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Crise Econômica Mundial: O último alerta antes do choque do Outono de 2011

Posted in 3ª Guerra Mundial, Crise, Crise Americana, Fim do Dólar, Fim do Euro, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 21/06/2011

15/Junho/2011
GEAB- Global Europe Anticipation Bulletin.

Em 15 de Dezembro de 2010, no GEAB nº 50, a equipe do LEAP/E2020 antecipava a explosão das dívidas públicas ocidentais no segundo semestre de 2011. Descrevíamos então um processo que partiria da crise das dívidas públicas europeias [1] para a seguir atear o fogo ao coração do sistema financeiro mundial, ou seja, a dívida federal dos EUA [2] . E eis-nos aqui, com este GEAB nº 56, à beira do segundo semestre de 2011, com uma economia mundial em pleno descalabro [3] , um sistema monetário global cada vez mais instável [4] e praças financeiras que estão em transe [5] , tudo isso apesar dos milhões de milhões de dinheiro público investidos para evitar precisamente este tipo de situação. A insolvência do sistema financeiro mundial, e em primeiro lugar do sistema financeira ocidental, retorna novamente à frente da cena após pouco mais de um ano de políticas cosméticas visando afundar este problema fundamental sob carradas de liquidez.

Em 2009 havíamos estimado que o planeta contava com cerca de US$30 trilhões de activos fantasmas. A metade aproximadamente desfez-se em fumo em seis meses, entre Setembro de 2008 e Março de 2009. Para a nossa equipe, é agora a vez de a outra metade, os restantes 15 trilhões de ativos fantasmas, pura e simplesmente desvanecerem-se entre Julho de 2011 e Janeiro de 2012. E desta vez, as dívidas públicas estarão igualmente em causa, ao contrário de 2008/2009 em que foram essencialmente os actores privados os afectados. Para avaliar a dimensão do choque que se prepara, é útil saber que mesmo os bancos americanos começam a reduzir a sua utilização dos Títulos do Tesouro dos EUA para garantir suas transacções, por medo dos riscos crescentes que pesam sobre a dívida pública estado-unidense [6] .

Para os actores do planeta financeiro, o choque do Outono de 2011 vai assim corresponder no sentido literal ao facto de sentirem o chão ruir sob os seus pés, uma vez que é a própria base do sistema financeiro mundial, o Título do Tesouro dos EUA, que se vai afundar brutalmente [7] .

Neste GEAB nº 56 abordamos os dois aspectos mais perigosos deste choque do Outono de 2011, a saber:
– o mecanismo de detonador das dívidas públicas europeias
– o processo de explosão da bomba estado-unidense em matéria de dívidas públicas.

Paralelamente, neste contexto de aceleração da reequilibragem das correlações de força planetárias, apresentamos a antecipação de um processo geopolítico fundamental referente à realização de uma cimeira Euro-BRICS daqui até 2014.

Finalmente, concentramos nossas recomendações nos meios de evitar fazer parte destes 15 milhões de milhões de activos fantasmas que se vão desvanecer em fumo nos próximos meses, com uma menção muito particular ao imobiliário residencial ocidental cujo afundamento dos preços que havíamos antecipado para 2015 começa de facto a partir de 2012.

No comunicado público GEAB nº 56 apresentamos uma parte da antecipação acerca do mecanismo de detonador das dívidas públicas europeias.

O mecanismo detonador das dívidas públicas européias

Os operadores financeiros anglo-saxónicos brincaram de aprendizes de feiticeiro durante um ano e meio e as primeiras manchetes do Financial Times em Dezembro de 2009 sobre a crise grega tornaram-se rapidamente uma chamada “crise do Euro”. Não retornaremos às vicissitudes desta formidável manipulação da informação [8]orquestrada a partir da City de Londres e da Wall Street uma vez que já consagrámos numerosas páginas em vários GEAB ao longo deste período. Contentamo-nos em constatar que dezoito meses depois, o Euro se comporta bem ao passo que o Dólar continua a sua descida aos infernos em relação às grandes divisas mundiais; e que todos aqueles que apostaram na deslocação da zona Euro perderam muito dinheiro. Como havíamos antecipado, a crise favorece a emergência de um novo soberano, a Eurolândia, que permite hoje à zona Euro estar bem melhor preparada que os Japão, os Estados Unidos ou o Reino Unido [9] quanto ao choque do Outono de 2011 … ainda que ela esteja em vias de desempenhar um papel de detonador nesta matéria, muito apesar dela. O “bombardeamento” (pois é preciso chamar as coisas pelos seu nome) [10] , entrecortado por pausas de algumas semanas [11] , ao qual está submetida a Eurolândia desde este tempo teve de facto três grandes efeitos consecutivos, muito afastados quanto a dois deles dos resultados pretendidos pela Wall Street e pela City:

1. Num primeiro tempo (Dezembro 2009 – Maio 2010), fez desaparecer o sentimento de invulnerabilidade da divisa europeia tal como se havia constituído em 2007/2008, introduzindo a dúvida sobre a sua perenidade e sobretudo relativizando a ideia de que o Euro era a alternativa natural ao US Dólar (ou mesmo seu sucessor).

2. Depois, num segundo tempo (Junho 2010 – Março 2011), levou os dirigentes da Eurolândia a porem mãos à obra a “muito grande velocidade” todas as medidas de salvaguarda, de protecção e de reforço da moeda única (medidas que já deveriam ter sido tomada há numerosos anos). Fazer isto redinamizou a integração europeia e restabeleceu o núcleo fundacional na cabeça do projecto europeu, marginalizando em particular o Reino Unido [12] . Ao mesmo tempo, isto promoveu apoio crescente à divisa europeia por parte dos BRICS, encabeçados pela China, os quais após um momento de hesitação se tornaram conscientes de dois pontos fundamentais: primeiro que os europeus estavam a actuar seriamente para enfrentar o problema e, em segundo lugar, dado o encarniçamento anglo-saxónico, o Euro era obviamente uma ferramenta essencial para qualquer tentativa de sair do “mundo do dólar” [13] .

3. Enfim, actualmente (Abril 2011 – Setembro 2011), a crise conduz a zona Euro a empreender afectar os sacrossantos investidores privados a fim de os por a contribuir para resolver o problema grego através, nomeadamente, das extensões “voluntárias” dos prazos de reembolso (ou qualquer outra forme de corte nos lucros previstos) [14] .

Como se pode imaginar, se o primeiro impacto era certamente um dos objectivos perseguidos pela Wall Street e pela City (além do facto de desviar a atenção dos problemas maciços do Reino Unido e dos Estados Unidos), os dois outros em contrapartida são efeitos totalmente contrários ao fim que se buscava: enfraquecer o Euro e reduzir sua atracção mundial.

Sobretudo quando se prepara uma quarta sequência que vai assistir, daqui até o princípio de 2012 [15] , o lançamento de um mecanismo de Eurotítulos (Eurobonds), permitindo mutualizar uma parte das emissões de dívidas dos países da Eurolândia [16] , assim como a inevitável pressão política crescente[17] para aumentar a parte da contribuição privada neste vasto processo de reestruturação [18] da dívida dos países periféricos da zona Euro [19] .

E com esta quarta sequência entra-se no cerne do processo de contágio que vai fazer explodir a bomba do endividamento federal dos EUA. Pois, por um lado, ao criar um contexto mediático e financeiro mundial ultra-sensibilizado para as questões de endividamento público, a Wall Street e a City tornaram visível a amplitude insustentável dos défices públicos estado-unidense, britânico e japonês [20] . Isso obrigou mesmo as agências de notação, fieis cães de guarda das duas praças financeiras, a lançarem-se numa corrida louca para a degradação das notas dos Estados. É por esta razão que os Estados Unidos se encontram agora sob a ameaça de uma degradação, como havíamos antecipado, quando isso parecia impensável para a maior parte dos peritos há apenas alguns meses atrás. E paralelamente o Reino Unidos, a França, o Japão, … encontram-se igualmente na mira das agências [21] .

Recordamos que estas agência jamais anteciparam nada de importante (nem as subprimes, nem a crise mundial, nem a crise grega, nem a Primavera árabe, …). Se hoje elas degradam atabalhoadamente, é porque estão presas ao seu próprio jogo [22] . Não é mais possível degradar um A sem afectar a nota B se B não estiver em melhor situação. Os “pressupostos” sobre o facto de que é impossível a tal ou tal Estado entrar em incumprimento da sua dívida não resistiram a três anos de crise: é aqui que a Wall Street e a City caíram na armadilha a qual ameaça todos os aspirantes a aprendizes de feiticeiro. Eles não viram que lhes seria impossível controlar esta histeria em torno da dívida grega. Assim, hoje, é no Congresso dos EUA, no quadro de um violento debate sobre o tecto de endividamento e os cortes orçamentais maciços, que desenvolvem as consequências dos artigos manipuladores destes últimos meses sobre a Grécia e a zona Euro. Mais uma vez, nossa equipe não pode senão sublinhar que se a História tem um sentido, este é sem dúvida o da ironia.

Notas:

(1) Inclusive o facto de que os investidores privados (nomeadamente os bancos) seriam postos a contribuir para resolver o problema da dívida grega.

(2) Sem esquecer naturalmente as dívidas das colectividades locais americanas.

(3) Os Estados Unidos retomam a recessão. A Europa desacelera assim como a China e a Índia. A ilusão de uma retomada mundial doravante está totalmente acabada. É igualmente esta situação muito inquietante que explica porque as grandes empresas acumulam tesouraria: elas não querem encontrar-se outra vez como em 2008/2009 dependentes de bancos eles próprios em crise de liquidez. Segundo LEAP/E2020, as PME e os particulares deveriam meditar utilmente nesta situação. Fonte: CNBC, 06/06/2011
(4) James Saft, editorialista de renome para a Reuters e o New York Times, chega mesmo ao ponto de desejar “boa sorte para a hegemonia do Dólar”. Fonte: Reuters, 19/05/2011

(5) As bolsas sabem que a “festa” está acabada com o fim da Quantitative Easing dos EUA e o retorno da recessão. E os operadores financeiros não sabem mais como encontrar aplicações lucrativas e não demasiado arriscadas.

(6) Fonte: CNBC/FT, 12/06/2011

(7) Mesmo a Arábia Saudita doravante inquieta-se publicamente pela boca do Príncipe AlWaleed, que evoca a “bomba da dívida dos EUA”. Fonte: CNBC, 20/05/2011

(8) Último exemplo: a manifestação anti-austeridade de 04/Junho em Atenas que penosamente reuniu menos de 1000 manifestantes ao passo que os media anglo-saxónicos novamente fez manchetes com esta prova de rejeição da população grega … evocando milhares de manifestantes. Fontes: Figaro, 05/06/2011; Financial Times, 05/06/2011; Washington Post, 06/06/2011

(9) O Telegraph de du 07/06/2011, por exemplo, ensina-nos que desde os anos 1980 o Reino Unido gastou 700 mil milhões de libras mais do que ganhou. Uma boa parte desta soma entra nos 15 milhões de milhões de activos fantasmas que vão desaparecer proximamente.

(10) Pode-se constatar o esgotamento do discurso sobre o “fim do Euro” no facto de que daqui em diante a Wall Street está reduzida a fazer intervir regularmente Nouriel Roubini para tentar credibilizar esta fábula. O pobre Roubini, cujos trabalhos de antecipação não previram nem a crise mundial nem nunca ultrapassaram seis meses, vê-se reduzido a dever prever o “fim do Euro” daqui a cinco anos, ou ao menos uma reforma fundamental da zona Euro podendo igualmente redundar numa integração europeia reforçada. Citamos o autor de acordo com a sua recente intervenção num congresso em Singapura retomada no Figaro de 14/06/2011. Assim, se se resumir a previsão de Nouriel Roubini, haveria um do Euro daqui a cinco anos salvo se de facto o Euro se reforçasse através do estabelecimento definitivo de um “novo soberano”, a Eurolândia. Que antecipação! Para além do efeito do anúncio espalhafatoso, isso consiste em dizer que daqui a cinco anos (duração infinitamente longa em tempo de crise, e Roubini falava de prazos muito mais próximos há alguns meses), ele pode avançar uma coisa e o seu contrário. Obrigado Doutor Roubini! É difícil tentar fazer prospectiva e trabalhar para a Wall Street ao mesmo tempo. Enfim, ele faz o que é preciso para tentar convencer (em vão) os asiáticos a não vender os activos em Dólares em proveito daqueles em Euro.

(11) Quando os peritos e os media anglo-saxónicos não podem realmente inventar mais nada para legitimar a manutenção da “crise do Euro” nas manchetes.

(12) Mas também a Suécia cujas elites continuam a viver no mundo do após 1945, aquele em que elas puderam enriquecer aproveitando-se dos problemas do resto do continente. A propósito do Reino Unido, a City contiua a tentar em vão evitar passar para o controle das autoridades europeias como nos ensiva este artigo do Telegraph de 30/05/2011. O mais divertido neste artigo é a imagem escolhida pelo jornal: uma bandeira europeia em farrapos. Contudo é a própria City que está em vias de perder a sua independência histórica em proveito da UE e não o contrário. Isto é uma ilustração flagrante da impossibilidade de compreender os acontecimentos que se desenrolam na Europa através dos media britânicos, mesmo quando se trata do Telegraph, excelente quanto à sua cobertura da crise.

(13) Daí a sua motivação para comprar a dívida da Eurolândia. Fonte: Reuters, 26/05/2011

(14) Fontes: YahooActu, 13/06/2011; DeutscheWelle, 10/06/2011; Spiegel, 10/06/2011

(15) A crise não permitirá à Eurolândia esperar 2013, data prevista para rever o sistema adoptado em Maio de 2010, para resolver este debate.

(16) Diversas fórmulas estão em estudo, mas as mais prováveis organizam-se em torno de um sistema de emissão de dívida pública a dois níveis: uma emissão beneficiando da assinatura comum da Eurolândia (e portanto de taxas muito baixas) num montante indo até uma percentagem máxima do PIB de cada Estado (40%, 50%, 60% … cabe aos dirigentes da Eurolândia escolher); para além deste patamar, as emissões não são mais garantidas senão pela assinatura do Estado em causa, implicando taxas rapidamente muito elevadas para os alunos menos sérios da classe.

(17) A este respeito, é lamentável que os media internacionais se interessem mais por alguns milhares de manifestantes gregos (ver mais adiante neste número do GEAB um exemplo flagrante das diferenças imensas entre números reais e números dos media anglo-saxónicos) que supostamente encarnam a recusa da austeridade europeia e a fraqueza da zona Euro, ao invés da expectativa real dos gregos cuja carta aberta dos seus intelectuais acusa não a Eurolândia mas as suas próprias elites políticas e financeiras de serem incapazes de respeitarem seus compromissos e apela ao nivelamento do sistema político-social grego com o do resto da Eurolândia. Fonte: L’Express, 09/06/2011

(18) A propósito da palavra “reestruturação” sobre a qual deliram amplamente em artigos e emissões economistas e financeiros de todos os géneros, nossa equipe deseja dar uma precisão límpida de simplicidade: é evidente que uma parte da dívida grega pertence a estes 15 milhões de milhões de activos fantasmas que se vão evaporar nos próximos meses. Pouco importa a palavra utilizada, “reestruturação”, “incumprimento”, …, como havíamos indicado nos GEAB anteriores, a Eurolândia organizará um processo que fará perder aos credores menos poderosos ou aos mais expostos uma parte significativa das suas aplicações na Grécia. É a isso que se chama uma crise. E a “razão de Estado” funciona sempre da mesma maneira. Mas, de qualquer modo, daqui até lá, o problema será deslocado para os Estados Unidos, o Japão, o Reino Unido, e mais ninguém prestará atenção ao caso grego cujos montantes são ridículos em comparação: Grécia 300 mil milhões de euros; EUA, 15 milhões de milhões de dólares.

(19) E o próximo exame pelo Tribunal Constitucional de Karlsruhe de recurso contra o Fundo de Estabilização Europeu não porá em causa as decisões tomadas, vai aumentar a pressão na Alemanha para que o sector privado participe das soluções, ou seja, das perdas. Fonte: Source : Spiegel, 13/06/2011

(20) Um cálculo muito simples permite avaliar a diferença entre o problema grego actual e a crise estado-unidense em preparação: os bancos em particular vão ser obrigados a assumir entre 10% e 20% do custo do salvamento da dívida grega, ou seja, entre 30 e 60 mil milhões de euros. É isto que nestes dias “excita” as agências de notação a propósito dos bancos europeus. A explosão da bomba da dívida federal dos EUA imporá no mínimo um custo de proporções idênticas para os bancos e outros detentores institucionais desta dívida. Fala-se portanto neste caso (uma estimativa conservadora pois a própria natureza da utilização do Títulos EUA implicará uma contribuição privada mais importante) de montante compreendidos entre 1500 e 3000 mil milhões de dólares. Isto é coerente com nossa estimativa dos 15 milhões de milhões de activos fantasmas que desaparecerão nos próximos trimestres.

(21) Fontes: Reuters, 08/06/2011; Le Monde, 11/06/2011; FoxNews, 30/05/2011

(22) E uma das consequências deste jogo é que os europeus se preparam não só para enquadrar severamente os métodos das agências de notação como vão muito simplesmente criar concorrentes às agências anglo-saxónicas, como já o fizeram os chineses cuja agência Dagong estima que os Estados Unidos entraram num processo de incumprimento da sua dívida. E ao perder o monopólio da medida do risco, a Wall Street e a City vão assim perder a sua aptidão para fazer ou desfazer fortunas. Fontes: CNBC, 02/06/2011 ; YahooNews, 10/06/2011

O original encontra-se em www.leap2020.eu/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

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Líbia: A verdade que eles não querem contar

Posted in 3ª Guerra Mundial, Anticristo, Crise, Fim do Dólar, Fim do Euro, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 19/06/2011

Para justificar a intervenção americana na Líbia, Kadhafi é mostrado como sendo ditador sanguinário do qual a sua população, mergulhada na pobreza,necessita ser protegida. A realidade é bem diferente.

Após a independência da Líbia em 1951, o Reino Unido colocou no poder o rei Idris, este foi derrubado por Kadhafi em 1969. Nessa altura, a Líbia era um dos países mais pobres do mundo, com uma literacia abaixo dos 10%. Esta é agora de 90%, a mais elevada de África.

Alguns dados retirados do relatório da ONU em 2007:

A líbia tem o maior Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África ;

O ensino é gratuito até à Universidade;

10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, etc… e com tudo pago;

Ao casar, o casal recebe até 50.000 US$ para adquirir seus bens;

O sistema de saúde é gratuito, e rivaliza com os europeus. Equipamentos de última geração, etc…;

Existem empréstimos feitos pelo Banco estatal sem juros;

Foi inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do mundo, que tem vindo a conquistar o deserto (95% da Líbia) destinado à produção de alimentos.

Porque é que os americanos tomam conta da Líbia?

Três motivos principais:

1 – Possuir o seu petróleo, de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;

2 – Fazer com que todo mar Mediterrâneo fique sob controle da OTAN. Só falta agora a Síria;

3 – E, provàvelmente, um dos maiores motivos, é que o Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro.

As suas reservas de toneladas de ouro, dão cobertura ao valor da moeda, o dinar, e permite ficar imune às flutuações do dólar. O sistema financeiro internacional ficou preocupado com Kaddafi, por ter apresentado e quase conseguido, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.

Bombardeamentos…”humanitários”

1 – A OTAN comandada pelos EUA, já bombardearam as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão sèriamente danificados;

2 – As bombas usadas contem DU (Uranio empobrecido) tempo de vida 3 bilhões de ano (causa cancro e deformações genéticas);

3 – Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicológicamente por causa das explosões;

4 – Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;

5 – A água está imprópria para consumo em grande parte do país. De novo as crianças são as mais atingidas;

6 – Cerca de 150.000 pessoas por dia, deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Muitas vão para o deserto sem abrigo, sem água e sem comida;

7 – Mesmo que o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver: sobretudo água e comida. A população da Líbia era de 6,5 milhões de habitantes.

Em suma: O bombardeio “humanitário”, acabou com a nação líbia.

Dados retirados e traduzidos do texto:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=24389

 Fonte: Prova Final

3ª Guerra Mundial: China adverte os EUA sobre os ataques no Paquistão

Posted in 3ª Guerra Mundial, Crise, Crise Americana, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 07/06/2011

EUA e Paquistão, perto de guerra aberta Ultimato chinês adverte Washington contra ataque ao Paquistão

Webster G. Tarpley, Ph.D. TARPLEY.net

20 de maio de 2011

A China colocou oficialmente os Estados Unidos sob o aviso que o ataque planejado de Washington a o Paquistão será interpretado como um ato de agressão contra Pequim. Este aviso frontal representa o primeiro ultimato estratégico conhecido recebido pelos Estados Unidos em meio século, desde o alerta Soviético durante a crise de Berlim de 1958-1961, e indica o grave perigo de uma guerra geral que cresce do confronto EUA-Paquistão.

“Qualquer ataque no Paquistão seria interpretado como um ataque à China”

Em resposta a relatos de que a China tem pedido aos EUA para respeitarem a soberania do Paquistão na sequência da operação Bin Laden, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Ya, usou uma nota de imprensa de 19 de Maio para afirmar o categórico pedido de Pequim para que “a soberania e a integridade territorial do Paquistão sejam respeitadas”.

De acordo com fontes diplomáticas Paquistanesas citadas pelo Times of India, a China tem ”avisado em termos inequívocos que qualquer ataque contra o Paquistão seria interpretado como um ataque à China”. Este ultimato teria sido dado em 9 de Maio durante o diálogo Estratégico China-EUA e nas conversas econômicas em Washington, onde a delegação chinesa foi liderada pelo viceprimeiro ministro Wang Qishan e pelo conselheiro de Estado Dai Bingguo.1

As advertências chinesas são implicitamente apoiadas pelos mísseis nucleares da nação, incluindo uma estimativa de 66 mísseis balísticos intercontinentais, alguns capazes de atacar os Estados Unidos , mais 118 mísseis de alcance intermediário, 36 submarinos lançadores de mísseis e numerosos sistemas de curto alcance.

O apoio da China é visto por observadores regionais como criticamente importante para o Paquistão, que de outro modo é apanhado entre as pinças dos EUA e da Índia: “Se a pressão dos EUA e da Índia continuar, o Paquistão pode dizer que ”a China está atrás de nós. Não pense que estamos isolados, temos uma potencial superpotência conosco’”, afirmou Talat Masood, um analista político e general paquistanês aposentado, à AFP.2

O ultimato chinês veio durante a visita do primeiro-ministro Paquistanês Gilani, em Pequim, durante o qual o governo anfitrião anunciou a transferência imediata e sem custos de 50 caças em “estado-de-arte” JF-17 ao Paquistão.3

Antes de partir, Gilani sublinhou a importância da aliança do Paquistão com a China, proclamando: “Estamos orgulhosos de ter a China como nosso melhor e mais confiável amigo . E a China terá sempre o Paquistão de pé a seu lado em todos os momentos …. Quando falamos desta amizade como sendo mais alta que os Himalaias e mais profunda que os oceanos, ela capta realmente a essência da nossa relação”.4 Estas observações foram lamentadas pelos porta-vozes dos EUA, incluindo o senador republicano Risch, de Idaho.

A crise latente estratégica entre os Estados Unidos e o Paquistão explodiu em toda a força em 1 de Maio, com a invasão unilateral e sem autorização do comando Americano acusado de ter matado o fantomatico Osama bin Laden num edifício em Abottabad, em flagrante violação da soberania nacional do Paquistão. O calendário destas operação de cosmética militar concebida para inflamar as tensões entre os dois países não tinha nada a ver com uma alegada Guerra Global ao Terror, e tudo a ver com a visita no final de Março ao Paquistão do príncipe Bandar, chefe do Conselho de Segurança Nacional da Arábia Saudita.

Essa visita resultou numa aliança de fato entre Islamabad e Riad, com o Paquistão a prometer tropas para derrubar qualquer revolução colorida (Nota 1 do tradutor) apoiada pelos EUA no reino, enquanto estende a proteção nuclear para os sauditas, tornando-os menos vulneráveis às ameaças de extorsão por parte dos EUA de abandonar a monarquia rica em petróleo à mercê da simpatia do Teerã. Uma decisão conjunta por parte do Paquistão e da Arábia Saudita para sair fora do império dos EUA, independentemente do que pensamos destes regimes, representaria um golpe fatal para o decadente império dos EUA no sul da Ásia.

Em relação às afirmações dos EUA sobre o suposto ataque de 1 de Maio a Bin Laden, são uma massa de contradições desesperadas que mudam de dia para dia. É melhor deixar a análise desta história para críticos literários e escritores de crítica teatral. O único fato sólido e incontestável que emerge é que o Paquistão é o principal alvo dos EUA – o que intensifica a política anti-Paquistão dos EUA, que está em vigor desde o infame discurso de Obama em Dezembro 2009 em West Point.

Gilani: Retaliação com força total para defender os bens estratégicos do Paquistão

O aviso chinês a Washington veio no decurso da afirmação de Gilani, ao Parlamento do Paquistão, em que declara: “Que ninguém retire conclusões erradas. Qualquer ataque contra alvos estratégicos do Paquistão, às claras ou dissimulado, encontrará resposta à altura ….O Paquistão reserva o direito de retaliar com toda a força. Ninguém deve subestimar a determinação e a capacidade da nossa nação e das forças armadas para defender nossa pátria sagrada “.5 Um aviso de retaliação em plena força vindo de uma potência nuclear como o Paquistão tem de ser levado a sério, mesmo pelos agressores endurecidos do regime Obama.

Os ativos estratégicos de que Gilani fala são as forças nucleares do Paquistão, a chave do país para a estratégia de dissuasão contra uma possível agressão pela Índia, instigada por Washington, no âmbito do acordo de cooperação nuclear EUA-Índia. As forças dos EUA no Afeganistão não têm sido capazes de esconder seu vasto plano para tentar capturar ou destruir as bombas e ogivas nucleares do Paquistão De acordo com uma reportagem de 2009 da Fox News: “Os Estados Unidos têm um plano detalhado para se infiltrarem no Paquistão e defenderem o seu arsenal móvel de ogivas nucleares se o país estiver prestes a cair sob o controle dos Talibãs, Al Qaeda e outros extremistas islâmicos. “Esse plano foi desenvolvido pelo general Stanley McChrystal, quando liderou o Comando de Operações Especiais Conjuntas dos EUA em Fort Bragg, Carolina do Norte (Joint Special Operations Command) . JSOC, a força, reportadamente envolvida na operação de Bin Laden, é composta pelo Exército Delta Force, os SEALs da Marinha e “uma unidade de informação de alta tecnologia especial conhecida como Task Force Orange”. Unidades de pequena dimensão poderão controlar [mísseis nucleares do Paquistão], desativá-los, e depois recolocá-los em local seguro “, afirmou uma fonte citada pela Fox.6

Obama já aprovou o ataque furtivo às armas nucleares do Paquistão

De acordo com o London Sunday Express, Obama já aprovou uma agressiva ação ao longo destas linhas: “as tropas dos EUA serão colocadas no Paquistão, caso as instalações nucleares do país fiquem sob ameaça de  terroristas para vingar a morte de Osama Bin Laden … O plano, que seria ativado sem o consentimento do Presidente Zardari, provocou uma furiosa reação nos oficiais do Paquistão … Barack Obama ordenaria tropas lançarem- se de pára-quedas para proteger lugares de mísseis nucleares chave.

Estas tropas incluem a base da força aérea de Sargodha HQ, local de aviões de combate F-16 com capacidades nucleares e pelo menos 80 mísseis balísticos. De acordo com um oficial dos EUA,” O plano já tem luz verde e o presidente já mostrou que está disposto a colocar tropas no Paquistão se achar que é importante para a segurança nacional “.7

A extrema tensão sobre este assunto destaca o risco diplomática e a incalculável loucura do ataque unilateral de Obama no 1º de Maio, que poderia facilmente ter sido interpretado pelos paquistaneses como o ataque há muito aguardado sobre suas forças nucleares. Segundo o New York Times, Obama sabia muito bem que estava a provocar guerra de tiros imediata com o Paquistão, e “insistiu que a força de assalto para a captura de sama bin Laden na semana passada fosse grande o suficiente para lutar caso o seu caminho para fora do Paquistão fosse confrontado por oficiais de polícia local hostil e tropas “.

China desafia os Estados Unidos no Oceano Índico

China está pronta para desafiar os EUA no Oceano Índico. E não vai ser feita sem a participação do Paquistão. Lembre-se que após uma determinada ação militar no Paquistão Abbotabad, declarada pelos americanos como a eliminação de bin Laden, Washington tem muito tensas as relações não só com a Islamabad, mas também com Pequim.

Além disso, o iniciador desta escalada são em grande parte os próprios Estados Unidos. Lembre-se que os americanos de repente tem dúvidas quanto às razões pelas quais Bin Laden supostamente está sem medo, com o conforto e quase sob a proteção de policiais vivia em uma mansão luxuosa em padrões paquistaneses. Se a relação entre o número um terrorista e Islamabad confirmou, perante a punição severa do Paquistão.

Por sua vez, isso tem causado irritação do último. O lado paquistanês pediu mais uma vez os EUA para impedir ataques a seu território drones, resultando na morte de centenas de civis. Desde 14 de maio, o parlamento paquistanês exigiu que os EUA parar com estes ataques e ameaçou cortar o suprimento de outro modo as tropas da Otan no Afeganistão.

O tiroteio já começou

O tiroteio entre as forças dos EUA e do Paquistão intensificou-se na terça-feira 17 de Maio, quando um helicóptero da OTAN EUA violou o espaço aéreo paquistanês no Waziristão. As forças paquistanesas mostraram elevado estado de alerta, e abriram fogo de imediato, com o helicóptero dos EUA a ripostar. Dois soldados num posto fronteiriço paquistanês na fronteira na área de Datta Khel foram feridos.8

A possível retaliação para esta incursão fronteiriça veio em Peshawar na sexta-feira, 20 de Maio, quando um carro-bomba visou aparentemente como alvo um comboio de dois veículos do consulado dos EUA , mas não causou mortes ou ferimentos em americanos. Um espectador paquistanês foi morto e vários feridos. Noutra guerra de inteligência , a televisão Ary One informou o nome do chefe da estação da CIA em Islamabad, o segundo espião de topo residente dos EUA que teve o seu paradeiro revelado em menos de seis meses.

O enviado dos EUA, Grossman, rejeita os apelos paquistaneses para pôr termo às violações fronteiriças.

O Representante Especial dos EUA para o Afeganistão e Paquistão, Marc Grossman, substituto de Richard olbrooke, em 19 de Maio arrogantemente rejeitou os apelos paquistaneses para que se garanta que operações unilaterais ao estilo Abottabad não mais seriam efectuadas no Pakistan.9 Ao recusar-se a oferecer essas garantias, Grossman alegou que oficiais paquistaneses nunca haviam exigido o respeito pela sua fronteira nos anos mais recentes.10

No meio desta crise estratégica, a Índia avançou com manobras militares programadas para provocar o Paquistão. Este é o “Vijayee Bhava” (Sejamos Vitóriosos) , exercício realizado no deserto de Thar do norte do Rajastão. Este exercício Blitzkrieg atômico-biológico-químico envolve os “Second Armored Corps ,” considerado o mais crucial das três formações de ataque principal do Exército indiano encarregado de cortar o Paquistão virtualmente em dois durante uma guerra total”11.

A Nação: O Contragangue Pseudo-Talibã CIA-RAW-Mossad (Nota 2 do tradutor)

Uma maneira de fornecer a provocação necessária para justificar um ataque EUA/Índia ao Paquistão seria através de um aumento das ações terroristas atribuíveis aos chamados talibãs. Segundo a mídia paquistanesa, a CIA, a Mossad, o RAW Hindu (Ala de Pesquisa e Análise) criaram sua própria versão dos talibãs, sob a forma de um countragangue terrorista que eles controlam e dirigem. De acordo com um relato, agentes da “Central Intelligence Agency (CIA) infiltraram-se nas redes Talibã e da Al-Qaeda, e criaram a sua própria força Tehrik-e-Talibã Paquistão (TTP), a fim de desestabilizar o Paquistão.”

O ex-comandante da Região do Punjab do Inter-Service Intelligence (ISI) paquistanês, o brigadeiro-general aposentado Aslam Ghuman, comentou: “Durante a minha visita aos EUA, percebi que a agência de espionagem
israelita Mossad, em conivência com a RAW agência indiana, sob a supervisão direta da CIA, planejaram a desestabilização do Paquistão a qualquer custo”.12 Foi esta countragangue a responsável por dois atentados na semana passada no Waziristão, que matou 80 policias paramilitares?

De acordo com a mesma fonte, a inteligência Russa “revelou que o contratante da CIA Raymond Davis e sua rede providenciaram agentes da Al-Qaeda com armas químicas nucleares e biológicas, para que as instalações
dos EUA possam ser atingidas e o Paquistão ser culpado …”. Davis, um veterano da JSOC , foi preso pelo assassinato de dois agentes do ISI, mas, em seguida, libertado pelo Governo paquistanês após uma choradeira por parte do Departamento de Estado.

CIA afirma o novo patrão da Al Qaeda vive no Waziristão(ataque feito dia 06/06/11 pelos EUA)

Se os EUA precisarem de um novo pretexto para invasões adicionais, será fácil citar a alegada presença no Waziristão do Saif al-Adel, agora citado pela CIA como provável sucessor de Bin Laden como chefe da Al Qaeda.13 É sem dúvida conveniente para as intenções agressivas de Obama que se possa alegar que Saif al-Adel está a residir próximo do que é agora a mais quente fronteira em todo o mundo, e não em Finsbury ou Flatbush.

Na sequência da incursão não autorizada de 1 Maio pelos EUA, o chefe militar paquistanês Geral Kayani tinha emitido o seu próprio aviso de que semelhante “desventuras” não poderiam ser repetidas, enquanto anunciava que o pessoal dos EUA dentro do Paquistão seria drasticamente reduzido.

Na estimativa de uma fonte do ISI, há atualmente cerca de 7.000 agentes da CIA no país, muitos deles desconhecidos do governo paquistanês. A partilha de informações entre EUA-Paquistão, foi reportadamente reduzida. Em resposta às reações de Kayani, a operação de propaganda da CIA conhecida como Wikileaks mais uma vez mostrou sua verdadeira natureza ao tentar desacreditar o comandante do Paquistão, com duvidosos relatórios de embaixadas americanas em como ele havia pedido mais ataques de drones Predator (Nota 3 do tradutor) , e não menos, nos últimos anos.

Especialmente após o discurso de Obama em West Point, a CIA tem usado ataques de drone Predator para massacrar civis com o objetivo de fomentar uma guerra civil dentro do Paquistão, levando a uma desintegração do país ao longo das linhas étnicas do Punjab, Sind, Baluquistão, e Pushtunistão. O objetivo geopolítico é o de destruir o potencial do Paquistão para ser o corredor energético entre o Irã e a China. Selig Harrison surgiu como um defensor nos EUA para a secessão do Baluquistão.

Desde 1 de Maio, foram reportados seis ataques de drones Predator dos EUA que massacraram cerca de 42 civis paquistaneses, incitando a opinião pública a um frenesi de ódio anti-americano. Em resposta, uma sessão conjunta do parlamento paquistanês aprovou por unanimidade em 14 de Maio o exigir do fim dos ataques com mísseis americanos, apelando ao Governo para cortar a linha de abastecimento da OTAN para o Afeganistão se os ataques continuarem.14 Uma vez que a linha de abastecimento de Karachi para Khyber fornece tanto quanto dois terços dos bens necessários pelos invasores do Afeganistão, tal corte causaria o caos entre as forças da NATO. Tudo isto aponta para a loucura inerente de provocar guerra com o país no qual a sua linha de abastecimentos passa.

EUA quer usar o chefe talibã Mullah Omar contra o Paquistão

O Departamento de Estado retirou todas as condições prévias para negociar com os talibãs desde Fevereiro, e os EUA são agora reportados pelo Washington Post como negociando com emissários do mulá Omar, o líder
zarolho lendário do Quetta Shura ou conselho dirigente dos Talibã. É evidente que os EUA estão a oferecer uma aliança aos talibãs contra o Paquistão. O enviado regional dos EUA Grossman é hostil aos paquistaneses, mas quando se trata dos Talibãs, tem sido apelidado de “Sr. Reconciliação”.15 Por outro lado, diz-se que os EUA estão determinados a assassinar o líder da rede Haqqani usando um ataque do tipo Bin Laden. Os paquistaneses estão igualmente determinados a manter Haqqani como um aliado.

Se a China está por trás do Paquistão, então pode dizer-se que a Rússia está por trás da China. Ansioso pela próxima reunião de 15 de junho da Organização de Cooperação de Xangai, o presidente chinês Hu elogiou as relações sino-russas como estando ” num ponto alto sem precedentes”, com um “ingrediente estratégico evidente.” Numa conferência de imprensa esta semana, o presidente russo Medvedev foi obrigado a reconhecer indirectamente que o tão apregoada “renovação” de Obama com a Rússia produziu poucos resultados, já que o programa de mísseis dos EUA ABM na Romênia e no resto da Europa de Leste está obviamente dirigido contra a Rússia, significando que o tratado START é de duvidoso valor, aumentando assim o espectro de uma “nova Guerra Fria”. Dada a agressão da NATO contra a Líbia, não haveria nenhuma resolução da ONU contra a Síria, disse Medvedev. Putin esteve sempre certo, e Medvedev está tentando imitar Putin para salvar alguma chance de permanecer no poder.

Estamos em julho de 1914?

A crise que levou à Primeira Guerra Mundial começou com os assassinatos de Sarajevo de 28 de junho de 1914, mas a primeira grande declaração de guerra não ocorreu até 1 de Agosto. No mês intercalar de Julho de 1914, grande parte da opinião pública europeia recuou para um transe de sonho, de uma idílica e Holywoodesca ilusão elegíaca, mesmo quando a crise mortal ganhou momento . Algo semelhante pode ser visto hoje.

Muitos americanos imaginam afectuosamente que a suposta morte de Bin Laden assinala o fim da guerra contra o terrorismo e a guerra no Afeganistão. Em vez disso, a operação Bin Laden deu início claramente a uma nova emergência estratégica. Forças que se opunham à guerra do Iraque, da MSNBC a muitos liberais de esquerda do movimento de paz, apoiam de modo variado a agressão sangrenta de Obama na Líbia, ou mesmo celebrando-o como um senhor da guerra mais eficaz do que Bush-Cheney, por causa de seu suposto sucesso à custa de Bin Laden.

Na verdade, se alguma vez houve um tempo para nos mobilizar para parar uma guerra nova e mais vasta, é agora.

Nota 1 tradutor– revolução colorida é uma revolução falsa promovida por  serviços secretos a fim de desestabilizar a região.

Nota 2 tradutor-– RAW: “Research an Analysis Wing” são os serviçoes de inteligência da Índia e a Mossad de Israel.

Nota 3 tradutor– Drones são Veículos Aéreos não Tripulados (VANT). Um desses veículos é chamado de Predator.

Referências:

1 http://economictimes.indiatimes.com/news/politics/nation/china-asks-us-to-respect-paks-sovereignty-independence/articleshow/8454577.cms

2 “China-Pakistan alliance strengthened post bin Laden,” AFP, May 15, 2011, http://www.sundaytimes.lk/index.php/analysis/7546-chinapakistan-alliance-strengthened-post-bin-laden

3 http://www.nytimes.com/2011/05/20/world/asia/20pakistan.html?_r=3

4 http://www.upi.com/Top_News/World-News/2011/05/08/Gilani-China-best-most-trusted-friend/UPI-96101304911435/

5 http://www.nypost.com/p/news/international/pakistani_pm_regrets_unilateral_GAOWNTpBXGJaJtwzWaZu0K?CMP=OTC-rss&FEEDNAME=

6 Rowan Scarborough,”U.S. Has Plan to Secure Pakistan Nukes if Country Falls to Taliban, Fox News, May 14, 2009.

7 “US ‘To Protect Pakistan,” London Sunday Express, May 15, 2011, http://www.express.co.uk/posts/view/246717/US-to-protect-Pakistan

8 http://www.reuters.com/article/2011/05/17/us-pakistan-natoidUSTRE74G0PS20110517

9 “US refuses to assure it will not act unilaterally,” http://thenews.jang.com.pk/NewsDetail.aspx?ID=15758

10 “No US assurance on unilateral ops,” http://nation.com.pk/pakistannews-newspaper-daily-english-online/Politics/20-May-2011/NoUS-assurance-on-unilateral-ops

11 http://www.pravda.ru/world/asia/fareast/27-05-2011/1078495-gvadar-0/

Cometa Elenin: Possibilidades de tragédias na terra. Entenda por quê

Posted in Crise, Tragédias by Blog Juízo Final on 05/06/2011

Descoberto em 10 de dezembro de 2010 pelo astrônomo russo Leonid Elenin, o objeto C/2010 X1 Elenin é um cometa com período orbital de aproximadamente 11.500 anos e foi visto pela primeira vez através de um dos telescópios robóticos do International Scientific Optical Network, instalado no Novo México, EUA.

Quando foi descoberto, Elenin apresentava magnitude aparente de 19.5, cerca de 150 mil vezes menos brilhante que o limiar de 6.5 da visão humana, lembrando que quanto maior a magnitude, menor o brilho de um objeto. De acordo com o descobridor Leonid Elenin, seu núcleo tem entre 3 e 4 quilômetros de largura.

Apesar da elevada magnitude (pouco brilho) do dia do descobrimento, sua intensidade luminosa se elevará à medida que se aproxima da Terra e do Sol. Segundo as estimativas, Elenin atingirá a magnitude 4  em outubro de 2011, quando passará a 34 milhões de quilômetros do nosso planeta, sendo facilmente visível sem ajuda de instrumentos. Antes disso, porém, o cometa poderá ser visto bem antes, desde que o observador possua um pequeno binóculo ou telescópio.

De acordo com a Rede de Astronomia Observacional REA-Brasil, os parâmetros fotométricos sugerem que Elenin poderá ser mais brilhante e deverá alcançar a magnitude 3.5 em setembro de 2011. Se os dados forem confirmados, já a partir de julho o cometa atingirá a magnitude 10 e será visto na constelação de Leão, logo após o anoitecer.

À medida que se aproxima, o cometa aumentará rapidamente de intensidade luminosa e em agosto brilhará na 8ª magnitude, entre as constelações de Virgem e Leão.

Em 4 de setembro Elenin atingirá o periélio, o ponto de maior aproximação com o Sol, quando então seu brilho será de magnitude 3.5. Alguns dias depois, entre 12 e 15 de setembro, o objeto poderá ser visto cruzando as lentes do instrumento Lasco C3, a bordo do telescópio espacial Soho.

É importante lembrar que os cometas são muito imprevisíveis e podem apresentar comportamentos bastante bizarros à medida que se aproximam do Sol. Entre os fenômenos já observados está o outburst, quando repentinamente se rompem e produzem inúmeros fragmentos brilhantes. Além disso, devido à pressão do vento solar a cauda cometária também pode variar muito de tamanho.

Grandes possibilidades de tragédias

A aproximação máxima entre o Elenin e a Terra ocorrerá no mês de outubro. No dia 17 de outubro, O Elenin estará a 0.232 A.U da Terra, considerando como 1 AU a distância aproximada entre a Terra e o Sol.

Tivemos acesso a um material muito interessante, o qual afirma que, toda vez que o Elenin se alinha com a Terra e o Sol, ocorrem grandes sismos em nosso planeta. A princípio, quando lemos essa informação, suspeitamos da veracidade dela, porém, acessando o próprio simulador da NASA, vimos que o estudo é bem procedente. O simulador da trajetória do cometa Elenin pode ser encontrado no seguinte endereço: http://ssd.jpl.nasa.gov/sbdb.cgi?sstr=elenin;orb=1;cov=0;log=0;cad=0#orb

Os perigos dos alinhamentos

Agora vejam a sequência de alinhamentos do cometa Elenin com o Sol e a Terra, comparem com os fenômenos sísmicos que têm ocorrido e decidam se é simples coincidência ou se esse corpo celeste, de alguma forma que ainda não é compreendida em profundidade pela ciência, está contribuindo para gerar grandes tremores na Terra.

1] No dia 27 de fevereiro de 2010 houve um alinhamento entre o Elenin, o Sol e a Terra. Naquele dia ocorreu um terremoto de 8,8º no Chile, gerando, inclusive, um tsunami no Pacífico. Segundo dados da própria NASA, naquele dia o Elenin estava a uma distância de 6.03 AU da Terra.

2] No dia 3 de setembro de 2010, o Elenin se alinhou com o Sol e Terra a uma distância de 6.26 A.U. da Terra. Naquele dia, houve um terremoto de magnitude 7,1º na cidade de Christ Church (Nova Zelândia).

3] No dia 11 de março de 2011 houve o grande terremoto no Japão, com tsunami. Daquele mesmo dia até do dia 15 de março de 2011, o Elenin apresentou um alinhamento com o Sol e a Terra a uma distância aproximada de 2.14 AU da Terra.

Então, vale a pena ficar atento. Os próximos alinhamentos previstos, desta vez a distâncias muito menores, posto que o Elenin se encontra cada vez mais próximo da Terra e alcançará sua proximidade máxima em outubro, são:

1] Entre 25/09/11 a 28/09/11. Nesse (s) dia (s), o cometa Elenin faz um alinhamento com a Terra e o Sol a uma distância de aproximadamente 0.367 AU de nosso planeta. Curiosamente, Mercúrio também fica alinhado nestas datas.

Nota: Agora imagina, será a menor distância da Terra, se nos aliamentos anteriores houve estes sismos de alta manigtude, imagine a distância aproximadamente de 0.367 AU, se isto não for uma coincidência, podemos esperar algo de grave nestes dias.

2] Entre os dias 22/11/11 e 24/11/11 a uma distância de 0.6 AU da Terra.

Atividades sísmicas

Mesmo que cometa Elenin só tenha sido descoberto em Dezembro de 2010, pelo astrônomo amador russo, Leonid Elenin, sua passagem pelo sistema solar pode ser rastreada de volta quando entrou no sistema solar por um software de rastreamento em órbita, que é o JPL da NASA. Algo notável foi encontrado por um cientista da terra bósnia que acompanhou a passagem orbital do Elenin quando em sua volta em 2006.

O Dr Mensur Omerbashich descobriu que o Elenin, estava alinhado com a Terra e com outros planetas, quando os grandes sismos começaram a acontecer. Em um artigo publicado num arquivo de cunho científico, ele apresenta os alinhamentos mais significativos do Elenin e alega que estejam ligados diretamente as atividades sísmicas na Terra.

A descoberta notável, pelo Dr. Omerbashich sugere que o Elenin é algo muito grande, com uma enorme massa e campo gravitacional capaz de influenciar os acontecimentos sísmicos na Terra a uma distância muito longa que remonta o ano de 2006. O tamanho e a massa do Elenin poderia ser ainda tão grande como uma estrela anã marrom por estar se aproximando do interior do sistema solar. Em 1983, o Washington Post e o New York Times publicou artigos sobre um grande e misterioso planeta X, que poderia ser uma anã marrom, que fazia parte do nosso sistema solar.

Não estamos afirmando nada. Apenas destacando que esses dados são interessantes e merecem ser estudados e lembrando que a trajetória do Elenin, exposta às variáveis cósmicas, pode sofrer modificações também.

A profecia bíblica fala claramente de “sinais do céu” nos últimos tempos e de grandes comoções cósmicas. Vale a pena ficarmos atentos ao que está ocorrendo lá fora

Para observar o cometa Elenin, tudo que você precisará será de um pequeno binóculo ou telescópio, além de um campo de visão desobstruído na direção do quadrante oeste, ou seja, do lado que o Sol se põe. Como explicado, a partir de julho o cometa já poderá ser visto ainda que com pouco brilho, que aumentará lentamente até setembro.

Referências: http://www.apolo11.com/cometa_73p.php?titulo=Binoculos_e_telescopios_a_postos._Vem_ai_o_cometa_Elenin!&posic=dat_20110406-105919.inc

http://celiosiqueira.blogspot.com/2011/06/o-evento-e-o-cometa-elenin-ficcao-ou.html

http://www.projetoomega.com/home.htm

Bomba: Será que Lula reassume o cargo da presidência antes do esperado?

Posted in Crise, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 01/06/2011

CCJ do Senado aprova proposta que impede vice de suceder presidente

Pelo projeto, vice-presidente só poderá ser substituto. Em caso de vacância do cargo teria de se convocar nova eleição.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (3) uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que não permite mais ao vice-presidente suceder o presidente em caso de vacância de cargo.

Pela proposta, o vice seria apenas o substituto temporário do titular. Na impossibilidade da volta do presidente, seriam convocadas novas eleições. O projeto precisa ser votado ainda duas vezes no plenário do Senado antes de ir para a Câmara.

Pelas regras atuais, o vice sucede o presidente no caso de morte, de impeachment ou de doença gravíssima do titular, completando assim o seu mandato.

O projeto altera dois artigos da Constituição e permite ao vice apenas substituir o titular. Em todos os casos mencionados (morte, impeachment, doença gravíssima) seria necessário convocar novas eleições para presidente em 90 dias. Caso a vacância aconteça nos dois últimos anos de mandato, a eleição, de acordo com a proposta, seria realizada em 30 dias e de forma indireta, pelo Congresso Nacional.

O relator da PEC, Demóstenes Torres (DEM-GO), afirma que a intenção é garantir o maior tempo possível do exercício do cargo por um presidente eleito. “A intenção é essa mesma, é para enfraquecer mesmo o vice e para ter sempre um presidente eleito”.

Se a proposta estivesse em vigor, Itamar Franco (PPS-MG), por exemplo, não teria sucedido Fernando Collor (PTB-AL) após o impeachment em 1992. Demóstenes Torres reconheceu que, se a proposta virar lei, um possível prejudicado seria Michel Temer (PMDB), vice eleito na chapa de Dilma Rousseff (PT).

O projeto prevê ainda que a nova regra vigore também para os deputados federais, determinando que um suplente não pode suceder o titular. No caso do Senado, Demóstenes Torres afirma que outra PEC já aprovada na comissão determina também nova eleição para evitar que o suplente suceda o senador.

No artigo O estado de saúde da Dilma Rousseff, Michel Temer assumirá? mostra a preocupação com a saúde da presidente Dilma Rousseff, em 2009 ela foi acometida por um câncer linfático, diagnosticado e tratado. Segundo os médicos a doença foi curada e desde então nenhum evidência desde mal em  suas deficiências imunológicas.

Lula candidato perfeito do PT

Então fica a pergunta, por que os senadores  em Novembro de 2010 aprovaram esta PEC e não fizeram isto anteriormente? Esta PEC ainda terá que ser votado ainda duas vezes no plenário antes de ir para câmera, lembrando.

Será que um partido quer a perpetuação no poder aqui no Brasil? Por que se analisarmos qual seria o candidato natural caso a presidente Dilma Rousseff se ausente do cargo? Certamente seria o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, pois estaria habilitado para concorrer a esta nova eleição, já que a mesma antes de dois anos de mandato, seria pelo voto popular.

O texto elaborado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, evidencia o caminho para o regime totalitário. A verdade é que o PT não quer dividir o poder com ninguém, ele quer mudar o sistema, para que o mesmo se torne um instrumento do partido, hoje o PT quer ser colocar acima do estado.

Saúde da presidente Dilma Rousseff

Nos últimos dias, ÉPOCA teve acesso a relatos médicos, a exames e à lista de medicamentos que ela toma. Durante o tratamento da pneumonia, eram 28 remédios diariamente – entre drogas alopáticas, suplementos vitamínicos prescritos em tratamentos ortomoleculares e cápsulas que Dilma consome por conta própria, algumas pouco ortodoxas, como cartilagem de tubarão (leia a lista completa abaixo). Procurada por ÉPOCA, Dilma pediu ao Hospital Sírio-Libanês que emitisse um boletim exclusivo sobre sua condição de saúde. “Do ponto de vista médico, neste momento a Sra. Presidenta apresenta ótimo estado de saude”, afirma o boletim.

 Referências: http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/11/ccj-do-senado-aprova-proposta-que-impede-vice-de-suceder-presidente.html