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Varejista britânica fecha neste sábado 25% de suas lojas

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 27/12/2008

01621937500Woolworths é uma das principais vítimas da crise no país. Fechamento da rede será concluído até 5 de janeiro.

Da France Presse

A centenária rede comercial britânica Woolworths fecha as portas, neste sábado (27), de 25% das 800 lojas que possui na Grã-Bretanha, anunciou a empresa responsável pela contabilidade do grupo, Deloitte. A Woolworths é uma das principais vítimas da crise econômica na Grã-Bretanha.

Segundo a Deloitte, outras redes já manifestaram seu interesse em adquirir pelo menos 300 lojas da Woolworths, assim como seu nome comercial.

A principal loja da Woolworths abriu suas portas na cidade de Liverpool, em 1909. Desde então, a rede se espalhou pelo restante do país, vendendo brinquedos, artigos de papelaria, livros, revistas, doces, utensílios para o lar e roupas.

Em 17 de dezembro, essa simbólica loja de departamentos, que emprega cerca de 27 mil funcionários, entre fixos e temporários, anunciou o fechamento definitivo de toda a rede antes de 5 de janeiro, já que não encontrou um comprador.

Leia também: Rede Woolworths fechará em janeiro com quase 30 mil demissões

Paquistão está pronto para reagir a qualquer agressão

Posted in 3ª Guerra Mundial by Blog Juízo Final on 27/12/2008

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Por Zeeshan Haider

ISLAMABAD (Reuters) – O Paquistão não irá agir primeiro em um eventual confronto com a Índia mas está preparado para se defender de uma agressão, afirmou o primeiro-ministro, neste sábado.

As relações entre os países rivais equipados de armas nucleares têm se deteriorado fortemente depois que a Índia culpou militantes islâmicos do Paquistão pelos ataques do último mês a Mumbai que mataram 179 pessoas.

Em um sinal de tensão crescente, o Paquistão cancelou a retirada do Exército e enviou algumas tropas da fronteira oeste com o Afeganistão para a fronteira leste com a Índia.

Isso deve causar alarme nos Estados Unidos que não querem ver o Paquistão distraído de seu combate contra militantes da Al Qaeda e do Taliban junto à fronteira afegã.

Os Estados Unidos pediram que os dois lados não aumentem as tensões. A China e o Irã também tentaram acalmar ambas as partes.

Gilani afirmou que o Paquistão não quer uma guerra mas que está pronta para uma.

“Nossos amigos estão tentando fazer o melhor possível para convencer a Índia e então evitar uma agressão… para evitar qualquer tipo de infortúnio”, afirmou ele a diplomatas muçulmanos em uma cerimônia para marcar o aniversário de morte da ex-primeira ministra Benazir Bhutto.

“Mas ao mesmo tempo, as nossas forças são altamente profissionais. Elas estão completamente preparadas, mas ao mesmo tempo lhes garanto, mais uma vez, que nós não iremos agir. Nós iremos apenas reagir”, afirmou Gilani.

Índia, Estados Unidos e Grã-Bretanha têm culpado pelos ataques a Mumbai o grupo islâmico paquistanês Lashkar-e-Taiba, criado para lutar contra as autoridades indianas nas região da Caxemira.

O Paquistão condenou os ataques e negou qualquer participação estatal, culpando “agentes não governamentais”. O país se ofereceu para cooperar com a Índia mas nega as afirmações indianas de que existiriam fortes evidências da ligação com militantes no Paquistão.

Rússia ampliará em 4 vezes arsenal de mísseis nucleares

Posted in 3ª Guerra Mundial by Blog Juízo Final on 27/12/2008

85Com plano, Moscou planeja aumentar poder de barganha e desafiar futuro governo Obama

Tom Parfitt e Julian Borger

A Rússia lançou um novo desafio ao presidente eleito dos EUA, Barack Obama, ao anunciar nesta semana um plano de aumentar a produção de mísseis nucleares estratégicos. Na última de uma série de medidas belicosas do Kremlin, Vladislav Putilin, da comissão militar-industrial do Gabinete russo, disse que as forças do país encomendariam 70 mísseis estratégicos nos próximos três anos, como parte de um programa maciço de rearmamento que incluirá também mísseis de curto alcance, 300 tanques, 14 navios de guerra e 50 aviões.

Especialistas em assuntos militares disseram que o novo arsenal consistiria presumivelmente de mísseis balísticos intercontinentais com base terrestre (ICBMs), em vez de mísseis lançados de submarinos. Se isso se confirmar, os planos representam um aumento de quatro vezes na taxa de posicionamento desses mísseis intercontinentais. O arsenal incluirá um míssil de ogivas múltiplas de nova geração RS-24. Ele foi testado pela primeira vez em 2007, quando o vice-primeiro-ministro Serguei Ivanov alardeou que ele era “capaz de vencer qualquer sistema de defesa de mísseis existente ou futuro”.

Os novos mísseis farão parte de um pacote de Defesa de US$ 140 bilhões para o período de 2009 a 2011, um aumento de 28% em gastos com armamentos, segundo Putilin. Também estão previstos novos aumentos nos dois anos seguintes.

As novas aquisições militares ocorrem na esteira da guerra na Geórgia, em agosto. A Rússia expulsou facilmente as tropas georgianas, mas o conflito expôs fraquezas no Exército do país, incluindo equipamentos obsoletos e estruturas de comando mal coordenadas. O Ministério da Defesa declarou que faria reformas drásticas, transformando o Exército numa força mais moderna.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, instou membros do gabinete a alocar rapidamente fundos para novas armas e controlar de perto a qualidade e o ritmo de sua produção. Especialistas militares disseram que a construção de 70 mísseis nucleares de longo alcance nos próximos três anos representa uma tentativa russa de fortalecer sua posição de barganha com Washington nas negociações sobre novas reduções de armas nucleares quando o tratado em vigor, Start I, expirar em dezembro do próximo ano.

A estratégia de Moscou parece ser desafiar a nova administração de Obama assim que ele assumir o poder, no dia 20. Quando Obama foi eleito, o presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou planos para posicionar mísseis Iskander de curto alcance no enclave de Kalinigrado da Rússia para se contrapor à instalação de um sistema de defesa antimísseis americano na Europa oriental.

O especialista em questões de desarmamento Ruben Sergeev disse que Moscou temia ficar atrás em uma nova corrida armamentista. “A Rússia está desmobilizando antigos mísseis da era soviética numa velocidade de várias dezenas por ano”, disse ele. “O Kremlin sabe que, se não aumentar rapidamente a produção de mísseis intercontinentais, não terá chance de conseguir um novo tratado de redução de armas com os EUA, que possuem uma quantidade muito maior de mísseis.” A decisão por um sucessor do Start I está paralisada por impasses nas negociações e pela situação de fim de mandato do governo Bush.

O principal negociador dos EUA, John Rood, disse na semana passada que o mais recente ponto de entrave foi a insistência russa de que o novo tratado cobrisse sistemas de longo alcance, como bombardeiros e mísseis, designados para armas convencionais e para ogivas nucleares.

Moscou também indicou que forneceria ao Irã novos mísseis de defesa terra-ar em desafio à oposição americana. Washington pediu mais informações sobre as vendas, temendo que as armas que estão sendo vendidas incluam mísseis S-300, que têm alcance de 120 quilômetros. Eles poderiam ameaçar aviões americanos no Iraque e também proteger sítios nucleares iranianos de ataques aéreos.

Os EUA deixaram de lado seus planos para uma ação militar contra o Irã, por enquanto, mas as autoridades americanas esperavam que o temor de um ataque israelense tornasse Teerã mais propensa a suspender seu enriquecimento de urânio.

Nobel de Economia acredita que fim da crise está longe

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 27/12/2008

krugmanquestion23202401O economista Paul Krugman, último premiado com o Nobel de Economia, crê que o final da atual crise econômica ainda está distante. Ele considera provável o aparecimento de novos escândalos financeiros, como o caso Madoff, e na continuação da nacionalização de bancos, como ocorreu nos Estados Unidos. As informações são do El País.

“A crise está pior do que se pensava. Pensei que íamos ter problemas com a queda do mercado imobiliário, mas a dimensão que ela ganhou foi uma grande surpresa”, afirmou Krugman que acredita que algumas melhoras possam ocorrer. “Talvez no final de 2009, mas é muito difícil saber quando alcançaremos uma recuperação plena”.

Além disso, o Nobel considera provável que novos escândalos como o Madoff venham à tona. “É quase certo que veremos mais situações deste tipo, porque quando a casa cai, logo encontramos os esqueletos no armário”, disse ele.

Por outro lado, Krugman tem descrito como necessária a decisão do U.S. Federal Reserve de cortar as taxas de juros a praticamente zero, uma vez que acredita que “a melhor maneira de evitar uma crise deste tipo é responder com certa agressividade com antecedência”.

Não será fácil para Obama

Quanto ao futuro próximo dos Estados Unidos, que traz a chegada de Obama à Casa Branca em 20 de janeiro, o economista manifestou preocupação com a velocidade da implantação do pacote de medidas, divulgado pelo presidente eleito, para reativar o mercado e criar postos de trabalho.

Krugman acredita que “é muito difícil implementar um programa deste tipo em menos de seis meses”, e aposta que a medida deverá demorar pelo menos um ano.

O economista considera também que a administração Bush não tem ajudado muito na resolução dos problemas. Apesar de afirmar que o atual presidente não causou a crise, reconhece que ele não ajudou a evitá-la e que seu governo impediu a correta regulação do mercado.

Fonte: Terra

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