Juízo Final Blog

Retrospectiva 2008: Um choque de realismo na economia mundial

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 15/01/2009

walter_eichelburg1

Walter Eichelburg, Engenheiro.

Com o início da crise financeira no verão de 2007, iniciou-se um longo processo de decadência econômica. Em 2007, não foi possível observar quase nada na economia real. No outono de 2008 (outono europeu), todo o planeta entrou em recessão. Entrementes, a queda se agrava; em 2009 vem então a depressão.

O sistema bancário esteve em 2008 por várias vezes diante do “derretimento do núcleo”, mas pôde ser sempre sustentado através da selvagem impressão de dinheiro e garantias estatais. Alguns países já estão praticamente falidos. O resto seguirá este caminho em 2009.

O preço do ouro superou em 2008 por várias vezes a marca de 1.000 dólares/onça – sempre em ressonância com uma grave crise bancária. Consequentemente ele foi sempre pressionado para baixo.

O que aconteceu em 2007

Uma cronologia não seria completa sem a breve descrição da crise bancária.

Na realidade, a crise bancária iniciou-se no princípio de 2007, quando os agentes hipotecários dos EUA (Mortgage Lenders) começaram a falir – um após o outro. O lixo deles, composto de hipotecas subprimes, as quais eram liberadas a qualquer um que ainda respirasse, não foi mais aceito.

Em junho de 2007, veio o fim para os Junk-Bonds (títulos de qualidade inferior), assim como para as compras inter-empresariais via crédito. Em agosto de 2007, começou a esfriar o mercado de crédito interbancário. Até o momento esta situação não se alterou, independente da quantidade de dinheiro despejada pelos Bancos Centrais.

A partir de agosto, a crise apareceu na Alemanha. Primeiramente atingindo o banco de “médio porte” IKB, que operava também uma espécie de Hedge Fonds. Este assim chamado Structured Investment Vehicels (SIV) comprava US-CDOs por cifras bilionárias, com dinheiro emprestado proveniente da emissão de Asset Backed Commercial Paper (ABCP). O banco era o fiador deste veículo.

Entrementes, sabe-se que várias instituições negociaram tai SIVs, como por exemplo os bancos estaduais alemães (Bayern LB, Sachsen LB, West LB), e também o banco austríaco Eisenbahn ÖBB. Até os bancos de investimento norte-americanos negociaram tais SIVs. E este problema com as SIVs também está sem solução até o presente momento. As perdas dos bancos estaduais da Alemanha situam-se na casa dos 30 bilhões para cada banco. Até o momento, estes papéis não foram vendidos, e embora eles não tenham mais valor, espera-se por uma revalorização principalmente por parte do pequeno investidor.

1º Trimestre 2008

O início do ano foi caracterizado pela crise de ambas as seguradoras de crédito dos EUA: MBIA e Ambac, as quais seguravam estas CDOs. Estas empresas estão fora do mercado, mas sobrevivem ainda de alguma forma.

Sim, e então começou a queda das ações da Bolsa, primeiro na Ásia e Europa. Na China, os índices já perderam mais da metade do valor; na Europa Oriental e Rússia caíram mais ainda; também na Europa Ocidental as ações perderam 50%; na “Bolsa Oriental” de Viena ainda mais. Nestas praças, o pregão teve até que ser suspenso no verão e, nesta altura, iniciaram-se as perdas da Bolsa dos EUA, que já chegou em cerca de 50%.

Nesta altura foram descobertos outros “mecanismos de perda” dos bancos de investimento, como as Variable Interest Entities (VIE) ou as Auction Rate Securities (ARS), que trouxeram grandes perdas principalmente para o suíço UBS. Todos os bancos fazem o mesmo erro na época das bolhas e apuram prejuízos ao mesmo tempo à medida em que as especulações vão estourando. Até Lord Keynes já previu isso há mais de 80 anos atrás.

Então caiu a bomba do Bear Stearns a 14 de março de 2008: durante o fim de semana, este banco norte-americano de investimento teve que ser socorrido. Ele foi incorporado imediatamente pelo grande banco dos EUA, JP Morgan (o “Deus” de Wall Street). Motivo foi a grande perda com derivativos envolvendo ouro. Bear Stearns era um daqueles que pressionavam o preço do ouro. O preço do ouro subiu para mais de 1.000 dólares/onça durante a crise deste banco.

A 20 de abril lia-se na revista Spiegel:

Sistema financeiro à beira do colapso

O sistema financeiro internacional estava aparentemente muito mais próximo do abismo do que os especialistas acreditavam. Segundo o ex-diretor do Credit Suisse, Oswald Grübel, ele escapou do colapso por um fio.

Caso este comparativamente pequeno banco tivesse quebrado, milhões de clientes de bancos, mundo afora, iriam sacar suas economias e a situação sairia de controle, declarou o banqueiro. O sistema bancário ficaria paralisado por um período indeterminado. Por sorte, os Bancos Centrias reconheceram que eles deveriam tomar as rédeas de fato do mercado interbancário, disse Grübel: “Nesta crise financeira, nós estivemos por um fio do colapso do sistema. Isso nunca ocorreu antes.”

Ou seja, o sistema financeiro esteve à beira do colapso. A pergunta é quantas “Near-Misses” o sistema pode ainda aguentar?

Tivemos aqui a ruína do primeiro banco norte-americano de investimento e do primeiro FED Primary Dealer (comercializa papéis diretamente com o FED). Entrementes, o Bear Stearns se embrenhou no JP Morgan e a grande parte de seus funcionários foi demitida. Além disso, não existe mai um puro banco norte-americano de investimento.

2 º Trimestre 2008

O segundo trimestre (abril até junho) foi “calmo” em comparação com o trimestre anterior.

A situação dos bancos piorava cada vez mais, principalmente a do UBS, Merryll Lynch e Lehman Brothers. O prejuízo dos bancos foi avaliado então em cerca de 5 trilhões de dólares.

As bolhas imobiliárias na Europa Ocidental estouraram, principalmente na Grã-Bretanha e Espanha, dando início à recessão. Ainda não se nota praticamente nada no resto da Europa.

Os preços das matérias-primas alcançaram seu ponto alto em junho. Da mesma forma para os preços de produtos agrícolas e cereais. O primeiro mundo lamenta os preços altos; o terceiro mundo passa fome.

Aqui “Dr. Cooper”, o metal com o Dr. em economia – o preço do cobre mostra muito bem o desenvolvimento econômico:

O ponto alto foi alcançado no final de junho com cerca de 9.000 dólares/ton., desde então o preço do cobre desceu para 1/3, indicando uma pesada depressão. Cobre é usado em toda construção, automóveis, eletrônica etc.

Aqui o preço do pretróleo durante um ano:

Dentro de um ano o preço do petróleo subiu para 147 dólares/barril, no início de julho de 2008 e então despencou para 36 dólares/barril (fim de dezembro) – o mesmo valor do início de 2006. Dentro de meio ano, o preço do petróleo caiu, portanto, para 1/4 do valor, uma queda enorme. Todos os produtos derivados do petróleo que se ajustaram ao alto preço do petróleo têm agora problemas.

Os meios de comunicação estavam repletos de notícias sobre a enorme inflação no verão de 2008. Ela era de fato enorme e atingiu primeiramente bens essenciais, como produtos alimentícios e energia. Os preços dos combustíveis caíram por ora, mas não aqueles dos gêneros alimentícios.

3º Trimestre 2008

O terceiro triemstre se diferenciou dos anteriores principalmente no seguinte ponto: a queda dos preços das matérias-primas. Naturalmente o secretário do Tesouro norte-americano, Hank Paulson, ajudou aqui com seu Plunge Protection Team (PTT), pois as eleições nos EUA estavam batendo à porta e as pessoas lamentavam a inflação alta. Ou seja, foi aberta a temporada de caça às especulações das comodites. Todos os preços de matéria-prima começaram a cair a partir da 2ª quinzena de julho.

A matéria-prima amarela – ouro, não sofreu tanto como aquela da indústria primária, a prata:

O ouro “caiu” de US$ 1.000/onça, no meio de julho, para cerca de US$ 700/onça em novembro, ou melhor dizendo, ele foi pressionado para este patamar. A prata, como outras comodites, caiu cerca de 50%.

Tudo isso em US-dólar, em outras moedas, como o Euro, o ouro alcançou o ponto mais alto somente no outono de 2008. Por quê? Porque curiosamente o dólar subiu muito em relação a todas as outras moedas.

O grande De-Leveraging

Certamente o dólar estava no corredor da morte devido aos números dos fundamentos econômicos. O índice do dólar caiu abaixo dos 80 pontos. Então veio a mudança. Ela ocorreu com certeza em grande parte devido à manipulação dos Bancos Centrais.

Por outro lado explode a bolha da economia russa.

Ficou evidente que a “riqueza dos contos de fada” da oligarquia russa foi erigida apenas sobre o crédito do Ocidente, com o qual eles compraram seus pacotes de ações. A partir de agosto de 2008, eles receberam a “margin calls” dos bancos, ou seja, a exigência para apresentar o dinheiro ou o banco iria vender as ações penhoradas. Foi justamente isso que os bancos fizeram, despejando grande quantidade de ações no mercado. A bolsa russa teve que ser fechada por diversas vezes sempre devido à queda brusca do valor das ações.

Entrementes, os oligarcas perderam cerca de 300 bilhões de dólares, provavelmente muito mais, pois o capital sofre sempre primeiramente quando a bolsa cai. Toda economia russa possuia cerca de 500 bilhões de dólares em dívidas no Ocidente. Dólares foram necesários para poder saldar estas dívidas.

Desde esta época, a Rússia está em queda livre, pois a maior parte do crédito vinha do estrangeiro. Quase não existe poupança interna. Até mesmo a falência do Estado não está descartada, apesar da Rússia possuir uma grande reserva em dólar que pelo menos podem salvar a dívida com o estrangeiro. A queda do petróleo atinge fortemente a Rússia.

De uma forma geral, desde esta época a euforia dos mercados emergentes esvaeceu. De todos estes exóticos mercados o capital flui de volta, principalmente para os EUA. O Banco Central Europeu teve que distribuir dólares paa os bancos europeus, os quais ele buscou anteriormente no FED. Bancos europeus têm cerca de 2,7 trilhões de dólares nestes mercados, da Argentina até a Europa Oriental.

A bomba Fannie & Freddie

Não que os EUA não tenham qualquer problema: eles têm o suficiente, como por exemplo os dois parcialmente estatais financiadores imobiliários Fannie Mae e Fredie Mac. Estas duas instituições eram as únicas que compravam ainda em 2008 as hipotecas norte-americanas, formavam as Mortgage Backed Securities (MBS) e as vendiam novamente. Em julho e agosto, elas foram pressionadas. Das cerca de US$ 5,3 trilhões de MBS negociadas por Fannie & Freddie, a maior parte encontra-se como reservas monetárias nas mãos de Bancos Centrais ao redor do mundo. Principalmente o Banco Central chinês solicitava uma ajuda por parte dos EUA. Isso aconteceu em setembro. O governo norte-americano assumiu a garantia por Fannie & Freddie e suas MBS. Com isso, a dívida pública dos EUA aumentou 50%.

Lehamn e AIG

Em setembro de 2008 ficou ainda pior. A 14 de setembro, o banco de investimento dos EUA, Lehman Brothers, “faleceu”, ou melhor dizendo, foi recusado a ele um Bailout (ajuda) estatal. Aparentemente, o “carregamento” de derivados deste banco não era tão pesado como anteriormente foi com o Bear Stearns. Simultaneamente, desejou-se mostrar aos políticos o que acontece na falência de um banco.

A bancarrota do Lehman teve seus efeitos mundo afora. Nos EUA, algumas semanas depois, venciam papéis de seguros no montante de 380 bilhões em derivados Credit Default Swap (CDS) dos títulos do Lehman. Estes títulos foram negociados na média somente com 9% do valor nominal – uma amostra para a atual “valorização” dos títulos bancários. Na prática, a maioria dos bancos está falida.

Na Europa apareceram enormes perdas nos bancos e portadores de certificados do Lehman. A maior das trapalhadas ficou por conta do alemão KfW, que depositou ainda várias de centenas de milhões para o Lehman, horas depois de ser decretada a falência.

Alguns dias após a falência do Lehman, foi a vez da seguradora norte-americana AIG. Ela foi salva devido à quantidade de derivados CDS que possuia, pois sua falência levaria imediatamente o sistema financeiro dos EUA e da Europa à ruína. Até o momento, o Federal Reserve – FED, enfiou mai de US$ 150 bilhões neste poço sem fundo. A maior parte desta soma foi usada certamente para cobrir as perdas dos derivados.

Desde setembro de 2008, os Bancos Centrais imprimem dinheiro como selvagens. Com a palavra, o FED (do Casey Report 12/2008):

Como vemos, a grande “impressão de dinheiro” aconteceu em setembro de 2008. O que foi registrado no balanço do FED são, a princípio, papéis podres sem valor como ABCPs ou CDOs. No caso do Banco Central Europeu, a situação não era diferente:

O que se faz aqui é mera tática protelatória. Tenta-se reviver o atual sistema de expansão do crédito através dos bancos, mas isso não acontece mais desde 2007. A atual elite financeira assim como a política são incapazes de conduzir ainda com sucesso uma reflação a crédito segundo o velho esquema de 2001. A política de hoje de juro 0% não surtirá efeito. O sistema está em colapso.

4º Trimestre 2008

A fase mais séria da crise financeira começou para valer em setembro, nos EUA, com os casos de Fannie & Freddie, Lehman e AIG. Ao final de setembro, ela caiu sobre a Europa.

Durante um final de semana tiveram que ser socorridos pelo Estado, na Alemanha o Hypo Real Estate (HRE), na Bélgica o Fortis Bank e na Grã-Bretanha vários bancos. Todos estes bancos não puderam ser mais refinanciados no mercado interbancário. O risco foi reavaliado como muito grande.

Com o HRE, todo o mercado alemão de penhora entrou em perigo (e não se recuperou até agora). Este poço sem fundo engoliu por ora cerca de 50 bilhões de Euros em dinheiro de impostos e garantias estatais.

O Run aos bancos na Europa

Ele iniciou com o limite de saque e outros “problemas técnicos”. Algumas “Caixas Econômicas” da Alemanha estiveram “offline” por um determinado período. Outros bancos alemães e suíços também tiveram problemas.

Como explicação foi anunciado, entre outras, que um gambá teria mordido um certo cabo de alimentaço do centro de processamento das “Caixas Econômicas” da Alemanha.

A figura ao lado foi enviada por um leitor. Muito obrigado!

“Passem o dinheiro ou eu mordo”

Tal “explicação” inacreditável nos foi apresentada.Na realidade houve naturalmente um Run aos bancos, informação esta que nos foi omitida.

Aqui uma carta de um leitor:

Postbank – novamente atividade de um gambá em Berlin: Ontem à noite na filial do correio na Bundesplatz:
Na entrega de um pacote, percebi novamente o “problema técnico”. À minha pergunta, a senhora do caixa me assegurou que era realmente um problema técnico e nada tinha a ver com os problemas financeiros atuais. Pela primeria vez eu fui jantar em paz. Não porque eu acredite nas explicações, mas porque eu investi em metal precioso e guardei dinheiro em espécie.

Naquele momento, muitos pensaram nisso. Dinheiro em espécie foi sacado em larga escala. As reservas dos comerciantes de metal precioso foram liquidadas.

Primeiro aconteceu na Irlanda, então na Grécia, na Alemanha, na Áustria. Uma corrida aos bancos, que era considerada improvável. Os políticos entraram em pânico.

O salvamento generalizado

Primeiro foram os norte-americanos com US$ 700 bilhões para os bancos. Esta ajuda só foi aprovada pelo congresso depois de muito esforço.

Na realidade os Bancos Centrais podem cobrir o gargalo de liquidez dos bancos, todavia não podem alocar neles mais capital fresco. Isso só pode ser feito por investidores externos ou pelos Estados. Depois que os asiáticos e árabes já queimaram os dedos há um ano com a compra de ações, só resta o próprio Estado. Mas ninguém está disposto a deixar à míngua um grande banco, pois sua falência iria reforçar o Run para todos os bancos.

Ao invés disso, todos os países da União Européia salvaram seus bancos segundo critérios próprios. A ação mais bizarra ficou por conta da Irlanda, que garantiu todas as poupanças até a cifra de € 400 bilhões. A Alemanha “garantiu” € 500 bilhões e a Áustria € 100 bilhões. Todos estes pacotes econômicos iriam sgnificar naturalmente a felência do Estado, mesmo no caso da Alemanha com seus moderados € 500 bilhões. Sobre a astrônimica cifra da Irlanda, dispensamos qualquer comentário.

Declaração do deputado austríaco Hannes Swoboda:

Infelizmente foi necessário dar estas garantias, mas a princípio este dinheiro não está disponível e, segundo, caso ele fosse requisitado, isso significaria uma verdadeira catástrofe financeira. Mas este sinal de segurança com as cifras mencionadas foi necessário.

Os políticos estavam então conscientes que caso as garantias fossem utilizadas, isso significaria a falência dos Estados. Mas este jogo de azar foi aceito para poderem pemanecer aindano poder. A corrida aos bancos colocou todos em pânico.

O ex-chanceler austríaco Gusenbauer confirmou posteriormente no parlamento o Run nos bancos austríacos.

Notícia da APA de 14 de outubro:

“No momento em que o governo anunciou a segurança ilimitada das poupanças, ‘foi contida o Run aos bancos que aconteceu por uns dias’, disse o chanceler Alfred Gusenbauer (S) nesta tarde de terça-feira na reunião do Conselho Nacional. Isso mostra segundo a visão de Gusenbauer, a alta confiança dos cidadãos nas instituições do país.”

Ou seja, foi desta forma: eles não conheciam outra forma de lidar com a situação. Eles jogaram seus países no caldeirão da crise. Somente para ganhar alguns meses a mais.

A bancarrota dos países

Outros países como Islândia, Hungria, Ucrânia, Letônia, estão exatamente agora no centro do proceso de falência de seus Estados.

Isso acontece na maioria das vezes naqueles alegados países “fracos” que tentam salvar seus bancos. Ou seja, os investidores fogem também dos títulos do tesouro e da moeda. Crédito em moeda estrangeira é quase impossível pagar. Quem quiser trocar em algum banco da Europa Ocidental a Coroa islandesa ou o Forim húngaro, este terá uma desagradável surpresa. Apesar da ajuda do FMI, estas moedas não são mais aceitas. Na Islândia, a cotação oficial em relação ao Euro era de 150 Coroas, no mercado negro era de 350 Coroas – quase se consiga ainda Euros ou Dólares.

Para nós, o “primeiro” mundo, o abutre da falência dos países reservou o ano de 2009. Nós seremos atingidos como descrito em meus artigos “Caem as folhas estatais” e “Tudo ou nada”.

O desmoronamento da economia real

Mais e mais aparecem notícias teríveis sobre a economia real. Por exemplo, o Baltic Dry Index, o índice que reflete o transporte de matéria-prima e que caiu de 11.700 para menos de 800 pontos. O índice para navios de containers não está melhor. Isto se explica não apenas pelo menor consumo mundial de matéria-prima e produtos manufaturados, mas também pela indisponibilidade de cartas de crédito (financiamento das importações). O tráfego de navios caiu em pelo menos 40% nos últimos 3 meses. Também o sistema ferroviário está desativando seus vagões. As transportadoras estão dainte de uma onda de falências, pois os típicos “muros de caminhões” nas autoestradas desapareceram.

A indústria automobilística está em um processo maciço de encolhimento, pois existe cada vez menos financiamento para a compra de automóveis. A totalidade das indústrias de bens de produção desmorona drasticamente, como por exemplo, as fábricas de caminhões, máquinas. Estes produtos também foram comprados até agora através de crédito ou leasing.

Na Alemanha, a cada semana desaparece um fornecedor de autopeças. A indústria automobilística deu férias neste final de ano. Muitas fábricas permanecerão provavelmente fechadas em 2009. Sobre a situação da indústria automobilística dos EUA, nós não precisamos comentar, todos candidatos a desaparecer.

A disponibilidade de crédito retraiu bastante, indiferente àquilo que os políticos exijam dos bancos.

Aqui uma carta de um leitor da Alemanha – situação dos contratos da indústria química:

“Eu trabalho em uma grande SA alemã do ramo químico. Nós fabricamos sal para outras difrentes ramificações industriais, dentre elas também a indústria alimentícia mundo afora. Desde outubro deste ano, nós reduzimos drasticamente a produção. Durante o Natal nós manteremos somente o mínimo. E agora se segure: a partir do Natal, não há mais pedidos e também não há nada para o próximo ano! Nem ao menos apra a indústria alimentícia! Isso nunca aconteceu. O que isso poderia significar, cada um de nós tem que avaliar seriamente. Eu pensava anteriormente quase como você, mas tenho que reconhecer que a crise atingirá a Alemanha de forma muito mais dura do que é previsto.”

Não importa o que venha, tudo está sendo esmagado no momento.“Sorte” para os funcionários destas indústria, pois seus diretores não entenderam ainda do que se trata – o início de uma pesada depressão – a “greater Depression”, que muitos autores já citaram.

Mas logo eles irão entender. Provavelmente no início de 2009 virá uma onda enorme de demissão, que o mundo jamais viu igual. Então todo diretor irá querer salvar o que puder de suas empresas. Sem pedidos, qualquer funcionário supérfluo tornar-se-á um fardo que deverá ser dispensado o mais rápido possível. Nós já percebemos os primeiros sinais.

Depressão 2009

Todo o mundo entra agora em um sincronizada depressão, pior doq ue aquela dos anos 1930. Ela tomará corpo quando os países do “primeiro mundo” forem à falência. Mas isso é assunto para um próximo artigo – uma visão de 2009.

Os bote salva-vidas serão necessáriso logo, logo; o Titanic está afundando neste exato momento.

Walter Eichelburg, Engenheiro.

O autor do artigo não é um consultor financeiro, mas sim um investidor em Viena – NR.

Fonte: Inacreditavel

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: