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Europeus tomam as ruas das capitais em atos contra a crise

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 01/02/2009

015720151-fmm00 Milhões de pessoas tomaram as ruas das principais capitais europeias em protesto contra a crise econômica e as demissões em massa anunciadas nas últimas semanas. Na França, sindicatos calculam que 2,5 milhões de pessoas se reuniram ontem na maior manifestação dos últimos 20 anos no país. A greve foi a primeira realizada por causa da recessão em uma das maiores economias do mundo. No Reino Unido, Islândia, Bulgária e Grécia os protestos se proliferaram, provocando violência.

A reivindicação era a mesma em todos os lugares: mais proteção contra a pior tormenta em 60 anos. Na França, a greve geral paralisou rádios, escolas, hospitais e transporte num ato contra o presidente Nicolas Sarkozy. Empregados do setor automotivo e siderúrgico se uniram a professores, médicos, políticos da oposição e jornalistas para atacar a forma pela qual o governo vem combatendo a crise. O governo francês deve demitir 30 mil funcionários públicos em 2009.

O governo se apressou em dizer que a greve não conseguiu parar o país. Apenas um terço dos voos e 15% do serviço de ônibus foram cancelados em Paris. Para o governo, os manifestantes não chegaram a 800 mil. Mas os sindicatos dizem que o número foi três vezes maior.

Para François Chérèque, líder do sindicato CFDT, a greve foi um “grito de raiva” contra as decisões do governo de dar bilhões de euros a bancos, enquanto deixam milhões perderem empregos. Sarkozy desembolsou quase US$ 500 bilhões em socorro aos bancos. Uma pesquisa revelou que 69% dos franceses apoiaram a paralisação.

As manifestações e a tensão estão se proliferando pela Europa. No Reino Unido, onde o desemprego já afeta 2 milhões de pessoas, o descontentamento se transformou em um ataque contra a imigração. Na quarta-feira, depois que os operários de uma refinaria na cidade de Humberside foram informados que a empresa contrataria trabalhadores italianos, 600 funcionários pararam de trabalhar em protesto.

Ontem, sindicatos de outras regiões do país foram até o local para engrossar a manifestação e cobrar um compromisso já anunciado pelo primeiro-ministro Gordon Brown de criar “empregos britânicos para trabalhadores britânicos”.

Para a seguradora americana Aon Corp, que anualmente analisa o risco de instabilidade política no mundo, oito países europeus estariam hoje mais ameaçados de sofrer algum tipo de terremoto político: Estônia, Grécia, Hungria, Letônia, Lituânia, Eslováquia, Eslovênia e Islândia. Esses países caíram na escala de segurança por causa da sua vulnerabilidade à crise econômica.

A Islândia já teve seu governo derrubado no início da semana por causa da crise e se transformou na primeira vítima política da recessão.

Na Bulgária, Letônia e Lituânia, os protestos foram sangrentos. Na Letônia, os conflitos nas ruas começaram depois que a população desempregada passou a ter de chegar durante a madrugada nos escritórios do governo para fazer fila em busca de ajuda social ou de um novo trabalho. Muitos acabaram presos.

Na Grécia, manifestantes voltaram a tomar as ruas no início da semana. Ontem, agricultores bloquearam estradas e entradas de cidades pelo país.

Na Espanha, uma marcha de 25 mil pessoas foi organizada nesta semana na cidade de Zaragoza por causa das taxas de desemprego que chegam a 14%, a maior da Europa. E a Rússia terá de enfrentar protestos organizados neste fim de semana.

Ministra francesa diz que crise pode provocar ‘perturbações sociais’

aleqm5iehhwzl77usykzs3acoez0trcsuqA ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, alertou neste sábado no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, para eventuais “perturbações sociais” decorrentes da crise econômica.

“A situação atual apresenta dos riscos maiores: tumultos sociais e protecionismo”, declarou a ministra.

Estes dois riscos são alimentados pela “queda do crescimento econômico e pelo fato de que os estados precisam utilizar o dinheiro dos contribuintes” em seus planos de recuperação e de resgate, explicou Lagarde, expressando o desejo de que a reunião do G20, em 2 de abril em Londres, dê “um sinal extremamente forte” para “restaurar a confiança no sistema financeiro”.

Manifestação de grevistas acaba em confronto de rua em Paris

protesto-paris-200A greve nacional convocada na França por sindicatos contra a demissão de 30 mil funcionários públicos prevista pelo governo terminou em confronto entre manifestantes e policiais em Paris na noite desta quinta-feira (29).Cerca de 100 grevistas enfrentaram a polícia no centro da cidade. Não há informações sobre presos ou feridos.

A adesão à greve pelo país foi apenas parcial, e os maiores problemas acontecem nos transportes públicos.

Os mais afetados são os passageiros do aeroporto parisiense de Orly, onde 35% dos voos previstos foram cancelados. Os que estão operando decolam com uma hora de atraso, em média.

No outro aeroporto da capital francesa, o Charles de Gaulle, 12% dos voos previstos foram cancelados, segundo sua administradora, Aeroportos de Paris (ADP).

Nos trens, as “perturbações”, foram menores do que as previstas, na rede da empresa pública francesa de ferrovias SNCF, na qual a greve é seguida por 36,7% dos empregados. Mais da metade dos trens de alta velocidade circula com normalidade, e no caso das ferrovias Eurostar e Thalys, o serviço funciona com 100%.

No setor da educação, os sindicatos afirmam que 67,5% dos empregados do ensino fundamental e 60% do médio aderiram a greve, mas, segundo o ministério da Educação, estas adesões são de apenas 47,9% e 28%, respectivamente.

Fonte: Diário do Comércio

Milhares de pessoas protestam contra política econômica de Putin na Rússia

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Em diversas cidades da Rússia, milhares de pessoas protestaram, neste sábado (31/01), contra a política econômica do governo do primeiro-ministro Vladimir Putin. Em Moscou, os protestos contra a política governamental russa e contra as reações do governo do país à crise financeira mundial reuniram cerca de mil comunistas.

Em Vladivostok e Khabarovsky, cidades do leste do país, por volta de 5 mil manifestantes protestaram contra o aumento das taxas municipais como também contra a elevação do imposto de importação para carros estrangeiros.

O aumento dos preços, a desvalorização do rublo e o desemprego atingem cada vez mais a população russa. Segundo dados do governo de Moscou, a fraca conjuntura e a queda do preço das matérias-primas nos mercados internacionais deverão provocar uma diminuição em 40% da receita estatal russa neste ano. (ca)

Fonte: DW-WORLD.DE

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