouco menos de dois meses.
Panarin, doutor em Ciências Políticas e professor da Academia Diplomática do Ministério Russo das Relações Exteriores, disse aos jornalistas durante a divulgação de seu novo livro ontem, que o presidente Obama não tem feito nada para evitar a crise que se aproxima, e que isto poderia começar a manifestar-se devidamente em Novembro.
“Obama é “o presidente da esperança”, mas em um ano não haverá qualquer esperança”, disse Panarin. “Ele é praticamente um outro Gorbachev – ele gosta de falar, mas na verdade não conseguiu fazer nada. Gorbachev, pelo menos, foi um secretário da administração regional do Partido Comunista, enquanto que Obama foi apenas um assistente social. Sua mentalidade é totalmente diferente. Ele é uma pessoa agradável e fala muito bem – mas ele não é um líder e levará a América a ruína. Quando os americanos perceberem isso – será como a explosão de uma bomba.”
Desde 1998, Panarin tem avisado sobre uma futura desintegração dos Estados Unidos e o colapso do dólar.A recente vitória eleitoral do Partido Democrata do Japão é outro sinal de que o colapso econômico dos EUA é iminente, de acordo com Panarin.
“Hoje eu recebi uma outra confirmação de que o colapso do dólar e dos EUA é inevitável. O Partido Democrático do Japão ganhou a eleição, e eu gostaria de lembrá-los que seu líder [Yukio Hatoyama] tem o abandono do dólar entre seus planos econômicos. Em simples palavras, ele planeja transferir as reservas monetárias do Japão de dólares americanos para outra moeda.A mudança vai acelerar gravemente a queda cambial do dólar, já em novembro. Desintegração seguirá em breve “, disse ele, acrescentando que no próximo ano a China iria também começar um despejo de dólares em massa, e que a Rússia iria começar a negociar petróleo e gás em rublos.
Panarin afirmou anteriormente que o dólar acabaria por ser substituído pela “comunitária moeda Amero como uma nova unidade monetária”, referindo-se ao acordo de Parceria em Segurança e Prosperidade entre os EUA, Canadá e México.
Ele prevê os EUA fragmentando-se em seis partes diferentes, mais ou menos nos mesmos moldes similares aos de 1865 durante a Guerra Civil, “A costa do Pacífico, com sua crescente população chinesa; o Sul, com a sua de latinos; Texas, onde os movimentos de independência estão em ascensão; a costa do Atlântico, com sua mentalidade independente e diferente, cinco dos mais pobres estados centrais, com suas grandes populações nativas americanas; e os estados do norte, onde é forte a influência do Canadá”, segundo Panarin.

A longo prazo, Panarin profetiza que os estados separatistas eventualmente terão o controle assumido por União Europeia, Canadá, China, México, Japão e Rússia e a América deixará de existir completamente, como retratado na ilustração acima.
Panarin culpa pelo colapso uma “elite política que implementa uma política agressiva e absurda que visa a criação de conflitos em todo o planeta” e avisa que o aumento nas vendas de armas de fogo nos EUA são um sinal de que as pessoas estão se preparando para o ”caos” como consequência de um colapso financeiro total.
“Na minha opinião, a probabilidade dos EUA deixarem de existir até Junho de 2010, excede os 50%.Neste ponto, a missão de todas as grandes potências internacionais é impedir o caos nos EUA,” concluiu Panarin.
Fonte: Prison Planet.com
Tradução e Publicação original: Planeta Prisão
Leia também: Novo filme de Alex Jones: “A Queda da República: A Presidência de Barack Obama”
Gerald Celente: A “Segunda Revolução Americana” já começou
Dinheiro público foi usado para salvar empresas quebradas, ações majoritárias foram compradas e pacotes de resgate e de estímulo financeiro foram lançados – isto é, uma série de medidas gigantescas, impopulares, impostas pelo governo, mas financiadas pelos contribuintes, foram socadas goela abaixo dos americanos. Sem uma tribuna pública para dar voz à sua oposição a tudo isso, os cidadãos viram suas opções limitadas a petições infrutíferas, mensagens eletrônicas e ligações telefônicas para o congresso, as quais foram todas respondidas por funcionariozinhos subalternos.
KINGSTON, NY – Os nativos estão inquietos. O terceiro tiro da “Segunda Revolução Americana” já foi disparado. A história está sendo feita. Mas tal como os dois primeiros tiros, o terceiro tiro não está sendo ouvido.
A América está fervilhando. Desde a Guerra Civil nada comparável a isto jamais aconteceu. Porém, os protestos ou estão sendo intencionalmente minorados ou simplesmente mal interpretados.
O primeiro tiro foi disparado em 15 de abril de 2009. Mais de 700 comícios anti-tributação e tea parties[1] irromperam por todo o país. Ao invés de reconhecer a sua importância, a mídia em geral ou ignorou ou ridicularizou tanto protestos quanto manifestantes, jogando com a expressão tea bagging[2] por sua conotação sexual.
Inicialmente, o presidente Obama disse que não tinha conhecimento das tea parties. Em seguida, a Casa Branca alertou que elas poderiam “transformar-se” em algo “insalubre”.
O tiro número 2 foi disparado no quatro de julho quando multidões de cidadãos reuniram-se por todo o país para protestar novamente contra a “tributação sem representação”. E, como antes, as manifestações foram rotuladas de travessuras de direita e descartadas.
A terceira descarga, disparada no início de agosto, foi mirada bem de perto contra senadores e deputados que empurravam o pacote de reformas do sistema de saúde proposto pelo presidente Obama aos seus eleitores. Em inflamadas audiências públicas, cidadãos furiosos, aos berros, reduziram seus representantes eleitos ao silêncio. A presença de um grande número de policiais e/ou de guarda-costas corpulentos foi necessária para preservar um espaço físico seguro entre políticos e o povo enfurecido.
A Casa Branca e os meios de comunicação rotularam os manifestantes de “elementos marginais ao movimento conservador” ou de atores de espetáculos organizados por agentes do partido republicano encorajados pela Fox News e por apresentadores de programas de rádio de direita.
Em relação a esta última onda de irrupções, as empresas de plano de saúde, cujos interesses são opostos a qualquer reforma, também estão sendo responsabilizadas por incitar o público. A questão, porém, não é saber se os protestos são organizados ou espontâneos. Embora a maioria dos manifestantes mostre ter pouco entendimento do documento de 1000 páginas sobre a reforma do sistema de saúde (documento que nem um único legislador leu), o que eles sentem é claramente verdadeiro e nada teatral.
Com ou sem razão, a legislação é considerada como mais uma gota no já transbordante copo d’água. Dinheiro público foi usado para salvar empresas quebradas, ações majoritárias foram compradas e pacotes de resgate e de estímulo financeiro foram lançados – isto é, uma série de medidas gigantescas, impopulares, impostas pelo governo, mas financiadas pelos contribuintes, foram socadas goela abaixo dos americanos. Sem uma tribuna pública para dar voz à sua oposição a tudo isso, os cidadãos viram suas opções limitadas a petições infrutíferas, mensagens eletrônicas e ligações telefônicas para o congresso, as quais foram todas respondidas por funcionariozinhos subalternos.
Agora, com o recesso do senado e da câmara e os representantes eleitos perto das suas bases, o povo está explodindo. O diabo não está nos detalhes da reforma dos planos de saúde; o diabo é o governo tornar os planos de saúde obrigatórios. Independentemente da forma como o plano é vendido ou do que está sendo prometido, para os cidadãos, a legislação é mais um caso em que o governo arranca um pedaço de suas vidas, fazendo-os pagar por isso; é o governo mais uma vez dizendo o que o povo pode ou não fazer.
Embora ainda nas suas fases iniciais, a “Segunda Revolução Americana” já está em curso. No entanto, isto que nós prevemos se tornará a mais profunda tendência política do século. A tendência que vai mudar o mundo ainda é invisível para aqueles mesmos experts, autoridades e comentaristas que só viram a crise financeira chegar no momento em que o fundo da economia cedeu.
Previsão de tendência: as condições continuarão a deteriorar-se. A economia global é uma doente em fase terminal. A recessão está numa breve remissão e não nas fases iniciais de recuperação. Dinheiro barato, crédito fácil, empréstimo irrestrito causaram uma crise econômica que não pode ser curada por políticas monetárias e fiscais que promovem mais dinheiro barato, crédito fácil e empréstimo irrestrito.
No entanto, Washington continuará a intervir, tributar e exercer controle. Os protestos vão intensificar-se e motins se seguirão.
Quarto tiro da “Segunda Revolução Americana”: embora existam muitos fatores incógnitos que poderiam acender o pavio, o Trends Research Institute [Instituto de Pesquisa de Tendências] prevê que, se a ameaça de vacinação obrigatória contra a gripe suína for cumprida, ela é que será o quarto tiro. Dezenas de milhões de pessoas vão lutar pelo seu direito de permanecer livres e não-vacinadas.
Nota do editor: o poder da internet e das novas tecnologias está inexoravelmente fermentando a “Segunda Revolução Americana”. Mesmo que generalizados e carregados de emoção, se os comícios contra os impostos, as tea parties e os protestos contra a reforma do sistema de saúde tivessem ocorrido anos atrás, eles poderiam ter ganhado a cobertura da mídia local, mas talvez não conseguissem aparecer nas manchetes dos noticiários nacionais, e já teriam nascido mortos.
Agora, com o onipresente celular equipado com câmera, o acesso universal ao YouTube, e os milhões de twitters e tweets, as revoltas não podem ser ignoradas, contidas, geridas, distorcidas ou editadas desfavoravelmente. O fervor revolucionário vai provar-se contagioso.
Existe algo que pode detê-lo?
Previsão de tendência: antes de o ímpeto da “Segunda Revolução Americana” tornar-se irresistível, ele poderia ser descarrilado por meio de um acontecimento false flag[3] para enganar o público, ou por meio de uma crise ou acontecimento genuínos, capazes de mobilizar toda a nação sob a liderança do presidente. Na pior das hipóteses, o diretor do Instituto de Pesquisa de Tendências, Gerald Celente, prevê: “Dado o padrão dos governos de apostar em fracassos notórios para gerar mega-fracassos, a tendência clássica que eles seguem é a de fazer seus países entrar em guerra quando tudo o mais tiver falhado”.
Um atentado false flag, uma crise verdadeira, ou uma declaração de guerra podem retardar o ritmo da “Segunda Revolução Americana”, mas nada vai detê-la.
Publicado originalmente em www.infowars.com
Tradução: Alessandro Cota
Notas:
[1] Nota do tradutor. Tea party, ou festa do chá, é como os conservadores americanos têm chamado seus protestos contra a expansão do governo, a criação e o aumento de impostos. A expressão tea party faz referência à Boston Tea Party, assim definida pelo The Century Dictionary: “Um nome humorístico dado a uma ação revolucionária ocorrida em Boston, em 16 de dezembro de 1772, em protesto contra a tributação do chá imposta pelo governo britânico às colônias americanas. Cerca de cinqüenta homens disfarçados de índios subiram a bordo de navios carregados de chá que estavam atracados no porto e atiraram a carga ao mar”. Dwight Whitney, William. The Century Dictionary: An Encyclopedic Lexicon of English Language. New York, The Century Co., 1891, v. VI, p. 6206.
[2] Nota do tradutor. A expressão tea bagging vem do verbo to tea bag, um eufemismo sexual assim definido pelo Contemporary Dictionary of Sexual Euphemisms, de Jordan Tate, na página 103: “puxar os testículos para dentro da boca através de movimentos da língua que criam sucção. (…) A gíria tea bag muito provavelmente originou-se da prática britânica de colocar o restante do saquinho de chá na boca depois de terminar de tomar a bebida para chupar as últimas poucas (e geralmente potentes) gotas da infusão. O uso de tea bag referindo-se aos testículos não é prática recente e originou-se no início do século vinte devido à similaridade do formato de ambos quando molhados (já que o saquinho de chá molhado tem uma aparência meio caída devido ao assentamento das folhas). Tate, Jordan. Contemporary Dictionary of Sexual Euphemisms. Macmillan, 2007, p. 103.
[3] Nota do tradutor. A expressão false flag, bandeira falsa, denota uma tática em que a fraude é utilizada como meio para a obtenção de objetivos militares ou políticos. Segundo o Dictionary of Politics (Brunswick, 1992, p.162) de Walter John Raymond, false flag é “uma prática comum entre oficiais de inteligência que consiste em tentar recrutar agentes para fins de espionagem por meios fraudulentos (por exemplo, nunca revelando o estado ou a agência que o agente recrutador representa e, em lugar disso, fazendo os recrutados acreditarem que o agente representa um outro estado ou organização). A KGB soviética, por exemplo, freqüentemente usava esta tática, fazendo os recrutados acreditar que eles representavam antes uma organização pacifista no ocidente do que um serviço de inteligência.” Nem sempre o recrutamento de pessoas é o objetivo, a false flag operation, segundo o Army Dictionary and Desk Reference (Stackpole Books, 2004, p. 90) é “uma operação que se apresenta como alinhada ou simpática a forças que se opõem aos verdadeiros aliados da operação.”
Novo filme de Alex Jones: “A Queda da República: A Presidência de Barack Obama”
Este é o trailer do que deve ser o mais poderoso filme já produzido por Alex Jones, intitulado “Fall of the Republic: The Presidency of Barack Obama” ou em português: “A Queda da República – A Presidência de Brack Obama”.
Os globalistas querem derrubar a república americana, e eles estão tentando usar a sua mais nova e mais habilidosa marionete para destruir os últimos vestígios da liberdade, constituição e da economia nos EUA. Mas este filme também mostra como os americanos podem mudar o rumo, e restaurar tudo que era bom e correto em sua nação.
Este filme expôe a agenda que Obama foi colocado para cumprir, o governo mundial aliado com um banco mundial executado por globalista eugenicistas obcecados em destruir a América do status de primeiro mundo e substituí-lo por uma concha vazia de tirania.
O controle da mente, a programção televisiva, e toda a histeria criada pela mídia, revelando a crua verdade, que Obama é nada mais que uma criação de marketing corporativo, para enganar as massa em aceitar sua retórica, ignorando a contradição de suas ações.
O filme mostra como a “marca” Obama diz uma coisa, para fazer as pessoas comprarem a marca – e então o Obama real faz outra diferente.
O crescente estado policial, escutas telefônicas sem mandado judicial, detenções secretas, detenção por tempo indefinido de cidadãos, tortura, a guerra no Afeganistão, a guerra no Paquistão, todos têm sido ampliado durante o governo de Obama, apesar de sua promessa de revertê-los.
A real questão para se perguntar não é que classe pela qual Obama diz representar e lutar, mas a que classe Obama serve. o Filme “A Queda da República” não deixa nenhuma dúvida em relação de que a classe que Obama serve é a elite e é a sua agenda que ele está seguindo diligentemente.
O filme continua de onde o “Obama Deception”, parou, destacando como Obama tem continuado e expandido a tomada de controle através de um socialismo financeiro introduzido por Bush e como os banksters roubaram trilhões do dólares dos contribuintes, levando a uma falência que perdurará por gerações.
O fim do filme é encapsulado pela idéia de que a luta para manter e restaurar uma República livre é uma luta constante contra aqueles que abrigam o vírus do mal em suas almas.
Eu sugiro que você assista “Obama Deception” para ter um bom embasamento sobre para quem Obama realmente trabalha e qual sua agenda, o que vai lhe ajudar a entender melhor este filme quando for lançado.
Fonte: Blog A Nova Ordem Mundial
Martin Wolf: como a recessão global atual segue o mesmo caminho da Grande Depressão
Martin Wolf
Financial Times
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Brotos verdes estão surgindo. Ou é o que nos dizem. Mas antes de concluir que a recessão acabará em breve, nós precisamos perguntar o que a história nos diz. Ela é um dos guias que temos para nosso presente apuro. Felizmente, nós temos dados. Infelizmente, a história que contam é uma infeliz.
Dois historiadores econômicos, Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e Kevin O’Rourke, do Trinity College, em Dublin, forneceram quadros que valem mais do que mil palavras.*
Em seu trabalho, os professores Eichengreen e O’Rourke estabeleceram o início da atual recessão global como sendo abril de 2008 e o da Grande Depressão como sendo junho de 1929. E quais são as conclusões deles sobre onde estamos a pouco mais de um ano de recessão? A má notícia é que esta recessão equivale plenamente à etapa inicial da Grande Depressão. A boa notícia é que o pior ainda pode ser evitado.
Primeiro, o produto industrial global acompanha o declínio do produto industrial durante a Grande Depressão de forma terrivelmente próxima. Dentro da Europa, o declínio do produto industrial da França e da Itália é pior do que a esta altura nos anos 30, enquanto o do Reino Unido e Alemanha são equivalentes.
Os declínios nos Estados Unidos e Canadá também estão próximos daqueles dos anos 30. Mas o colapso industrial do Japão está pior do que nos anos 30, apesar de uma recuperação muito recente.
Segundo, o colapso no volume do comércio mundial tem sido bem pior do que durante o primeiro ano da Grande Depressão. O declínio no comércio mundial no primeiro ano equivale ao dos primeiros dois anos da Grande Depressão. Isso não ocorreu por causa de protecionismo, mas devido ao colapso da demanda no setor manufatureiro.
Terceiro, apesar da recente recuperação, o declínio nos mercados de ações mundiais é bem maior do que no período correspondente da Grande Depressão. Os dois autores resumem de forma clara: “Globalmente, nós estamos repetindo ou em uma situação ainda pior do que a Grande Depressão (…) Este é um evento do tamanho da Depressão”.
Mas o que deu à Grande Depressão seu nome foi o declínio brutal ao longo de três anos. Desta vez o mundo está aplicando as lições extraídas daquele evento por John Maynard Keynes e Milton Friedman, dos dois economistas mais influentes do século 20. As políticas de resposta sugerem que o desastre não se repetirá.
Os professores Eichengreen e O’Rourke descrevem este contraste. Durante a Grande Depressão, a taxa de desconto média das sete principais economias nunca caiu abaixo de 3%.
Hoje, ela está próxima de zero. Até mesmo o Banco Central Europeu, o mais linha-dura dos grandes bancos centrais, reduziu sua taxa para 1%. De novo, durante a Grande Depressão, a oferta de dinheiro sofreu um colapso. Mas desta vez ela continuou crescendo.
De fato, a combinação de um forte crescimento monetário com profunda recessão coloca em dúvida a explicação monetarista para a Grande Depressão. Finalmente, a política fiscal está muito mais agressiva desta vez.
No início dos anos 30, o déficit médio dos 24 países significativos permaneceu abaixo de 4% do produto interno bruto. Hoje, os déficits serão muito maiores. Nos Estados Unidos, o déficit geral do governo deverá ser de quase 14% do PIB. Tudo isso é consistente com as conclusões de um estudo já clássico de Carmen Reinhart, da Universidade de Maryland, e de Kenneth Rogoff, de Harvard.**
As crises financeiras causam profundas crises econômicas. O impacto de uma crise financeira global deve ser particularmente severo. Além disso, “o valor real da dívida do governo tende a explodir, aumentando em média 86% nos grandes episódios pós-Segunda Guerra Mundial”. O principal motivo não são os “resgates” aos bancos mas sim as recessões.
Após o fato, o empréstimo privado descontrolado se transforma em gastos públicos e montanhas de dívidas. Os governos com crédito não aceitarão a alternativa de uma grande recessão. A questão é se o atual estímulo sem precedente compensará o efeito do colapso financeiro e o acúmulo sem precedente de dívida do setor privado nos Estados Unidos e em outros lugares.
Se o primeiro vencer, nós veremos em breve um desvio positivo do caminho da Grande Depressão. Se o segundo vencer, não veremos. O que todo mundo espera está claro. Mas o que devemos esperar? Nós estamos vendo uma corrida entre o reparo dos balancetes privados e o reequilíbrio global da demanda, de um lado, e a sustentabilidade do estímulo, do outro. Uma demanda robusta do setor privado só retornará assim que os balancetes dos lares altamente endividados, das empresas com acúmulos de empréstimos e setores financeiros subcapitalizados forem reparados ou quando os países com altas reservas consumirem ou investirem mais.
Nada disso provavelmente será rápido. De fato, é muito mais provável que leve anos, dado os acúmulos extraordinários de dívida da última década. Ao longo dos últimos dois trimestres, por exemplo, os lares americanos pagaram apenas 3,1% de suas dívidas. A desalavancagem é um processo demorado. Enquanto isso, o governo federal se tornou o único tomador de empréstimo significativo. De forma semelhante, o governo chinês pode expandir rapidamente o investimento. Mas é mais difícil elevar os níveis de consumo por meio de políticas.
A grande probabilidade é de que a economia mundial precisará de políticas monetárias e ficais agressivas por muito mais tempo do que muitos acreditam. Isso deixará nervosos os autores de políticas e os investidores. Dois riscos opostos surgem. Um é o de que o estímulo seja retirado cedo demais, como aconteceu nos anos 30 e no Japão no final dos anos 90.
Então ocorrerá uma recaída na recessão, porque o setor privado ainda é incapaz de, ou não está disposto a, gastar. O outro risco é o de que o estímulo seja retirado tarde demais. Isso levaria a uma perda da confiança na estabilidade monetária, agravada pelas preocupações em torno da sustentabilidade da dívida pública, particularmente nos Estados Unidos, os fornecedores da moeda-chave mundial.
No limite, os altos preços em dólar dos commodities e o aumento das taxas de juros de longo prazo sobre os títulos do governo podem colocar os Estados Unidos -e as economias mundiais- em uma estagflação maligna. Diferente de alguns alarmistas, eu não vejo sinais desse pânico no momento. Mas poderia acontecer. No ano passado a economia mundial entrou em recessão. As políticas de resposta foram imensas. Mas aqueles que estão certos de que estamos no início de uma robusta recuperação liderada pelo setor privado quase certamente estão iludidos.
A corrida para a recuperação plena provavelmente será longa, difícil e incerta.
*”Um Conto de Duas Depressões”, junho de 2009, www.voxeu.org ** “O Pós Crises Financeiras”, estudo 14656, www.nber.org
Tradução: George El Khouri Andolfato
Fonte: Financial Times
Crise Mundial: China e outros credores fogem dos Títulos do Tesouro dos EUA
A China reduziu no final de Abril, pela primeira vez em mais de um ano, a sua carteira de Títulos do Tesouro dos Estados Unidos num sinal de que as autoridades de Pequim estão preocupadas com a provável desvalorização dos activos “dolarizados”, noticiou a agência chinesa Xinhua.
De acordo com dados do Departamento do Tesouro norte-americano, em comparação com Março, o volume daqueles títulos de dívida diminuiu em USD 4,4 mil milhões/bilhões (mm/bi), fixando-se em USD 763,5 mm/bi.
“É um montante bastante pequeno (…) mas é um sinal que pode reflectir a actividade dos investidores institucionais chineses”, disse à agência Tan Yaling, especialista do Instituto para Derivativos Financeiros da Universidade de Pequim.
Outro especialista, Zhang Bin, investigador do Instituto Internacional de Economia e Política da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse à Xinhua que “por o montante ser pequeno não sabemos se a redução vai continuar. Mas o corte mostra prudência dos governos ou instituições face aos Títulos do Tesouro norte-americanos.” Zhang frisou que a fraqueza do dólar constitui uma ameaça à rentabilidade dos investimentos chineses na divisa americana.
Outros países, como o Japão, a Rússia e o Brasil, seguiram o exemplo da China, em Abril, e também reduziram a sua exposição àquele tipo de instrumentos financeiros.
Estas movimentações começaram em Março como reacção as decisões do governo norte-americano de comprar obrigações da sua dívida pública. O facto foi interpretado pelo mercado como um sinal da deterioração da capacidade da maior economia do mundo para honrar os compromissos financeiros com os seus credores. Por esta razão, o dólar e todos os activos com ele relecionados entraram de imediato numa curva descendente.
A China é o maior detentor de Títulos dos Tesouro dos EUA. Em Março, o primeiro-ministro Wen Jiabao mostrou-se preocupado com o descontrolo da dívida norte-americana e pediu à administração Obama que “garanta a segurança dos activos chineses.”
Fonte: MRA Alliance/Xinhua
A crise como via para a montagem de um estado totalitário global

por Olga Chetverikova
Enquanto a crise financeira e económica mundial vai atingindo o seu auge, os dirigentes da comunidade ocidental andam a tentar instilar na humanidade a ideia de que essa revolução vai acabar por ‘transformar o mundo numa coisa diferente’.
Apesar de a imagem da ‘nova ordem mundial’ se manter vaga e confusa, a ideia central é clara. Na sequência desse raciocínio é preciso instituir um governo global único, se quisermos evitar que reine o caos geral. Volta não volta, os políticos ocidentais referem à necessidade de uma ‘nova ordem mundial’, de uma ‘nova arquitectura financeira mundial’, ou de qualquer tipo de ‘controlo supranacional’, chamando-lhe um ‘Novo Acordo’ para todo o mundo.
Nicolas Sarkozy foi o primeiro a falar nisso, quando se dirigiu à Assembleia-Geral da ONU em Setembro de 2007 (ou seja, antes da crise).
Durante a reunião de Fevereiro de 2009 em Berlim, destinada a preparar a cimeira dos G20, Gordon Brown repetiu o mesmo, dizendo que era necessário um Novo Acordo à escala mundial. Estamos conscientes, acrescentou, que no que diz respeito aos fluxos financeiros mundiais, não conseguiremos sair desta situação apenas com a ajuda das entidades puramente nacionais.
Precisamos de entidades e de vigilantes mundiais para conseguir que as actividades das instituições financeiras que operam nos mercados mundiais se nos abram totalmente. Tanto Sarkozy como Brown são protégés dos Rothschilds.
Algumas declarações feitas por certos representantes da ‘elite global’ indicam que a actual crise está a ser utilizada como um mecanismo para provocar o agravamento de alguns motins sociais que poderão levar a humanidade – mergulhada como já está no caos e assustada com o espectro duma violência generalizada – a reclamar espontaneamente a intervenção de um árbitro ’supranacional’ com poderes ditatoriais nas questões mundiais.
Os acontecimentos estão a seguir o mesmo caminho da Grande Depressão de 1929-1933: uma crise financeira, uma recessão económica, conflitos sociais, a instituição de ditaduras totalitárias, incitando a uma guerra para concentrar o poder, e o capital, nas mãos dum pequeno grupo. Mas, desta vez, a questão central é a fase final da estratégia de ‘controlo global’, em que com um sopro se derruba a instituição da soberania estatal nacional, seguindo-se uma transição para um sistema de poder privado de elites transnacionais.
Já nos finais dos anos de 1990, David Rockefeller, autor da ideia de que o poder privado deve substituir os governos, disse que nós (o mundo) estávamos no limiar de mudanças globais. Tudo o que é preciso, prosseguiu, é uma crise qualquer a grande escala que faça com que o povo aceite a nova ordem mundial. Jacques Attali, conselheiro de Sarkozy e antigo chefe do EBRD [European Bank for Reconstruction and Development], afirmou que as elites tinham sido incapazes de resolver os problemas da divisa dos anos 30.
Receava, disse ele, que voltasse a acontecer um erro semelhante. Primeiro vamos travar guerras, continuou, e deixar morrer 300 milhões de pessoas. Só depois é que virão as reformas e um governo mundial. Não seria melhor pensar já nesta fase num governo mundial? perguntou. Henry Kissinger afirmou a mesma coisa. Em última análise, a principal tarefa é definir e formular as preocupações gerais da maior parte dos países, e também de todos os principais estados no que se refere à crise económica, tendo em conta o receio colectivo de um jihad terrorista. Depois, tudo isso tem que ser transformado numa estratégia de acção comum… E assim a América e os seus parceiros potenciais têm uma oportunidade única de transformar o momento da crise numa visão de esperança.
O mundo está a ser convencido a aceitar a ideia da ‘nova ordem’ a pouco e pouco para impedir que surjam incidentes que poderão muito bem levar a que os protestos universais contra as condições cada vez piores da existência humana entrem num ‘caminho errado’ e deixem de poder ser controlados.
A principal coisa que a Fase Um conseguiu concretizar foi iniciar uma discussão de amplo espectro sobre o ‘governo global’ e a ‘não aceitação do proteccionismo’ com ênfase no ‘desencanto’ dos modelos de estados-nacionais para a saída da crise. Esta discussão continua tendo como pano de fundo as pressões da informação que ajudam a construir as ansiedades humanas, o medo, e a incerteza.
Vejamos algumas dessas acções da informação: previsões da OMS de que provavelmente 1,4 mil milhões de pessoas ficarão abaixo do limiar de pobreza em 2009; um aviso do director-geral da OMS de que se perfila no horizonte o maior declive comercial mundial da história do pós-guerra; uma declaração de Dominique Strauss-Kohn do MFI ( protégé de Sarkozy) de que está iminente um colapso económico mundial se não for implementada uma reforma a grande escala do sector financeiro da economia mundial, colapso esse que muito provavelmente arrastará consigo não apenas o desassossego social mas também uma guerra.
Foi com este pano de fundo que foi avançada a ideia de instituir uma divisa mundial comum como pedra fundamental da ‘nova ordem mundial’. Mas os verdadeiros cérebros deste projecto de longa data continuam na sombra. De notar que há um ou outro representante da Rússia empurrado para a linha da frente. Faz lembrar a situação antes da I Guerra Mundial, em que os círculos anglo-franceses, que possuíam alguns planos elaborados para uma nova divisão do mundo, instruíram o ministro dos estrangeiros russo para traçar um programa geral para a Entente Cordiale.
Esta passou à história como o ‘programa Sazonov’, apesar de a Rússia não ter desempenhado um papel independente nessa guerra, o qual desde o início foi montado para servir o sistema de interesses da elite financeira britânica.
A 19 de Março, Henry Kissinger chegou a Moscovo na qualidade de membro do The Wise Men (James Baker, George Schultz, e outros), que se reuniram com os dirigentes russos antes da cimeira do G20. Dmitry Trenin, director do Centro Carnegie de Moscovo e participante na última reunião americana dos Bilderbergers, considerou essa reunião como um ’sinal positivo’.
A 25 de Março, o Moskovsky Komsomolets publicou um artigo ‘A Crise e os Problemas Mundiais’, de Gavriil Popov (actual presidente da União Internacional de Economistas) que relatou abertamente o que normalmente é discutido à porta fechada. O artigo fazia referência ao Parlamento Mundial, ao Governo Mundial, às Forças Armadas Mundiais, à Força Policial Mundial, ao Banco Mundial, à necessidade de colocar sob controlo internacional as armas nucleares, às capacidades de produção de energia nuclear, de toda a tecnologia de foguetões espaciais, e dos minerais do planeta, à imposição de limites de natalidade, à limpeza do conjunto genético da humanidade, ao encorajamento de pessoas intolerantes à incompatibilidade cultural e religiosa, e a outras coisas do mesmo género. Os “países que não aceitarem as perspectivas globais”, diz Popov, “devem ser expulsos da comunidade mundial”. Claro que o artigo do Moskovsky Komsomolets não revela nada de novo que nos permita compreender a estratégia da elite global.
O importante é outra coisa. Sugere-se a instituição de uma ordem policial totalitária e a eliminação dos estados nacionais, como um amplo programa de acção, e recomenda-se aquilo que tanto os liberais, como os socialistas, como os conservadores, sempre consideraram um ‘novo fascismo’, como o único caminho salutar possível para toda a humanidade.
Há quem queira que a discussão destes projectos se torne uma norma. Neste contexto, há alguns representantes da Rússia ‘de confiança’ que estão a ser empurrados para a primeira linha; a Rússia que será a principal vítima da política de pilhagem total se o ‘governo global’ vier a ser uma realidade. O G20 não discutiu a questão da divisa mundial comum, porque ainda não chegou a altura própria para tal.
A própria cimeira foi um passo em frente no caminho para o caos porque, se as suas decisões forem seguidas cegamente, a situação socioeconómica mundial só poderá piorar e, para citar Lyndon LaRouche, irão ‘liquidar o doente’. Entretanto, a crise está a ser exacerbada e os analistas andam a predizer uma era de desemprego maciço.
As previsões mais pessimistas vêm do LEAP/Europe 2020, que as publica regularmente nos seus boletins e enviou-as mesmo numa carta aberta aos dirigentes dos Vinte antes da cimeira de Londres. Já em Fevereiro de 2006, o LEAP [Laboratório Europeu de Antecipação Política] foi de uma precisão surpreendente a descrever as perspectivas para a ‘crise global sistémica’ como consequência da doença financeira provocada pela dívida dos EUA.
Os analistas do LEAP consideram os acontecimentos actuais no contexto da crise geral que começou nos finais dos anos 70 e está agora na sua quarta fase, a fase final e a mais grave, a chamada ‘fase de purificação’ em que começa o colapso da economia real. Segundo Frank Biancheri, do LEAP, não é apenas uma recessão mas o fim do sistema, em que o seu pilar principal, a economia dos EUA, entrou em colapso. “Estamos a assistir ao fim de toda uma época mesmo em frente dos nossos olhos”.
A crise pode conduzir a algumas consequências muito difíceis. O LEAP prevê uma subida do desemprego para 15 a 20% na Europa e 30% nos Estados Unidos. Se não se conseguir solucionar o problema do dólar, os acontecimentos mundiais darão uma reviravolta dramática.
O colapso do dólar pode ocorrer já em Julho de 2009 e a crise, que poderá durar décadas, desencadeará “uma desintegração geopolítica à escala mundial” com motins sociais e conflitos civis, com a divisão do mundo em blocos separados, em que o mundo regressará à Europa de 1914, com confrontos militares, etc.
Os tumultos populares mais poderosos ocorrerão em países com sistemas de segurança social menos desenvolvidos e com maiores concentrações de armas, principalmente na América Latina e nos Estados Unidos, em que a violência social já se manifesta actualmente nas actividades de grupos armados. Os especialistas assinalam o começo da fuga para a Europa da população dos EUA, onde por enquanto a ameaça directa contra a vida não é tão grande. Para além dos conflitos armados, os analistas do LEAP prevêem escassez de energia, de alimentos e de água em áreas dependentes da importação de alimentos. Os especialistas do LEAP descrevem o comportamento das elites ocidentais como totalmente desajustado: “Os nossos dirigentes não conseguem entender o que aconteceu, e continuam a mostrar a mesma incompreensão até hoje.
Estamos no meio duma recessão prolongada, e seria necessário o empenho na introdução de algumas medidas a longo prazo para amortecer os golpes, mas os nossos dirigentes continuam na esperança de impedir uma recessão prolongada… Todos eles foram formados em torno do pilar americano e não conseguem perceber que o pilar está em ruínas…” Mas se os dirigentes a nível médio não vêem isso, os gestores mundiais de nível superior, pelo contrário, estão muito bem informados; são eles quem está a implementar o ‘caos controlado’ e a política de desintegração geral, incluindo uma guerra civil e a desintegração dos Estados Unidos planeada para o final de 2009, um cenário que está a ser discutido amplamente pelos meios de comunicação americanos e mundiais.
À beira dos conflitos planeados em diversas áreas do planeta, está a ser instituído um sistema que conferirá a um centro supranacional, com base numa máquina punitiva, o total controlo político, militar, legal e electrónico sobre a população.
Esse sistema utiliza o princípio de gestão de rede de comunicações que permite encaixar em qualquer sociedade estruturas paralelas de autoridade que reportam a centros de tomadas de decisões externos e são legalizados através da doutrina de prevalência da lei internacional sobre a lei nacional. A casca mantém-se nacional, mas o poder real passa a ser transnacional.
Jacques Attali chama a isto um ‘estado global baseado na lei’. O centro dirigente do estado global baseado na lei situa-se nos EUA. Embora os seus fundamentos tenham começado a surgir nos anos 90, a luta contra o terrorismo após os incidentes do 11/Set levaram a fenómenos radicalmente novos.
A aprovação da Lei Patriota de 2001 não só permitiu que os serviços de segurança controlassem a população americana e os estrangeiros suspeitos, como acelerou a passagem de responsabilidades estatais para as mãos de estruturas empresariais transnacionais.
As actividades de informações, do comércio da guerra, do sistema penitenciário, e do controlo de informações estão a passar para a mão de privados. Isto é feito através da chamada contratação no exterior, um fenómeno relativamente novo, que consiste em confiar determinadas funções a empresas privadas que agem como empreiteiros e atribuir a indivíduos exteriores a uma organização a realização das suas tarefas internas.
Em 2007, o governo americano chegou à conclusão de que 70% do seu orçamento de serviços de informações secretas é gasto em contratos privados e que a “burocracia de informações da Guerra-Fria está transformada numa coisa totalmente nova, em que dominam os interesses dos empreiteiros”.
Para a sociedade americana (incluindo o Congresso), as suas actividades mantêm-se confidenciais, o que lhes permite recolher cada vez mais funções importantes nas suas mãos.
Antigos funcionários da CIA dizem que quase 60% do seu pessoal estão sob contrato. Essas pessoas analisam a maior parte das informações, escrevem relatórios para os que tomam as decisões em jurisdições estatais, mantêm comunicações entre diversos serviços de segurança, dão apoio a posições estrangeiras, e analisam a intercepção de dados.
Em consequência disso, a National Security Agency da América está a ficar cada vez mais dependente de companhias privadas que têm acesso a informações confidenciais. Não admira, pois, que se esteja a criar pressão para uma proposta de lei no Congresso que prevê a garantia de imunidade a empresas que têm trabalhado com a NSA nos últimos cinco anos.
O mesmo está a acontecer com empresas militares privadas (PMCS), que têm vindo a assumir cada vez mais funções do exército e da polícia. Numa escala significativa, começou nos anos 90 na ex-Jugoslávia, mas foram utilizados trabalhadores contratados a nível alargado no Afeganistão e noutras zonas de conflito.
Executavam as acções ‘mais sujas’, como aconteceu com o caso durante a guerra na Ossétia do Sul, onde estiveram envolvidos mais de 3 000 mercenários. Neste momento, os PMCS são verdadeiros exércitos, cada um deles com mais de 70 mil efectivos, que operam em cerca de 60 países, com receitas anuais de mais de 180 mil milhões de dólares (segundo o Brookings Institution, EUA).
Por exemplo, mais de 20 mil empregados de PMCS americanos trabalham no Iraque ao lado do contingente militar americano de 160 mil. O sistema de prisões privadas também está a aumentar rapidamente nos EUA. Está florescente o complexo da indústria prisional, que utiliza trabalho escravo e práticas de trabalhos forçados, e os seus investidores estão sediados na Wall Street.
O uso de trabalho forçado por empresas privadas foi legalizado já em 37 estados e é utilizado por importantes empresas como a IBM, a Boeing, a Motorola, a Microsoft, a Texas Instruments, a Intel, a Pierre Cardin e outras. Em 2008, o número de internados em prisões privadas nos EU era de cerca de 100 mil e este número está a crescer rapidamente, juntamente com o número total de internados no país (na sua maioria afro-americanos e latino-americanos), que é de 2,2 milhões de pessoas, ou seja, 25% de todos os presos do mundo.
Logo que Bush assumiu o poder, começou a privatização do sistema para transporte e retenção de migrantes em campos de concentração. Em especial, foi o que fez um ramo da conhecida empresa Halliburton, Kellog Brown and Root (antigamente chefiada por Dick Cheney). As maiores conquistas foram feitas nos últimos anos na área da instituição do controlo electrónico sobre a identidade das pessoas, realizado sob o pretexto do contra-terrorismo.
Atualmente, o FBI está a criar a maior base de dados do mundo de indicadores biométricos (impressões digitais, exames da retina, formas do rosto, formas e distribuição de cicatrizes, padrões de fala e de gestos, etc.) que contém neste momento 55 milhões de impressões digitais. A última novidade inclui a introdução de um sistema de varredura corporal nos aeroportos americanos, análise da literatura lida pelos passageiros dos voos e por aí fora.
Uma outra oportunidade de reunir informações detalhadas sobre as vidas privadas das pessoas surgiu na sequência da Directiva N59 da NSA, aprovada no verão de 2008, ‘Identificação e rastreio biométrico com o objectivo de reforçar a segurança nacional’, e da confidencial ‘Lei da Resposta Pronta ao Terrorismo Nacional’. Numa avaliação da política das autoridades americanas, o ex-congressista e candidato presidencial em 2008, Ron Paul, disse que a América está a transformar-se gradualmente num estado fascista, “Estamos a aproximar-nos de um fascismo, não do tipo Hitler, mas de um tipo mais suave, que se revela na perda de liberdades civis, em que as grandes empresas dirigem tudo e… o governo está metido na cama com os grandes negócios”.
Será preciso lembrar que Ron Paul é um dos poucos políticos americanos que defende o encerramento do Sistema de Reserva Federal como uma organização secreta inconstitucional? Com a chegada de Obama ao poder, a ordem policial na América está a ficar cada vez mais afunilada em duas direcções – reforço da segurança nacional e militarização de instituições civis.
É impressionante como, depois de ter condenado as transgressões às liberdades individuais feitas pela administração Bush, Obama passou a controlar todo o pessoal da sua própria equipa obrigando-o a preencher um questionário com 63 perguntas que percorrem os pormenores mais complexos das suas vidas privadas.
Em Janeiro, o presidente dos EUA aprovou leis que possibilitam a continuação da prática ilegal de sequestrar pessoas, mantê-las secretamente em prisões, e enviá-las para países em que se utiliza a tortura.
Também propôs uma lei chamada Lei da Instituição do Centro de Apoio à Emergência Nacional, que estipula a instituição de seis desses centros em bases militares americanas para proporcionar apoio a pessoas que sejam deslocadas por causa de uma situação de emergência ou de uma catástrofe e que ficam assim sob jurisdição militar Analistas relacionam esta lei com possíveis perturbações e consideram-na uma prova de que a administração americana se está a preparar para um conflito militar que pode ocorrer após a provocação que está a ser planeada.
O sistema americano de controlo policial está a ser implementado activamente noutros países, principalmente na Europa – através da instituição da hegemonia da lei americana no seu território por intermédio da assinatura de diversos acordos.
Nisto tiveram uma grande importância as conversações na sombra entre os EUA e a UE sobre a criação da ‘área comum de controlo sobre a população’ que se realizaram na primavera de 2008, quando o Parlamento Europeu adoptou uma resolução que ratificou a criação do mercado transatlântico único, abolindo todas as barreiras ao comércio e aos investimentos até 2015.
As conversações deram origem ao relatório confidencial preparado pelos especialistas de seis países participantes. Este relatório descrevia o projecto para a criação da ‘área de cooperação’ nas esferas ‘da liberdade, da segurança, e da justiça’. O relatório alarga-se sobre a reorganização do sistema de justiça e assuntos internos dos estados membros da UE de modo tal que fica a parecer-se com o sistema americano.
Diz respeito não apenas à capacidade de transferir dados pessoais e cooperação de serviços policiais (que já está a ser posto em prática), mas também, por exemplo, à extradição de imigrantes da UE para as autoridades americanas de acordo com o novo mandato que anula todas as garantias que os procedimentos de extradição europeus prevêem. Nos EUA está em vigor a Lei das Delegações Militares de 2006, que permite a perseguição ou detenção de qualquer pessoa que seja identificada como ‘inimigo combatente ilegal’ pelas autoridades executivas e se estende aos imigrantes de qualquer país que não esteja em guerra com os EUA.
São perseguidos como ‘inimigos’, não com base em quaisquer provas, mas porque assim são rotulados pelas organizações governamentais. Nenhum governo estrangeiro protestou contra esta lei que é de importância internacional.
Em breve será assinado o acordo sobre comunicação de dados pessoais, segundo o qual as autoridades americanas poderão obter informações pessoais como números de cartões de crédito, pormenores das contas bancárias, investimentos, rotas de viagem ou comunicações via Internet, assim como informações sobre a raça, as crenças políticas e religiosas, os hábitos, etc.
Foi por pressão dos EUA que os países da UE introduziram os passaportes biométricos. A nova regulamentação da UE implica a mudança geral dos cidadãos da UE para passaportes electrónicos a partir do final de Junho de 2009 e até 2012. Os novos passaportes passarão a conter um chip com informações para além do passaporte e uma foto, e ainda as impressões digitais.
Estamos a assistir à criação do campo de concentração electrónico global, e a crise, os conflitos e as guerras estão a ser utilizadas como justificação. Como escreveu Douglas Reed, “as pessoas têm tendência para tremer perante um perigo imaginário e são demasiado preguiçosas para ver o perigo real”.
O original encontra-se em http://en.fondsk.ru/article.php?id=2070 . Tradução de Margarida Ferreira. Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
Alan Keyes: Governo de Obama instalará o terror e a lei marcial será declarada
Candidato presidencial formal nos dá seu mais fatal aviso até agora sobre planos de Obama.
Candidato presidencial formal Alan Keyes deu, talvez, seu mais fatal aviso até agora, dizendo que a administração de Obama está preparando um palco para um ataque terrorista, declarando uma lei marcial e cancelando as eleições de 2012, o que é motivo o qual eles estão demonizando seus inimigos políticos comparando-os a criminosos e terroristas.
Keyes é mais conhecido pela sua performance durante os Debates Republicanos do ano 2000, quando ele foi ACCREDITED por vários meios da mídia como sendo o mais claro vencedor da série de debates com George W. Bush e John McCain.
“É óbvio que eles não pararão por nada”, disse Keyes aos atendentes de uma recepção em Fort Wayne, e continuou, “Nós iremos acordar um dia e essa série de ataques terroristas, a economia paralisada… lei marcial será declarada em todo lugar nos Estados Unidos e isso não irá parar até que a crise termine”.
Keyes disse que a América deveria estar agradecida se eles virem uma eleição em 2012, constatando, “Se nós não acordarmos e trabalharmos para ver que isso está acontecendo, não veremos outra eleição”.
“No minuto em que eles pensarem que podem prosseguir com isso, eles acabarão com esse sistema de governo e esta é a intenção deles”, adicionou Keyes, dizendo ainda que todos agindo como se o tempo em que estamos seria apenas “negócios como sempre”, relembra-o a ação dos políticos da República de Weimar, quando Hitler estava crescendo no poder na Europa do Leste quando os Comunistas estavam crescendo depois da Segunda Guerra Mundial.
Keyes disse que por causa da maioria da população são de mente decente, eles acreditam que outros jogarão pelas regras quando simplesmente este não é o caso, alertando que esta atitude irá permitir que o mal seja instalado antes mesmo que possamos fazer algo sobre isso.
“É tão claro que temos agora que colocar uma coisa na cabeça – eles não estão jogando de acordo com as regras e eles não querem isso – se eles estivessem seguindo as regras eles não estariam tentando identificar seus opositores como criminosos”, disse Keyes, fazendo referência à recente controvérsia que rondava o lançamento dos relatórios da MIAC e Homeland Security, que sugeriam que os americanos que exerciam e eram sábios sobre seus diretos constitucionais eram uma ameaça à coação das leis e terroristas domésticos em potencial”.
Keyes disse que a única solução vinha de cima porquê nossos líderes “são tão covardes que eles sequer perguntam se a Constituição é obrigada a ser clara, plana, absolutamente inequívoca de requerimentos”, e responde mansamente com “seus lábios trancados e seus corações aterrorizados”.
Keyes também alertou sobre a agenda de Obama para criar uma Força de Segurança Civil e disse que era parte da agenda ultimato desarmar os cidadãos americanos e criar um estado de polícia.
Keyes tem sido um critico vocal de Obama, alertando-nos de que ele é um Comunista radical que está determinado a destruir a América, e que sua agenda não parará até que o país que conhecemos se torne inexistente.
Tradução: Fimdostempos.net
Fonte: Prison Planet
Gerald Celente: Vamos viver a pior recessão da história mundial
Vamos viver a maior recessão de sempre, muito pior do que a “Grande Recessão” dos anos 30!
Gerald Celente faz previsões, é escritor e chefe do Trend Research Institute que fundou, em 1980. É famoso pelas suas previsões acertadas referentes a acontecimentos internacionais, tal como o Crash da Bolsa, em 1987, o desmoronamento da União Soviética, em 1990, a crise asiática, em 1997, o desmoronamento da economia russa, em 1998, o rebentar da bolha da Internet, em 2000, e a recessão de 2001. Ele também previu o início da febre do ouro, em 2002, a decadência do mercado imobiliário, em 2005, a recessão de 2007 e o pânico de 2008. Como estávamos a aproximar-nos do fim do ano, resolvi perguntar ao Sr. Celente quais as suas previsões para o ano 2009. Aqui está a entrevista que ele me concedeu a 12 de Dezembro de 2008.
Freeman: Como vê a situação actual na América?
Celente: O seu sistema financeiro desmoronou-se totalmente. As únicas duas coisas que o Governo ainda está a fazer para manter o país vivo, é imprimir mais dinheiro ou reduzir as taxas de juro. Chamamos-lhe o Passo Duplo de Bernanke: o presidente do FED só pode dar dois passos. Nenhuma destas medidas alterará o rumo ou vai travar o desmoronamento da economia. Será preciso uma nova capacidade produtiva como, por exemplo, nos anos 90 quando avançávamos para uma recessão, saímos dela através da tecnologia da Internet. Tudo foi transferido para a Internet. Isso era real. Havia especulação nos mercados, mas nada tinha a ver com a existência do produto. Era uma capacidade produtiva. Não é possível desencadear uma coisa destas através de uma iniciativa monetária ou fiscal. Por exemplo, temos um presidente novo que quer criar 2.5 milhões de postos de trabalho, segundo ele diz. Onde vai arranjar dinheiro para tal? Apenas o pode imprimir. Estamos confrontados com uma hiperinflação, como na época da República de Weimar, algo que também pode acontecer ao dólar. A propósito, sou um ateu político. Não acredito em histórias, sou uma pessoa crescida. Se alguém imagina que os políticos nos vão salvar, está a iludir-se, ou é criança. E esta ilusão está muito pronunciada na América. As pessoas estão cheias de esperança que o novo presidente conseguirá modificar as coisas.
Freeman: Se observarmos a equipa que Obama escolheu até agora, não vai haver mudança.
Celente: Certo. Mas como pode haver uma alteração, se escolheu as mesmas pessoas que originaram a crise? Como, por exemplo, Larry Summers, que vai ser o seu conselheiro económico e Timothy Geithner, presidente do FED de Nova Iorque. Todos são protegidos de Robert Rubin. Sommers foi Ministro das Finanças da Administração Clinton, depois de Rubin. São estes que destruíram a Lei Glass-Steagall.
Freeman: A causa desta situação foi a abolição da Lei Glass-Steagall. (Para informação: Em 1999, Clinton aboliu esta lei que fora introduzida como lição da última grande depressão. Consequentemente, a separação entre bancos comerciais e bancos de investimentos deixou de existir e introduziu-se a liberalização total, o que voltou a possibilitar a especulação incontrolada dos bancos.)
Celente: É verdade. Pelos vistos, está a par. São as pessoas que criaram o clima para aparecerem todos os derivados, tal como, os Credit Default Swaps, os SIV, CDO, os chamados instrumentos financeiros exóticos que, na realidade, não passam de apostas, que é como jogar no cassino.
Freeman: Acha que a crise financeira foi criada propositadamente, ou será antes uma falha?
Celente: É uma falha. Há aquela conversa sobre os Illuminati. Se foram os Illuminati que a criaram, serão eles que a devem resolver. Não há uma única coisa que uma destas pessoas tenha realizado com êxito, na sua carreira. Eles nunca fizeram nada certo. Foi através da incompetência e da adulação que conseguiram subir. É assim que acontece no Estado. Após ter terminado os meus estudos universitários, em 1971, iniciei a minha carreira no Estado, em Yonkers, Nova Iorque, uma cidade com trezentos mil habitantes. Depois, enviaram-me para Albany, a capital do Estado de Nova Iorque, onde fui assistente do Secretário do Senado do Estado de Nova Iorque. A seguir, ensinei Ciências Políticas na St. John University. De 1973 a 1979, fui especialista em questões governamentais, em Washington, para a indústria química. Portanto, conheço bem a máquina governativa. Também trabalhei para Regan e Connoly, contactei com os principais “jogadores”. As pessoas acham que essa gente é mais inteligente que os outros. Na verdade, é mesmo assim. Quando se trabalha para o Estado, é preciso atestar que se é mais estúpido que os outros. A outra realidade é a que presenciei quando trabalhava em Albany. Vi como os políticos rastejavam para subir. Subiam a pulso. Portanto, pensar que estes políticos são capazes de resolver o problema, é pura ilusão. Além disso, na realidade, todas as organizações políticas não passam de organizações criminosas, e não afirmo levianamente.
Freeman: Eles não sabiam que, se Greenspan baixasse tanto o valor do dinheiro, todo o sistema financeiro iria implodir?
Celente: Para as pessoas não perderem o seu dinheiro, devido ao rebentar da bolha da Internet, ou seja, para os grandes jogadores nada perderem, eles achavam que podiam baixar as taxas de juro, algo que fizeram desde Março de 2000. A partir daí, lançámos avisos através do nosso Instituto, e temos documentos a dizer o que ia acontecer. Mas ninguém quis acreditar. Quando avisámos por escrito que vinha aí um descalabro, recebemos muitas cartas a perguntar se não podíamos dizer algo de positivo, algo agradável. Aconteceu o mesmo em relação à guerra. Antes do início da Guerra no Iraque, dissemos em alto e bom som que a América ia perder. Que iam avançar sem grande resistência e eliminar Saddam Hussein, mas que a seguir teriam pela frente uma guerra de guerrilha, algo que não é possível ganhar. Contudo, ninguém quis ouvir, não teria sido patriótico. E então? Após quase 8 anos de guerra, não avançámos um passo. Quando falo de organizações criminosas, não o digo como calúnia, mas como um facto. A América está a combater numa guerra que assenta em motivos falsos. Se eles sabiam isto ou não, é puramente uma questão académica. Mas com esses motivos falsos, estão a matar pessoas inocentes, mulheres e crianças, algo que é contrário aos meus princípios morais. Além disto, eles roubam as pessoas descaradamente, em pleno dia, com aqueles pacotes alimentares de emergência. Há aquela mentalidade de “são demasiado grandes para cair” o que significa que somos pequenos demais para os salvar. É a típica mentalidade inglesa, como aconteceu no Titanic. Os ricos embarcam nos barcos salva-vidas, enquanto os pobres são encerrados no convés inferior e se afundam com o navio.
Freeman: Que é que lhe parece que vai acontecer agora, já que não pôs de parte o “bailout” para a indústria automóvel?
Celente: É indiferente. Desde o início que aquilo não tinha pés para andar. Teria sido deitar dinheiro à rua. Além disso, quem comprar um automóvel de fabrico americano, não é bom da cabeça. É só sucata. E os dirigentes são incompetentes. O vice-presidente do Conselho Fiscal da General Motors disse, em 2005, que quem imaginava que o elevado preço dos combustíveis levaria as pessoas a não comprar SUVs, não sabia o que estava a dizer. Ele está totalmente enganado. Há décadas que essa gente só produz porcaria e diz disparates. Houve tempo em que a América fabricava automóveis fantásticos, mas isso já lá vai. Eles só se interessavam pelos lucros, pelo dinheiro que podiam ganhar.
Freeman: A crise financeira atravessou o Atlântico em direcção à Europa e está a arruinar todo o mundo.
Celente: É verdade. Nas minhas viagens costumo reparar que os europeus e os asiáticos assimilam todas as porcarias vindas da América e imitam tudo. Assim, o CS e o UBS estão sujeitos às mesmas manipulações monetárias estúpidas e criminosas que os bancos de cá. Há um ano, ainda se ignorava se o estrangeiro também seria contagiado. Agora, o mundo inteiro está com uma pneumonia. Veja o que se passa em Espanha, com toda aquela construção desenfreada que produziu um excedente imobiliário gigantesco. O país está na falência. Acontece o mesmo com os antigos Países de Leste. Encontrei pessoas de lá e, surpreendido, ouvi-os falar de investimentos e de marketing, como se sempre tivessem vivido no capitalismo. Falaram comigo como se estivessem a par de tudo. Comportaram-se mais como animais de rapina, como se há muito estivessem a viver no Ocidente. Estes e muitos outros países foram os culpados do seu próprio horror económico, e deram com os burrinhos na água.
Freeman: Quais são as suas previsões para 2009? Tudo indica que a economia vai paralisar.
Celente: Acabámos de publicar as nossas previsões para 2009. Prevemos o colapso total da economia. Em 7 de Novembro de 2007, previmos o crash financeiro e o pânico de 2008, e acertámos. No próximo ano, assistiremos ao desmoronamento de todo o comércio a retalho, depois, será o desmoronamento dos bens imobiliários comerciais, etc. … Vamos assistir à maior recessão de sempre, muito pior do que a “Grande Recessão” dos anos 30.
Freemann: Uau!
Celente: E digo-lhe porquê. Antigamente, não havia tantas pessoas com bens de raiz tão endividados. Elas não contraíam, como agora, empréstimos tão avultados sobre eles. Também não tinham cartões de crédito, nem dívidas de 14 biliões de dólares. Naquela altura, havia um lucro comercial; hoje a América tem um défice de 700 mil milhões de dólares por ano. O orçamento geral do Estado estava equilibrado, agora temos um défice gigante e a administração do Estado está nos 13 biliões de dólares, tendo sido acrescido, só este ano, por mais 1 bilião de dólares. No início da II Guerra Mundial, a América era o motor de toda a produção industrial do mundo, nós tínhamos a maior produtividade. Há muito que isso acabou. Somos uma nação em queda. Estamos a avançar para a maior depressão, e ela será a nível mundial.
Freeman: Pensa que vai haver um desemprego geral com revoltas subsequentes?
Celente: Sim, também prevemos uma tendência para a revolução. O que se está a passar na Grécia, pode acontecer em qualquer lado. Não se trata apenas da morte do rapaz de 15 anos. As pessoas estão a revoltar-se contra aquela classe de políticos incompetentes e totalmente corruptos que é igual em toda a parte. Trabalhei para o Estado, conheço a ordem de grandeza da corrupção. Em Washington, trata-se apenas de lançar projectos para cada um enriquecer e para enriquecer os amigos. Uma mão lava a outra, dinheiro para os amigos. O sistema é corrupto de alto a baixo.
Freeman: Vamos passar por uma depressão dolorosa, durante um ou dois anos, e depois sair dela?
Celente: Como quer sair dela? Que é que nos vai ajudar a sair dela?
Freeman: Vai ser uma depressão de longo prazo?
Celente: Vai.
Freeman: Isso não soa nada bem. Como vai afectar a Europa?
Celente: A Europa vai estar algo melhor porque as pessoas não se endividaram tanto e estão em melhores condições para sair disto tudo. A América transformou-se num país de bananas. As pessoas já não conseguem fazer nada, só sabem consumir, vivem em casas grandes, conduzem automóveis grandes e tornaram-se grandes e obesas. Não conseguem parar de viver acima dos seus meios. Consomem demasiada comida, energia e espaço. Não sabem viver modestamente. A festa acabou, vai ser muito doloroso apertar o cinto. Temos uma camada crescente de pobres, algo que nunca tivemos. É assustador. Vamos ter uma taxa de desemprego muito elevada, muito maior do que na última depressão.
Freeman: Não vê solução como sair desta depressão?
Celente: Só vamos sair da depressão, se pusermos em andamento uma nova capacidade de produção que irá mais longe que as novas tecnologias para energias alternativas. Terá de ser algo totalmente revolucionário, algo que será o novo motor para a economia, tal como a descoberta do fogo ou a invenção da roda.
Freeman: A História demonstra que, quando os que detêm o poder se confrontam com grandes problemas económicos, eles não os solucionam, acham que uma guerra resolve tudo. Existe a possibilidade de uma nova guerra grande?
Celente: A II Guerra Mundial pretendeu ser a solução para a última grande depressão. Agora vivemos noutros tempos. A próxima guerra será com armas de destruição maciça. Hoje, já só se pode fazer a guerra contra países subdesenvolvidos. Já não se trata do lançamento de ogivas intercontinentais, mas de uma guerra de guerrilha hightech, tal como acontece no Iraque e no Afeganistão. Mas os políticos são capazes de tudo.
Freeman: Refere-se com isso a um ataque sob uma bandeira falsa?
Celente: Sim, eles estão constantemente a mentir como, por exemplo, que Saddam Hussein tinha armas nucleares e ligações com a Al Quaeda. Quem acredita ainda nos políticos?
Freemann: O senhor disse que a América estava a seguir o caminho da Grã-Bretanha. Está a dizer que a América já não aguenta sustentar o Império e o estacionamento de tropas em 130 países?
Celente: Sim, o Império americano está a desaparecer. Terá o mesmo fim que o inglês. Já não nos podemos dar ao luxo de o manter.
Freeman: O único político que o afirma na América, que também tem uma política económica racional e que quer restabelecer o direito constitucional, é Ron Paul. O que acha dele?
Celente: Eu teria votado nele para Presidente. Em vez disso, tive de votar em Nader porque o nome dele não constava da lista. Não vou apoiar nenhuma das organizações criminosas que dividem o poder em Washington. E sou muito claro nisso. Quem tiver votado nos criminosos, apoia a continuação dos assassinatos e dos roubos. É tão simples como isto. Eles matam pessoas inocentes todos os dias.
Freeman: Qual é o grau de culpa dos media nisto tudo? Eles comportam-se como órgãos de propaganda.
Celente: A culpa deles é grande. Eles vão para a cama com o poder. Só temos de ver a ligação estreita que existe entre os representantes dos media e as autoridades, os Ministérios, o Pentágono e a Casa Branca onde estão como em sua casa. Podemos agradecer ao New York Times por nos ter vendido a Guerra do Iraque. Em 2007, este jornal também nos disse que o problema da economia não passava de um resfriado e que havia de passar, embora já tivéssemos vislumbrado o crash. Os media estão do lado da economia e do governo, não cumprem o seu papel de forma alguma.
Freeman: Que é que pode dizer às pessoas, quanto à maneira como se devem preparar para a depressão que se avizinha?
Celente: Há muito que dizemos no Instituto que não devemos gastar nem um cêntimo mais do que temos. Vamos ter de viver numa nova simplicidade na qual só compramos coisas que realmente precisamos, e que utilizamos durante mais tempo. Acabou-se o ciclo do consumismo, a noção de que se pode comprar e atingir a felicidade através do materialismo. Não me interprete mal, também gosto de coisas bonitas, mas agora trata-se de qualidade, ou que menos é mais. Depois, por causa da educação das crianças. Aqui na América, todos querem mandar os filhos para uma escola superior ou para a universidade. Isso custa uma fortuna. Para quê? Para estudarem Economia ou Direito e fazerem o MBA? Poupem o vosso dinheiro. Temos banqueiros e advogados de sobra que não servem para nada e que não criam riqueza. Mais vale uma formação prática e útil, como engenheiro, técnico ou qualquer profissão onde se trabalha com as mãos. Vai haver uma grande mudança. Tudo começa a nível local. Há que olhar pela sua comunidade e nela ser activo. Como ser útil aos outros. Pode estar contente que na Suíça existe a democracia directa e pode colaborar directamente. Aqui na América, já não temos voto no assunto, fazem o que querem. Por exemplo, as pessoas são contra as medidas de emergência. O que é que fazem os políticos? Aquilo que bem lhes apetece.
Freeman: Eu digo ao meu público: apoiem as vossas cidades e comunidades, lutem pela manutenção das estruturas públicas, impeçam as privatizações e a liquidação de todo o mundo.
Celente: Há serviços que são essenciais e deviam ser públicos, tal como os transportes, a energia e o abastecimento de água. Aqui temos o governo mundial a trabalhar. Não sou teórico da conspiração, mas todos sabem para onde vamos caminhar. Eles querem controlar tudo e ter um governo central.
Freeman: Com todos os problemas económicos dos países do Mediterrâneo e com a adesão dos novos países do Leste, acha que a União Europeia e o Euro se vão desmoronar?
Celente: Sim, é a nossa convicção. Nós dissemo-lo antes da introdução do Euro. Só é preciso um populista nacional de num país-membro pensar que pode vencer a crise se o seu país sair da União Europeia para esta se desmoronar. Berlusconi já o deu a entender, com a ameaça de denunciar o Acordo de Schengen, devido à grande vaga de imigrantes. A migração das massas é um problema muito grande. Os países ocidentais são inundados por pessoas que procuram uma vida melhor ou que fogem de algum perigo. Não adianta ser-se altruísta, quem vai pagar isso tudo? Onde arranjar um abrigo, alimentação e trabalho para estes estrangeiros quando mal se consegue cuidar dos habitantes do próprio país?
Freeman: Acha que vai haver uma união norte-americana entre o México, os EUA e o Canadá?
Celente: Sim, achamos que isso é possível. Mas, agora, a hipótese de uma ruptura é muito maior. Estamos a assistir ao desmoronamento dos EUA, tal como assistimos ao da União Soviética. Algumas regiões vão reconhecer que podem vencer melhor a crise sem um governo federal. Para que é que precisam de Washington que está tão longe? Já viu a quantidade de políticos que lá pululam? São incompetentes e corruptos, só pensam no seu proveito próprio. Estamos a assistir à dissolução dos Estados Unidos.
Freeman: Na sua opinião, a função dos bancos centrais está ultrapassada? Afinal, foram eles que provocaram a crise e falharam completamente.
Celente: Sim, falharam, mas existe uma luta pelo poder. Os grandes querem esmagar os pequenos, tal como sempre aconteceu na História. Uma das tendências que estamos a observar, denominámos “Corta-lhes a cabeça!”. É o que de certo vai acontecer.
Freeman: Quer dizer que vai haver uma revolta a sério?
Celente: Absolutamente. Veja a gentalha que existe na Wall Street, ou o tipo de gente que sai das Universidades de Harvard e de Yale. Jamais na vida sujaram as mãos. Não fazem ideia do que significa viver na rua depauperado. Quando se tira tudo às pessoas e já nada têm a perder, elas estão dispostas a tudo.
Freeman: As coisas que prevê não são nada optimistas.
Celente: Não tem nada a ver com optimismo ou pessimismo. Tem a ver com realismo. É como quando vai ao médico e este lhe diagnostica um cancro em estado terminal. Quer que ele lhe minta ou que lhe diga a verdade? Um falso optimismo não altera as coisas, vai morrer dentro em breve.
Freeman: Acha boa ideia pessoas individuais, ou comunidades inteiras passarem a abastecer-se a si próprias e separarem-se da rede?
Celente: Absolutamente. Sem qualquer dúvida. Devíamos examinar a possibilidade de nos tornarmos independentes do sistema e produzir os nossos alimentos e a nossa electricidade. Foi o que eu mencionei há pouco. Com tecnologias novas será possível. Quando isso acontecer, as pessoas vão afastar-se do Estado-protector e dos consórcios. Em 1997, publiquei um livro chamado “Tendências de 2000″ que tratava precisamente deste tema. O sistema central já se devia ter desmoronado há muito. Só foi mantido através de dinheiro barato. Mas isso também já não funciona. Para que é que precisamos de um governo central que cria todos os problemas e que não tem soluções? O futuro é a independência total e a descentralização.
Freeman: Muito obrigado pela entrevista.
© Copyright 2008, Alles Schall und Rauch – Freeman.
Fonte: www.grifo.com.pt
Crise Mundial: Rússia sugere plano próprio para mudar ordem mundial
A Rússia revelou planos específicos e radicais hoje para uma extensa reforma financeira global com intuito de enfraquecer a dominância dos EUA e colocar a ordem econômica mundial “obsoleta” no passado.
Em um documento de seis páginas direcionado para o encontro do G-20 em Londres, o Kremlin disse que a desaceleração econômica global foi resultado do “colapso do sistema financeiro existente” devido à fraca gestão e insuficiência básica.
A crise atual “demonstrou a necessidade de abandonar as abordagens tradicionais e adotar decisões combinadas coletiva e internacionalmente que visam essencialmente desenvolver um sistema de gestão do processo de globalização”, afirmou o governo russo.
O documento detalha cinco princípios nos quais “uma nova arquitetura financeira internacional” deve ser baseada e oferece propostas concretas em oito áreas específicas para o G-20 considerar. Essas oito áreas incluem reforma do sistema financeiro e monetário internacional, reforma das instituições do sistema e estreitamento da regulação financeira e da supervisão financeira.
O Kremlin afirmou que o encontro do G-20 em Londres, no dia 2 de abril, deve concordar com “parâmetros” de um novo sistema financeiro global, mas deve ser seguido de uma conferência internacional para adotar convenções sobre as novas regulações financeiras globais. O G-20 reúne as sete economias mais industrializadas do mundo e os chamados países emergentes.
“O sistema de tomar decisões coletivas só pode se tornar eficiente quando for legitimado e representar os interesses de uma faixa ampla de participantes”, disse o Kremlin. E acrescentou: “A ordem econômica unipolar obsoleta deve ser substituída por um sistema baseado na interação de vários grandes centros.”
Embora o documento russo demonstre apoio a algumas das propostas discutidas no último sábado pelos ministros das Finanças do G-20, como por exemplo aumentar o financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), algumas ideias quase que certamente vão incomodar os EUA.
“Maior transparência dos países que emitem moedas usadas em reservas quando conduzirem suas políticas monetárias é de fundamental importância”, disse o Kremlin, referindo-se ao que muitos veem como uma questão de soberania nacional.
O documento, sem explicitamente citar os EUA, chama atenção para empresas e instituições que são nominalmente nacionais, mas na prática têm influência direta e diária nas pessoas no mundo todo. Ele também pede um acordo internacional sobre regras globais para regulação do setor financeiro, ou uma “Estrutura de Regulação Universal Padrão”.
O Kremlin disse ser “crucial” expandir o número de países representados no Fórum de Estabilidade Financeira, um grupo baseado na Suíça criado pelo G-7 para promover a estabilidade financeira internacional. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Portal G1
Gerald Celente: EUA entram na maior depressão de sua história
Previsor de grande influência faz alerta a população para fazerem reservas de dinheiro e comprarem ouro.
O influente pesquisador e analista Gerald Calente, que ficou ainda mais conhecido após suas acertadas previsões da catástrofe econômica afirma que o colapso do sistema financeiro é o sinal do início da “maior de todas as depressões”.
Em recente boletim, Calente vai contra a corrente de analistas e políticos que falsamente previram o inicio de uma recuperação do sistema, ao contrário dos analistas convencionais na qual afirmam que “a partir do segundo quarto de 2009 ou 2010 ou 2011 não existirá mais volta”.
“ O sistema financeiro global, construído por suplementos intermináveis de dinheiro barato, especulação desenfreada, fraude, ganância e desilusão está seriamente doente e não será curado por meio de pacotes de estímulo e ajudas e empréstimos de governos”, escreve Celente.
A previsão mais positiva que Celente faz é que a Dow Jones não chegaria à zero, uma reação inesperada a queda recorde da Dow que atingiu níveis recordes abaixo de 7000 como em 1997.
Celente nos alerta que os primeiros sinais de real caos estão começando a aparecer, revoltas que exigirão dos governos a tomarem “medidas draconianas para prevenir o colapso econômico total e pânico público”.
“Falências massivas de bancos, corridas aos bancos, e férias nos bancos certamente irão acontecer. Fácil acesso ao dinheiro não será mais assegurado, escreve Celente.
Precisaremos, no mínimo, possuirmos uma reserva na mão para emergências, prevê Celente”.
Celente cita o ouro como um dos poucos investimentos que continuarão rentáveis, eventualmente atingindo a $ 2000oz.
As previsões assustadoras de Celente foram inicialmente ridicularizadas pela mídia, mas assim que a crise se agravou, sua credibilidade chegou ao ápice.
Celente, acertadamente previu a Crise monetária na Ásia, o colapso hipotecário e a massiva desvalorização do dólar nos EUA, disse a UPI em Novembro de 2007, que o ano seguinte seria conhecido como “ O Pânico de 2008” acrescentando também que gigantes estavam cavando suas mortes, como exatamente testemunhamos com a falência dos Lehman Brothers, Bear Stearns e outros.
Paul Joseph Watson
Fonte: Prison Planet
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