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Cronograma de medidas já anunciadas no Brasil para combater os efeitos da crise

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 29/01/2009

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Desde o anúncio da concordata do banco de investimentos Lehman Brothers, no dia 15 de setembro, e o conseqüente agravamento da crise financeira, o Banco Central brasileiro já anunciou uma série de medidas para conter os possíveis efeitos da turbulência por aqui. Com elas, a autoridade monetária pretende combater, por exemplo, a escassez de recursos internacionais provocada pelo congelamento do crédito e a alta exagerada do dólar em decorrência da grande procura dos investidores pela moeda – considerada um ativo seguro em meio à crise.

Veja as principais medidas:

19 de setembro

Quatro dias após a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, o crédito internacional seca e o dólar dispara no Brasil. O Banco Central anuncia um leilão de US$ 500 milhões com compromisso de recompra da moeda após 30 dias. Nessa operação o BC “empresta” os dólares às instituições financeiras durante esse período. Os recursos servem para que os bancos possam financiar as exportações brasileiras.

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24 de setembro

A crise internacional de confiança nos bancos e a falta de crédito externo afetam os bancos pequenos e médios no Brasil. O BC anuncia então mudanças no recolhimento de depósitos compulsórios, que beneficia bancos menores e instituições que trabalham com leasing. Com isso, o BC garante a injeção de R$ 13 bilhões no mercado.

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1º de outubro

O Banco do Brasil antecipa R$ 5 bilhões em crédito para o setor agrícola para suprir a falta de recursos causada pela crise financeira.

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2 de outubro

O BC anuncia a redução do compulsório para os bancos grandes que comprarem parte das carteiras de crédito dos bancos pequenos. A avaliação do governo é que os grandes bancos estão preferindo segurar os recursos a emprestar para essas instituições. A estimativa do BC é que a mudança injete R$ 23,5 bilhões na economia, além de ajudar as instituições menores.

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6 de outubro

Governo anuncia a criação de uma linha internacional de crédito para ajudar os exportadores, com o dinheiro das reservas internacionais do BC. O governo também reforça a linha de financiamento para exportações pré-embarque do BNDES, com mais R$ 5 bilhões.

No final do dia, o presidente Lula edita uma medida provisória que dá mais poderes ao BC para atuar durante a crise. Entre elas, está a autorização para o BC comprar carteiras de crédito de bancos em dificuldades no Brasil.

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8 de outubro

O dólar chega a R$ 2,48 pela manhã e obriga o BC a queimar parte das reservas internacionais para acalmar o mercado. Pela primeira vez, desde o dia 13 de fevereiro de 2003, o BC realiza um leilão em que vende parte dos US$ 208 bilhões que tem em caixa.

Nos leilões anteriores, o BC vendia a moeda com um compromisso de recompra. Na prática, isso funcionava como um empréstimo e não afetava as reservas. Foram realizados três leilões. Os valores não foram divulgados.

No fim do dia, o BC anuncia mais duas mudanças nas regras do recolhimento sobre depósitos compulsórios e coloca mais R$ 23,2 bilhões na economia.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, convoca uma reunião do G20 financeiro, presidido atualmente pelo Brasil,na sede do FMI (Fundo Monetário Internacional), nos Estados Unidos.

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9 de outubro

CMN (Conselho Monetário Nacional) regulamenta as regras para que o BC possa socorrer os bancos que precisem de crédito em dólares ou reais. A regulamentação dá ao BC poderes para interferir na administração dos bancos que venderem suas carteiras de crédito à instituição em busca de recursos.

No fim do dia, o presidente Lula se reúne com o ministro da Fazenda e o presidente do BC, que embarcam para os EUA com a missão de defender uma regulamentação mais rígida dos mercados financeiros no encontro do FMI.

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13 de outubro

O BC informa mais mudanças no compulsório, que significam a liberação na economia de R$ 47,1 bilhões dos R$ 100 bilhões que foram prometidos pela manhã.

No compulsório sobre exigibilidade adicional (que inclui depósitos a vista, prazo e poupança), o limite de dedução aumentou de R$ 300 milhões para R$ 1 bilhão. O limite de dedução do compulsório sobre depósitos a prazo passou de R$ 700 milhões para R$ 2 bilhões, com impacto de R$ 13,1 bilhões a partir de 17 de outubro.

Os bancos também terão direito a fazer um abatimento em relação ao compulsório recolhido sobre operações de leasing. Em relação ao desconto no compulsório sobre depósitos a prazo para quem comprar carteiras de crédito de outros bancos, muda o patrimônio de referência do banco vendedor, que sobe de R$ 2,5 bilhões para R$ 7 bilhões. O percentual de desconto para quem comprou sobe de 40% para 70%.

Segundo o BC, além de vender a carteira de crédito, os bancos menores poderão vender também outros ativos, principalmente aqueles ligados a fundos de investimentos desses bancos.

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16 de outubro

O Banco Central anunciou mais uma mudança nas regras dos depósitos compulsórios. Agora, o BC ampliou as possibilidades para que esses bancos possam elevar o dinheiro que têm em caixa com a venda de ativos para bancos maiores.

Além de vender a sua carteira de crédito e títulos dos seus fundos de investimentos, os bancos menores poderão vender outros ativos: 1) títulos e valores mobiliários de renda fixa, adiantamentos e outros créditos de pessoas físicas e jurídicas não-financeiras; 2) depósito interfinanceiro com garantia de ativos elencados no item 1 ou de operações de crédito.

Além disso, o CMN autorizou o Banco Central a determinar que, nas operações de empréstimos em moeda estrangeira, os recursos sejam direcionados para operações de comércio exterior. O BC também fica autorizado a receber debêntures emitidas por empresas não financeiras nas operações de redesconto.

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22 de outubro

O presidente Lula assinou MP (medida provisória) que autoriza os bancos públicos brasileiros, a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, a adquirirem participações em instituições financeiras no pais sem passar por um processo de licitação. A MP é ampla (leia íntegra), composta de sete artigos, e inclui todo tipo de instituição financeira: seguradoras, instituições previdenciárias, empresas de capitalização, etc.

À noite, Lula assinou outro decreto que zera a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para a aplicação no mercado de capitais e operação de empréstimos e financiamentos externos. Com a decisão, o capital que entra no país tem maior rentabilidade, ou seja, trazer dólares para o Brasil fica mais atraente ao investidor.

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27 de outubro

O Banco Central anuncia mais uma mudança nas regras dos depósitos compulsórios recolhidos pelos bancos brasileiros. A medida pode injetar mais R$ 6 bilhões na economia.

Com a mudança, os bancos que anteciparem suas contribuições ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) no valor de 60 meses terão um desconto no recolhimento do compulsório sobre depósitos à vista. O valor mensal do desconto será o equivalente à contribuição de um mês ao FGC. Os bancos usarão como base o valor recolhido em 1º de outubro, referente ao mês de agosto deste ano.

Hoje, os bancos são obrigados a recolher 42% dos depósitos à vista (dinheiro da conta corrente) feitos pelos seus clientes e depositar o dinheiro em espécie no BC. Esse dinheiro fica parado, sem remuneração, e equivale hoje a cerca de 20% de todo o compulsório recolhido pelo BC.

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29 de outubro

O Banco Central do Brasil e o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) anunciaram o estabelecimento de uma linha de “swap” (troca) de dólares americanos por reais no valor de US$ 30 bilhões.

Segundo o BC, essa linha será utilizada para incrementar os fundos disponíveis para as operações em dólares feitas pelo BC no Brasil. Isso inclui os leilões de dólares realizados por aqui. A linha é válida até 30 de abril de 2009.

Já a Caixa Econômica Federal confirmou hoje que irá disponibilizar uma linha de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões para empresas de construção civil. Além disso, o governo vai permitir outros bancos direcionem mais recursos da poupança para essas empresas. O governo vai criar um fundo com base nos dividendos que seriam pagos pela Caixa à União até 2010. O fundo terá de R$ 1,050 bilhão, ou seja, vai garantir 35% das operações.

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30 de outubro

BC anuncia regra para forçar os bancos a liberar o crédito obtido com o alívio no compulsório. Hoje, o dinheiro do compulsório sobre depósitos a prazo é recolhido na forma de títulos públicos. Ou seja, o banco recebe uma remuneração igual a do título. Agora, os bancos irão recolher apenas 30% em títulos. Os outros 70% serão recolhidos em espécie, ou seja, vão ficar parados no BC sem remuneração. Para não sofrer essa “punição”, os grandes bancos terão de comprar carteiras de crédito e outros papéis de bancos menores que estejam com problemas de liquidez (falta de dinheiro).

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4 de novembro

Banco Central altera regras para os leilões de empréstimos de dólares destinados a financiar o comércio exterior. Até agora, o BC só havia realizado em leilão desse tipo, no valor de US$ 1,6 bilhão. Pela nova regra, os bancos poderão participar desses leilões de dólares sem apresentar garantias em títulos, como era exigido até hoje. Será feita apenas uma operação de empréstimo de dólares das reservas internacionais por 30 dias. Nessas operações, ao invés de títulos, os bancos dão como garantia o valor dos dólares em reais.

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5 de novembro

O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) anuncia criação de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para financiamento dos produtores rurais. O dinheiro será usado para financiar as CPRs (Cédulas do Produtor Rural). A operação da linha será feita pelo Banco do Brasil.

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6 de novembro

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou, durante reunião do chamado Conselhão (o CDES, Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), uma série de novas medidas que, juntas, disponibilizam R$ 19 bilhões em linhas de crédito para diversos setores via BNDES (banco estatal de investimento) e Banco do Brasil.

O anúncio com valor mais alto refere-se ao BNDES, que terá mais R$ 10 bilhões para financiar o capital de giro de empresas e para empréstimos em linhas de exportação pré-embarque –ou seja, os valores serão usados para permitir as vendas externas.

Outros R$ 5 bilhões, provenientes do BB (Banco do Brasil), serão usados para abrir uma linha de crédito para capital de giro de pequenas e médias empresas.

Como já era esperado, Mantega confirmou R$ 4 bilhões, também do BB, para ajudar os bancos de montadoras a elevar o crédito aos consumidores.

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11 de novembro

O governo de São Paulo lançou uma linha de crédito de R$ 4 bilhões, por intermédio do banco Nossa Caixa, para os bancos e financeiras ligadas às montadoras de veículos em todo o país, que sofrem com a escassez de crédito.

À tarde, a Caixa Econômica Federal divulgou a ampliação do limite de financiamento para compra de material de construção de R$ 7.000 para R$ 25 mil.

À noite, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, anunciou conjunto de medidas de alívio tributário e de aumento do crédito para o setor produtivo para ajudar as pequenas e médias empresas.

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12 de novembro

A Caixa Econômica Federal libera R$ 2 bilhões para financiar bens de consumo diretamente no varejo e estimular a economia brasileira. Segundo informou a instituição nesta quarta-feira, a medida abrange a compra de eletrodomésticos, eletrônico, móveis, TV e vídeo, além de material de construção.

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13 de novembro

BC anuncia nova mudança no compulsório, alterando a forma de recolhimento de cerca de R$ 40 bilhões, o que representa quase 20% de todo o depósito compulsório depositado hoje pelos bancos. O compulsório adicional sobre depósitos à vista, a prazo e poupança (chamado pelo BC de “exigibilidade adicional”), que hoje é recolhido em espécie, passará a ser recolhido em títulos públicos a partir de 1º de dezembro.

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16 de novembro

O governo publica medida provisória que altera as datas de pagamento de tributos federais como o IR (Imposto de Renda) recolhido na fonte, a contribuição previdenciária, do PIS/Cofins e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

O pagamento do IR e da contribuição para a Previdência passam a ser pagos não mais no dia 10, mas no dia 20 do mês seguinte ao fato gerador. O pagamento do IPI será adiado do dia 15 para o dia 25 de cada mês. O PIS/Cofins terá uma ampliação menor de prazo, do dia 20 para 25.

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21 de novembro

O governo publica o decreto que reduz o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado nos financiamentos para a compra de motos por pessoas físicas. A alíquota agora vai passar de 3,38% para 0,38%. Poderão ser financiadas com imposto mais baixo motocicletas, motonetas e ciclonetas.

No início do ano, o governo elevou o IOF de 1,5% para 3,38% para recompor a perda da CPMF, cuja alíquota era de 0,38% sobre qualquer movimentação financeira.

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25 de novembro

O Banco Central anuncia novas mudanças nos depósitos compulsórios para destinar mais R$ 6,2 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Esse dinheiro faz parte dos R$ 10 bilhões extras anunciados pelo governo no início do mês. O restante já chegou ao BNDES por meio da Caixa Econômica Federal, que irá emprestar o dinheiro para reforçar o capital de giro das empresas nesse momento de crise.

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1º de dezembro

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anuncia a criação de uma nova linha de capital de giro de empresas brasileiras, de até R$ 6 bilhões. A nova linha visa recuperar a concessão de crédito para as empresas, que segundo o BC (Banco Central) começou a se recuperar, ainda que em patamares tímidos. O prazo da linha vai até 30 de junho de 2009.

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11 de dezembro

O CMN (Conselho Monetário Nacional) anuncia que vai ampliar as alternativas de aplicação das reservas internacionais do Brasil. O Banco Central ficará autorizado a disponibilizar parte desse dinheiro, por meio dos bancos, para as empresas brasileiras que precisem rolar financiamentos feitos no exterior. O governo estima gastar mais de US$ 10 bilhões das reservas, que hoje estão acima de US$ 200 bilhões.

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11 de dezembro

Governo federal anuncia medidas para reduzir impostos e aliviar os efeitos da crise econômica que pretendem injetar R$ 8,4 bilhões na economia. Entre as principais mudanças anunciadas estão a nova tabela do Imposto de Renda, a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o consumo e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as montadoras.

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12 de dezembro

O governador de São Paulo, José Serra, anunciou um pacote de medidas fiscais e financeiras para ajudar na redução dos impactos da crise financeira global. Entre as medidas tomadas pelo governo paulista estão uma linha de crédito de R$ 1,2 bilhão para empresas de autopeças e máquinas e mudanças nos regulamentos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e da Nota Fiscal Paulista.

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16 de dezembro

Os bancos pequenos terão R$ 5,4 bilhões a mais para utilizarem em operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas. O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou hoje a liberação de recursos do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para essas instituições.

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17 de dezembro

Banco Central divulga que balanço da liberação de depósitos compulsórios, que soma R$ 98 bilhões. O compulsório é o dinheiro dos clientes que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC.

BC também divulga que já fez atuações no mercado de câmbio no valor de US$ 53,4 bilhões entre os dias 19 de setembro e 16 de dezembro para segurar a disparada do dólar.

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22 de janeiro de 2009

Governo anunciou recursos adicionais para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no valor de R$ 100 bilhões para os anos de 2009 e 2010. Esse dinheiro virá por meio do caixa do governo e das captações feitas no exterior pelo Tesouro Nacional.

O dinheiro ficará disponível para o banco, que irá sacar conforme necessário. Serão priorizados investimentos na área de gás e energia, bens de capital e infraestrutura, entre outros setores. Também vão garantir os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da Petrobras.

Fonte: Folha Online

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Pedidos de auxílio-desemprego sobem e nº de beneficiados bate recorde nos EUA

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 29/01/2009

Economy Jobless ClaimsO número de pessoas que já recebem auxílio-desemprego nos EUA bateu recorde, chegando a 4,78 milhões na semana encerrada no último dia 17. Trata-se do maior número desde 1967, quando o departamento começou a registrar os dados. O dado se refere a pessoas que recebem o benefício há pelo menos duas semanas. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Trabalho.

Já o número de pedidos iniciais de aumentou em 3.000, subindo para um total de 588 mil na semana encerrada no último dia 24. Na semana imediatamente anterior foram registrados 585 mil solicitações iniciais do benefício –contra uma estimativa inicial de 589 mil. A média quadrissemanal, que atenua as volatilidades das leituras semanais, ficou em 542.500, um aumento de 24.250 sobre a média anterior de 518.250.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) pela aprovação do pacote de estímulo à economia, de US$ 819 bilhões. Obama disse que o plano “vai salvar ou criar mais de três milhões de empregos nos próximos anos”.

Em uma nota publicada após a decisão da Câmara, o presidente americano destacou alguns dos números do mercado de trabalho –2,6 milhões de empregos perdidos no ano passado, o corte de “outros 55 mil” só nesta segunda-feira, por parte de algumas grandes empresas como Caterpillar e Sprint Nextel. A taxa de desemprego do país chegou a 7,2% em dezembro, maior desde 1993.

Cortes

Algumas das principais empresas dos EUA já anunciaram mais de 125 mil cortes de postos de trabalho neste mês. Ontem, a rede de cafeterias Starbucks anunciou o fechamento de 6.700 vagas, além do fechamento de 300 lojas –além das 600 que já haviam sido anunciadas.

Na segunda-feira (26) a fabricante de máquinas para construção Caterpillar anunciou o corte de 20 mil vagas; no mesmo dia a Sprint Nextel anunciou o fechamento de 7.000 empregos. Já anunciaram cortes na casa dos milhares também a Microsoft (5.000), IBM (2.800, segundo o sindicato Alliance@IBM), Boeing (10 mil), Pfizer (2.400) e Home Depot (7.000).

Hoje o diário britânico de economia “Financial Times” informou que o grupo de mídia americano Time Warner prevê suprimir 10% de seu pessoal, cerca de 700 empregos, em sua divisão de internet AOL (America Online) devido às expectativas negativas para 2009.

Fonte: Folha Online

Gerald Celente: Os EUA terão revolução e rebeliões por comida e por causa de imposto até 2012

Posted in Anticristo, Crise, Crise Americana, Fim do Dólar, Fim do Euro, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 29/01/2009

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Prognosticador de tendências, conhecido pela sua precisão no passado, diz que a América deixará de ser uma nação desenvolvida dentro de 4 anos, a crise será “pior do que a grande depressão.”


O homem que previu o impacto do mercado acionário em 1987, e da queda da União Soviética está agora com uma previsão de revolução na América, distúrbios alimentares e rebeliões fiscais – tudo dentro de quatro anos, enquanto adverte que colocar comida na mesa será uma preocupação mais premente do que comprar presentes de natal em 2012.


Gerald Celente, the CEO of Trends Research Institute é conhecido pela sua acurácia em predizer eventos futuros e econômicos no mundo, fato que irá nos dar um calafrio na espinha, devido ao que ele disse a FOX NEWS.

 


 

Celente diz que a América em 2012 se tornará uma nação subdesenvolvida, que haverá uma revolução acentuada por revoltas de comida, rebeliões para ocupação de propriedades alheias, revoltas fiscais e marchas trabalhistas, e que em feriados e festas as pessoas irão querer comida ao invés de presentes.


Nós iremos ver o fim do varejo de natal, iremos ver uma mudança fundamental tomar o lugar, colocar comida na mesa irá ser mais importante do que colocar presentes em árvore de natal, disse Celeste. acrescentando que a situação irá ser “pior do que a grande depressão”.


A América irá passar por uma transição pela qual ninguém está preparado, disse Celeste. Lembrando que as pessoas se recusam a aceitar que a América está entrando em recessão, e ainda destaca que o grande problema está nessa negação, e que isso atrapalha para que todos estejam prontos para a real dimensão da crise.


Celente, previu com sucesso a crise monetária da Ásia em 1997, o colapso do subprime hipotecário, e desvalorização acentuada do dólar nos EUA, disse a UPI em novembro do ano passado que o ano seguinte seria conhecido como “O Pânico de 2008” , acrescentando que “gigantes iriam levar um tombo para a morte”, que é exatamente o que temos assistido com o colapso da Lehman Brothers, Bear Stearns e outros. Ele também disse que acabaria por ser o dólar desvalorizado em mais de 90 por cento.


A conseqüência daquilo que iríamos ver desdobrar ao longo do ano iria levar a uma redução dos padrões de vida, Celente predisse um ano atrás, que está sendo corroborado pelos dados de quedas das vendas à varejo.


A perspectiva de uma revolução era um conceito que foi ecoado pelo Ministério britânico da Defesa no relatório do ano passado, que previa que dentro de 30 anos, o crescente fosso entre os super ricos e a classe média junto com uma subclasse urbana significaria uma ameaça a ordem social. “As classes médias do “mundo” poderiam se unir, utilizando o acesso aos conhecimentos, competências e recursos para modelar processos transnacionais no interesse de sua classe”, e que” As classes médias poderiam se tornar uma classe revolucionária. “


 

Numa recente entrevista separada, Celente foi mais longe sobre o tema da revolução na América.

 


“Haverá uma revolução neste país”, disse ele. Não virá já, mas passará do nível aceitável, e o que foi o catalisador para isso: a posse de Washington DC em pleno dia em Wall Street neste incruento golpe. E isso vai acontecer pois as condições para isso continuam a agravar-se. “


“A primeira coisa a fazer é organizar as revoltas contra impostos. Isso vai ocorrer em grande quantidade porque as pessoas não têm dinheiro para pagar mais imposto escola, propriedade fiscal, qualquer tipo de imposto. Nós iremos começar a ver estes tipos de protestos começarem a desenvolver-se. “


“Vai ser muito sombrio, muito triste. Iremos ver muitas pessoas sem abrigo, coisa nunca vista antes. Barracas nas cidades estão brotando por todo o país e nós iremos ver muito mais.


“Iremos começar a ver grandes áreas com imóveis vagos, e também desabrigados que habitarão estes imóveis. Irá ser um panorama que os americanos não estão acostumados a ver. Isto virá com um grande choque e existirá uma grande quantidade de crimes. E a criminalidade irá ser bem pior do que antes, pois na Grande Depressão de 1929, as mentes das pessoas não eram tão corrompidas com estas drogas modernas, drogas vendidas sem receita médica, metanfetamina, ou qualquer coisas parecidas com isso. Então teremos uma enorme subclasse de pessoas desesperadas com suas mentes quimicamente transtornadas além da compreensão humana. O blog George Washington compilou uma lista das citações que comprovam a exatidão de Celente,com relação aos seus prognósticos.

 


“Quando a CNN quer saber sobre as Grandes Tendências, ela pede a Gerald Celente”
– CNN Headline News



“Uma rede de 25 peritos cuja gama de especialidades iria rivalizar com muitas faculdades universitárias”.
– The Economist



“Gerald Celente tem um talento pra pegar o espírito certo”.
– USA Today



“Não existe um prognosticador de tendência melhor do que Gerald Celente. O homem sabe o que ele está falando.”
– CNBC



“Aqueles que levam a sério as suas previsões….
Trends Research Institute.”
– O Wall Street Journal



“Gerald Celente está sempre a frente da curva das tendências, e sinistramente sobre a marca….ele é um dos mais precisos prognosticadores que temos”
– The Atlanta Journal-Constitution



“O Sr. Celente dá pistas e direções no mundo social, econômico e empresarial para clientes corporativos.
– The New York Times



“O Sr. Celente é um cara muito inteligente. Nós somos capazes de aprender sobre as tendências a partir de uma autoridade “
– 48 Hours, CBS News



“Gerald Celente possui um sólido histórico. Ele previu tudo, desde o colapso bolsista de 1987 e o desaparecimento da União Soviética para o “marketing verde” e a redução corporativa.”

– The Detroit News



“Gerald Celente, previu o impacto no mercado acionário de 1987, “marketing verde”, e o crescimento rápido dos cafés gourmets.”
– Chicago Tribune



The Trends Research Institute é o Padrão e Pobre da Cultura Popula.r”
– The Los Angeles Times



“Se Nostradamus estivesse vivo hoje, ele faria um páreo duro com Gerald Celente.”
– New York Post



Paul Joseph Watson


Fonte: Prison Planet

Gerald Celente: Do pânico de 2008 ao colapso de 2009

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 29/01/2009

celente72O mas influente previsor do país, que acertadamente previu o caos econômico de 2008 com quase um ano de antecedência, está agora, sugerindo que o próximo ano será conhecido como ” O colapso de 2009″.

Gerald Celente, executivo chefe do “Trends Research Institute” enviou uma carta a seus clientes anunciando a compra do domínio chamado “Collapseof09.com”.

Por volta dessa mesma época no ano passado, Celente enviou a seguinte mensagem para seus destinatários.

Em 2008, os Americanos acordarão nos piores tempos econômicos já vistos na história do país, e ninguém saberá o que os atingiu. Assim, como eles ficaram em estado de choque em 11/9, ficarão ainda mais paralisados quando o pânico atingir o coração de Wall Street.

Deixando de lado a influente previsão ao seu próprio risco. “Se você acredita que tudo ficará bem e que a máquina do estado navega de acordo com a maré, esqueça isso e preocupe-se em seu negócio”.

Tendo previsto corretamente o caos econômico de 2008, Celente nos alerta para estarmos preparados para algo pior em 2009.

Como foi relatado no mês passado, Celente recentemente disse na Fox News que até 2012, os EUA se tornarão uma nação subdesenvolvida, marcada por motins em busca de comida, invasão de propriedades e marchas por empregos,e também que em datas comemorativas, as pessoas deverão se preocupar por obter comida ao invés de receber presentes.

Celene tem sempre acertado em suas previsões desde quando previu a crise monetária asiática no ano de 2007, e a crise hipotecária junto com a massiva desvalorização do dólar nos EUA.

Em 2007, Celente adiantou que gigantes estavam próximos de uma falência, que foi o que todos nós testemunhamos com o colapso dos Lehman Brothers, Bear Sttearns e outros.

Celente ressaltou que o atual estado de escassez na economia nos conduzirá para nada menos que uma revolução.

“Teremos uma revolução neste país,” ele disse. Não está para vir ainda, mas isto irá descer a linha e iremos ver a terceira parte disso como uma espécie de catalisador. A tomada de Washington , D.c em plena luz do dia em uma revolução sem derramamento de sangue. E tudo isso irá ocorrer quando as condições continuarem a piorar”.

fonte: Prison Planet