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Crise Mundial: Crise Sistêmica Global paralisará Washington a partir de Novembro de 2010


[GEAB] Primavera de 2011: Bem-vindo ao United States of Austerity: Rumo ao grande descalabro do sistema econômico e financeiro mundial.

Como antecipado pelo LEAP/E2020 em Fevereiro último, no GEAB nº 42, o segundo trimestre de 2010 é bem caracterizado por um agravamento brutal da crise assinalado pelo fim da ilusão da retomada que foi alimentada pelos dirigentes ocidentais [1] e pelos milhões de milhões engolidos pelos bancos e planos econômicos de “estímulo” sem eficácia duradoura. Os próximos meses vão revelar uma realidade simples mas particularmente dolorosa: a economia ocidental e, em particular, a dos Estados Unidos [2] , nunca saiu verdadeiramente da recessão [3] . Os sobressaltos estatísticos registados desde o Verão de 2009 não foram senão as consequências passageiras de uma injeção maciça de liquidez num sistema tornado fundamentalmente insolvente, tal como o consumidor americano [4] . No cerne da crise sistêmica global desde a sua origem, os Estados Unidos vão portanto demonstrar nos próximos meses que estão novamente em vias de arrastar as economias e as finanças mundiais para o “coração das trevas” [5] pois não chegaram a sair desta “Muito Grande Depressão estado-unidense” [6] . Assim, no momento da saída dos sobressaltos políticos das eleições americanas de Novembro próximo, sobre o pano de fundo de taxas de crescimento tornadas negativas, o mundo vai ter de enfrentar a “Muito Grande Avaria” do sistema econômico e financeiro mundial fundado há mais de 60 anos sobre a necessidade absoluta de a economia americana jamais se encontrar em recessão duradoura. Ora, o primeiro semestre de 2011 vai impor à economia americana uma cura de austeridade sem precedentes, mergulhando o planeta num novo caos financeiro, monetário, econômico e social [7] .

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Neste número do GEAB a nossa equipe antecipa para os próximos meses diferentes aspectos desta nova evolução da crise, nomeadamente a natureza do processo de austeridade imposto que vai afectar os Estados Unidos, a evolução do par infernal “inflação/deflação”, a evolução real do PNB dos EUA, a estratégia dos bancos centrais, as consequências diretas para a Ásia e a Eurolândia. Apresentamos, como todos os meses, nossas recomendações estratégicas e operacionais. E excepcionalmente este número do GEAB apresenta um extracto do novo livro de Franck Biancheri, “Crise mondiale: En route pour le monde d’après – France, Europe et Monde dans la décennie 2010-2020”, cuja versão francesa sairá a 7 de Outubro próxima pelas Editions Anticipolis.

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Neste comunicado público nº 47 do GEAB, optamos por apresentar um extracto da antecipação respeitante à próxima austeridade que será imposta aos Estados Unidos a partir da Primavera de 2011: “Welcome to the United States of Austerity”.

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Os próximos trimestre vão ser particularmente perigosos para o sistema econômico e financeiro mundial. O patrão do Fed, Ben Bernanke, fez igualmente passar a mensagem tão diplomaticamente quanto possível aquando da recente reunião dos banqueiros centrais mundiais em Jackson Hole, no Wyoming: Apesar de a política de relançamento da economia americana ter fracassado, que seja o resto do mundo a continuar a financiar em perda os défices estado-unidenses e espera que num dado momento esta aposta venha a ser compensadora pois terá evitado um afundamento do sistema global, ou seja, os Estados Unidos vão monetizar a sua dívida e transformar em moeda de macacos o conjunto dos dólares e Títulos do Tesouro dos EUA possuídos pelo resto do planeta. Tal como toda potência acuada, os Estados Unidos doravante são obrigados a juntar a ameaça à pressão para poderem obter o que querem. Há apenas pouco mais de um ano, os dirigentes e responsáveis financeiros do resto do mundo dispuseram-se voluntariamente a “recolocar a flutuar o navio USA”. Hoje contudo as coisas mudaram muito pois a bela garantia de Washington (tanto a do Fed como a da administração Obama) verificou-se não ser senão pura arrogância fundamentada sobre a pretensão de ter compreendido a natureza da crise e a ilusão de possuir os meios de dominá-la. Ora, o crescimento americano evapora-se trimestre após trimestre [8] e tornar-se-á negativo a partir do fim de 2010, o desemprego não para de crescer a estabilidade dos números oficiais e a saída em seis meses de mais de dois milhões de americanos do mercado do emprego (para o LEAP/E2020, o número real do desemprego doravante é de pelo menos 20%) [9] , o mercado imobiliário americano continua deprimido a níveis historicamente baixos e vai retomar a sua queda a partir do 4º trimestre de 2010; enfim, como se pode facilmente imaginar nestas condições, o consumidor estadunidense permanece e permanecerá ausente por longo tempo uma vez que a sua insolvência perdura e mesmo se agrava [10] pois um americano em cada cinco não tem trabalho.

Por trás destas considerações estatísticas escondem-se duas realidades que vão modificar radicalmente a paisagem política, econômica e social americana e mundial dos próximos trimestres à medida que emergirem na consciência colectiva.

A cólera popular vai paralisar Washington a partir de Novembro de 2010

Em primeiro lugar, há uma realidade popular muito sombria, uma verdadeira viagem “ao coração das trevas”, que é a de dezenas de milhões de americanos (cerca de 60 milhões dependem agora de selos de alimentação) que doravante não têm mais emprego, nem casa, nem poupanças e que se perguntam como vão sobreviver nos próximos anos [11] . Jovens [12] , reformados, negros, operários, empregados administrativos [13] , … eles constituem esta massa de cidadãos em cólera que em Novembro próximo se vai exprimir brutalmente e mergulhar Washington num impasse político trágico. Apoiantes do movimento “Tea-Party” [14] , novos secessionistas [15] , … eles querem “partir a máquina washingtoniana” (e por extensão a da Wall Street) sem entretanto ter propostas realizáveis para resolver a multidão de problemas do país [16] . Assim, as eleições de Novembro de 2010 vão ser a primeira ocasião para esta “América que sofre” exprimir-se sobre a crise e suas consequências. E, recuperados ou não pelos republicanos ou pelos extremos, estes votos vão contribuir para paralisar ainda mais a administração Obama e o Congresso (que provavelmente oscilará para o lado republicano), não fazendo senão afundar o país num imobilismo trágico no momento em que todos os indicadores passam novamente para o vermelho. Esta expressão da cólera popular vai igualmente entrar em choque a partir de Dezembro com a publicação do relatório da comissão sobre o défice estabelecido pelo presidente Obama, que automaticamente vai colocar a questão dos défices no cerne do debate público do princípio de 2011 [17] .

A título de exemplo, já se pode ver uma expressão bem particular desta cólera popular contra a Wall Street no facto de que os americanos desertaram da bolsa [18] . A cada mês, são sempre mais os “pequenos acionistas” que deixam a Wall Street e os mercados financeiros [19] deixando hoje mais de 70% das transações nas mãos das grandes instituições e outros “high frequency traders” . Se se recorda a imagem tradicional de que a bolsa seria o tempo moderno do capitalismo, assiste-se então a um fenômeno de perda de fé que poderia ser comparável ao desgosto com grandes manifestações populares que o sistema comunista experimentou antes da sua queda.

A Reserva Federal agora sabe que é impotente

Finalmente, há uma realidade financeira e monetária trágica pois aqueles que são os atores têm consciência da sua situação pouco invejável: a Reserva Federal dos EUA doravante sabe que é impotente. Apesar das ações excepcionais (taxa de juro zero, facilidade quantitativa, apoio maciço ao mercado dos empréstimos imobiliários, apoios maciços aos bancos, multiplicação por três do seu balanço, …) que ela executou a partir de Setembro de 2008, a economia dos EUA não rearranca. Os dirigentes do Fed descobrem que não são senão um componente de um sistema, ainda que sejam um componente central, e que nada podem contra um problema que afeta a própria natureza do sistema, no caso, o sistema financeiro americano, concebido desde 1945 como o núcleo solvente do sistema financeiro mundial. Ora, o consumidor estado-unidense está agora insolvente [20] , ele que no decorrer dos últimos trinta anos se tornou progressivamente o ator econômico central deste núcleo financeiro (com mais de 70% do crescimento dos EUA dependente do consumo das famílias). Foi sobre esta insolvência das famílias estadunidenses [21] que se romperam as tentativas do Fed. Habituados ao virtualismo e portanto à possibilidade de manipular os acontecimentos, os processos e as dinâmicas, os banqueiros centrais americanos acreditaram que podiam “enganar” as famílias, dar-lhes novamente a ilusão da riqueza e levá-los a assim relançar o consumo e atrás do mesmo toda a máquina econômica e financeira dos Estados Unidos. Até o Verão de 2010, eles não acreditaram na natureza sistêmica da crise, ou então não compreenderam que ela gerava problemas fora do alcance dos instrumentos de um banco central por muito poderoso que ele fosse. Foi só no decorrer das últimas semanas que tiveram de constar uma dupla evidência: as suas políticas fracassaram e eles já não têm nem armas nem munições. Daí o tom particularmente deprimido das discussões durante a reunião dos bancos centrais em Jackson Hole, daí a ausência de consenso sobre as próximas ações, daí os debates infindáveis sobre a natureza dos perigos a enfrentar nos próximos meses (inflação ou deflação, por exemplo, quando os instrumentos internos do sistema utilizados para medir as consequências econômica destas tendências já não são sequer pertinentes como analisamos neste GEAB nº 47 [22] , daí as oposições cada vez mais violentas entre defensores de um relançamento do crescimento pelo endividamento e adeptos da redução dos défices, … e finalmente daí o discurso cheio de ameaças veladas de Ben Bernanke aos seus colegas banqueiros centrais. Em termos alambicados, ele fez passar a seguinte mensagem: “vamos tentar tudo e não importa o que para evitar um afundamento econômico e financeiro, e os senhores vão continuar a financiar este “tudo e não importa o que”, do contrário deixa-se a inflação à solta e assim se desvaloriza o dólar enquanto os Títulos do Tesouro dos EUA já não valerão grande coisa” [23] . Quando um banqueiro central se exprime como um vulgar extorsor de fundos, isso significa que há perigo na casa [24] .

A reação dos grandes bancos centrais mundiais será revelada nos próximos dois trimestres. O BCE já fez compreender que pensava que uma política de estímulo através de uma alta dos défices estado-unidenses seria suicidária para os Estados Unidos. Já a China, sempre declarando que nada faria para precipitar as coisas, passa o seu tempo a vender activos US para comprar ativos japoneses (o nível histórico da paridade Yen/Dólar reflete este processo). Quanto ao Japão, doravante ele está constrangido a alinhar-se simultaneamente com Washington e Pequim … o que provavelmente vai neutralizar toda a sua política em matérias financeira monetária. O Fed, tal como o governo federal, vão descobrir nos próximos trimestres que quando os Estados Unidos não são mais sinônimos de lucros sumarentos e/ou de potência partilhada, sua capacidade de convencer seus parceiros declina rápida e fortemente, sobretudo quando estes últimos põem em dúvida a pertinência das políticas escolhidas [25] .

As consequências destas duas realidades que pouco a pouco se impõem à consciência colectiva americana e mundial podem concretizar-se, para a equipe do LEAP/E2020, pela entrada dos Estados Unidos, na Primavera de 2011, numa era de austeridade sem precedentes uma vez que o país se tornou o núcleo do sistema econômico e financeiro mundial. Bloqueios políticos federais num fundo de exaustão eleitoral de Washington e da Wall Street, forte dependência do financiamento federal para o conjunto da economia estado-unidense e impotência do Fed num fundo de reticências internacionais crescentes para financiar os défices dos EUA vão conjugar-se para precipitar o país na austeridade. Uma austeridade que além disso já começou a afetar drasticamente pelo menos 20% da população e que influi diretamente sobre pelo menos um americano em cada dois, com a preocupação da entrada nas fileiras dos sem abrigo, dos sem trabalho e outros desempregados de longa duração. Para estas dezenas de milhões de americanos, a austeridade já está presente e chama-se pauperização duradoura. O que se vai jogar daqui até à Primavera de 2011 é sobretudo a transposição no discurso oficial, nas políticas orçamentais e na consciência internacional de que os Estados Unidos já não são “the land of plenty”, mas “the land of few”. E para além das opções políticas internas, esta também a descoberta de um nova limitação para o país: os Estados Unidos já não têm os meios para um novo relançamento [26] . Ao invés de um arrastamento multi-decenal numa situação à japonesa, numerosos decisores serão tentados pela terapia de choque… esta mesma terapia que, com o FMI, os Estados Unidos recomendaram aos países da América Latina, aos países asiáticos e à Europa do Leste.

Isto normalmente constitui uma boa razão para as agências de classificação, sempre prontas a verem a palha no olho da maior parte dos países do planeta, ameaçarem dos Estados Unidos com uma forte degradação da sua nota se não puserem em execução rapidamente um vasto plano de austeridade. Mas de qualquer maneira, para o LEAP/E2020, devido às condições internas e externas para o país, anteriormente apresentadas, é certamente na Primavera de 2011 que os Estados Unidos têm um encontro com a austeridade: um encontro que lhes imporá o resto do mundo se eles ficaram paralisados politicamente.

Daqui até lá, é provável que o Fed venha a tentar uma nova série de medidas “não convencionais” (expressão técnica significando “tentativas desesperadas”) para tentar evitar lá chegar pois, nesta etapa, só uma coisa é certa quanto às consequências da entrada dos Estados Unidos num vasto programa de austeridade: isto será o caos nos mercados financeiros e monetários habituados desde há décadas exatamente ao contrário, ou seja, o esbanjamento americano; e um choque econômico e social interno sem equivalente desde os anos 1930 [27] .

Fonte: Diário Liberdade

Notas:

(1) Quanto a isso, no GEAB nº 48 de Outubro próximo a nossa equipe traçará como todos os anos a sua carta de riscos-país e perspectivas econômicas para 2011. O que já é certo para nos investigadores é que o fim de 2010 será marcado por uma forte revisão em baixa de todas as previsões atuais (inclusive das perspectivas já reduzidas dos Estados Unidos). Fonte: Reuters, 09/09/2010

(2) Fontes: Bloomberg, 20/07/2010; Oftwominds, 15/07/2010; New York Times, 09/08/2010; CNBC, 12/08/2010.

(3) O gráfico abaixo ilustra como o crescimento já está em vias de afundar. O índice de crescimento CMI mostrou-se um dos indicadores avançados mais fiáveis para antecipar a evolução do PNB dos EUA. Ora, 92% dos americanos consideram que o país ainda está em recessão. Fonte: GlobalEconomicAnalysisBlogspot, 09/09/2010

(4) Assim como descrevia a nossa equipe no GEAB nº 9 de Novembro de 2006.

(5) Para retomar o título evocativo do excelente romance de Joseph Conrad o qual inspirou Francis Ford Coppola no seu filme Apocalypse Now.

(6) Como o LEAP/E2020 denominou a crise econômica americana desde Abril de 2007, no GEAB nº 14.

(7) Além disso, sem chegar a integrar esta antecipação na sua análise, mesmo os peritos da OCDE previnem que o crescimento mundial vai sofrer uma travagem brusca daqui até o fim de 2010. Fonte: Marketwatch, 09/09/2010

(8) O índice Wells Fargo/Gallup das PME americanas continua a cair mês após mês. Fonte: Gallup, 02/08/2010

(9) Mesmo a Wall Street continua a programar despedimentos maciços para os próximos meses. Fonte: Bloomberg, 07/09/2010

(10) Mesmo os altos rendimentos agora são afetados pelo problema dos arrestos imobiliários. Fonte: USAToday, 29/07/2010

(11) Para esclarecer esta situação social terrível, pode ser útil ler o relatório conjunto FMI/OIT iniciado pelo governo norueguês sobre “Os desafios do crescimento, do emprego e da coesão social” no contexto da crise atual. Fonte: OsloConference, 22/07/2010

(12) Um indicador muito eloquente mostra o preço que as jovens gerações americanas pagam por causa da crise. O número de empregos de Verão, elemento tradicional central da autonomia dos jovens americanos para o ano seguinte, caiu ao seu mais baixo nível desde 1948. Fonte: USAToday, 03/09/2010

(13) Estas imagens dos cortes drásticos no número de polícias em Auckland são emblemáticas do que se passa em todo o país em termos de serviços públicos. Fonte: DailyMotion

(14) A este respeito, o jornal USAToday de 16/08/2010 realizou uma muito interessante galeria de retratos de apoiantes do movimento “Tea-Party”.

(15) Ver GEAB n°45

(16) O êxito da manifestação dos “tea-partisans” em Washington a 28/08/2010, organizado por Glenn Beck é um exemplo flagrante. Fonte: Washington Post, 29/08/2010

(17) Fonte: New York Times, 31/08/2010

(18) Bolsas que estagnam ou baixam desde há vários trimestres apesar das tentativas ininterruptas das autoridades financeiras para tentar restaurar o seu brilho… e que se aproximam de um novo choque violento, ligado ao “presságio do Hindenburgo” ou à antecipação das condições económicas e financeiras mundiais. Fonte: Telegraph, 27/08/2010

(19) Fonte: New York Times, 22/08/2010

(20) Mesmo quando chegar a reencontrar um emprego, é um emprego geralmente menos bem pago que o anterior. Fonte: CNBC, 01/09/2010

(21) Assim o processo dos arrestos imobiliários traduz um fenômeno formidável de baixa do valor dos activos das famílias americanas. Fonte: Foxnews, 23/08/2010

(22) Se a perspectiva da deflação foi o que oficialmente “estragou o ambiente” da reunião dos banqueiros centrais em Jackson Hole no fim de Agosto de 2010, são de facto as dúvidas crescentes sobre a capacidade do Fed para escolher e por em acção medidas apropriadas para relançar a economia dos EUA que torna tão nervoso o pequeno mundo dos banqueiros centrais. Fontes: CNNMoney, 31/08/2010; Financial Times, 10/09/2010

(23) Há que notar a respeito que diante da reticência crescente do resto do mundo em comprar os Títulos do Tesouro dos EUA e de Government Sponsored Enterprises (GSE), o Fed não só começou a comprá-los ele próprio oficial (ou mais discretamente através dos seus “primary dealers”) como também começou a organizar a venda maciça da dívida federal aos próprios operadores econômicos americanos. Deve com efeito parecer-lhe mais fácil gerir a espoliação de várias dezenas de milhões de cidadãos mais ou menos ignorantes das subtilezas e financeiras do que a de grandes atores estratégicos como a China, o Japão e os países petrolíferos do Golfo, … (ver gráfico no GEAB nº 47).

(24) Depois de ter explicado que uma política moderadamente inflacionista fora discutida mas não estava na ordem do dia, Ben Bernanke sugeriu que se os riscos de deflação entretanto aumentassem, nesse caso a utilidade de certos métodos de intervenção poderia ser reconsiderada. Fica claro que não mais funcionar e se os outros atores globais não quiserem mais alimentar a máquina de défices dos EUA, então a monetização da dívida será executada em grande escala. Pelo menos as coisas agora são claras! Quando o LEAP/E2020 advertia que esta era a opção inevitável dos Estados Unidos na crise que se perfilava, isso parecia arrogante. Hoje, é o próprio patrão do Fed que dá esse tom. Fonte: US Federal Reserve, 27/08/2010

(25) O fracasso das gigantescas medidas de apoio ao mercado imobiliário fica bem ilustrado no gráfico abaixo.

(26) Começam-se mesmo a ouvir vozes recomendando “copiar a Europa”, como a de Jim Rogers e Doug Noland, que publicam o notável “Credit Bubble Bulletin”. Fontes: CNBC, 31/08/2010; Prudent Bear, 30/07/2010

(27) Como recorda o historiador Niall Ferguson neste artigo publicado em 29/07/2010 por The Australian, “o sol pode-se esconder muito rapidamente sobre um império quando surge a dívida”. Uma recordação histórica que não desmente o editorialista Thomam Friedman. Ainda que muito patriota, ele não desmente no New York Times de 04/09/2010 o declínio brutal da potência americana em consequência da crise econômica.

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Nova Ordem Mundial: Projeto de lei quer acabar com liberdade de expressão nos blogs

Posted in Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 21/09/2010

Projeto de Lei exige registro de blogs, seguindo o regime da Nova Ordem Mundial, que tem como objetivo cercear a liberdade de expressão no Brasil através de blogs, umas das poucas fontes de informação ainda não controladas. Uma proposta que foi apresentada no dia 14 de abril deste ano tem como objetivo cercear a liberdade de expressão no Brasil através de blogs, umas das poucas fontes de informação ainda não controladas.

Se você mantém um blog ou se simplesmente se importa com a sua liberdade de expressão e com a defesa e garantia de liberdades individuais e coletivas informe-se e faça algo a respeito antes que todos tenhamos que testemunhar o nascimento de uma nova e poderosa CENSURA.

proposta de número 7.131 de autoria do deputado federal Gerson Peres (PP-PA), foi apresentada no dia 14 de abril e pretende instaurar mecanismos de censura sob o pretexto de regulamentação.

Este ofensivo projeto de lei, que não só inclui blogs, mas também fóruns e mecanismos similares de publicação na internet (termos muito convenientemente vagos), inclui basicamente três pontos principais:

  • Comentários de blogs (e semelhantes) terão que ser previamente moderados.
  • Crimes contra honra – calúnia, injúria e difamação – advindos dos comentários de blogs serão de responsabilidade de seus editores, proprietários ou autores. Ações civis poderão ser impetradas contra o dono do blog.
  • Todos os blogs (e semelhantes) terão que ser registrados no registro.br. Este registro inclui informações tais como: Nome Completo, Endereço completo, Bairro, Cidade, Estado, CEP, Telefone (fixo, celular ou os dois), CPF e RG.

Caso o blog ou similar não estiver em conformidade com estas regras terá que pagar uma multa de R$2.000 até R$10.000 reais!!! Por exemplo, o meu blog seria multado, porque meu registro não é no registro.br, e provavelmente nunca será!

O pretexto utilizado é que os blogs e afins, por mais que tenha aumentado as possibilidades de manifestação do pensamento e liberdade de expressão, não são passíveis de responsabilização civíl e penal no caso de ocorrência de crimes contra a honra.

O que vemos aqui é um dupla armadilha. A primeira será de manter a identificação e o registro de cada um de nós blogueiros. Não haverá mais anonimato, todos os blogueiros serão conhecidos, pelo menos para o governo. A segunda é que, quando bem entenderem, poderão cancelar o registro no registro.br. Alguém ousou criticar a nova campanha de vacinação do governo? Simples, cancele seu registro, afinal, onde já se ouviu tamanha calúnia!

Em relação ao comentários anônimos, caso você não tiver habilitado moderação ou não tiver muito cuidado para não deixar passar um comentário calunioso, pessoas mal intencionadas (ou até mesmo empresas ou departamentos do governo que se sintam expostos pelo blog ou fórum) poderão simplesmente escrever algo que possa ser visto como calúnia para que o responsável seja processado de forma civil e penal.

Apesar do foco da lei ser nos comentários anônimos, no meu ver o real objetivo é identificar e registrar todos os blogueiros, além de criar burocracia e esta ameaça constante que com certeza fará com que menos pessoas se aventurem a abrir um blog.

No caso dos fóruns, esta lei irá torná-los totalmente ineficaz. Ou você terá que achar uma forma de identificar os usuários do fórum ou terá que moderar todas as mensagens. Quem irá usar um fórum assim?

Uma outra implicação serão nos blogs corporativos de jornais, ou até matérias de jornais que permitam comentários. Os veículos de mídia terão que se certificar da identidade dos autor dos comentǽrios ou arcar com a responsabilidade por processos. O resultado será que lamentavelmente irão remover quaisquer oportunidades de interação com os usuários. A internet simplesmente virará o que vemos hoje na TV, um total controle da mídia corporativa.

Não apenas seremos todos nós blogueiros identificados, dando oportunidade para retaliações e coações por parte do governo quando postarmos verdades inconvenientes, mas teremos nosso blog rapidamente retirado do ar quando bem entenderem.

De acordo com o site Terra, o projeto de lei (PL-7131/2010) tramita na Câmara em regime de urgência, e aguarda apreciação em plenário, ainda sem data definida.

Leis similares estão sendo criadas nos Estados Unidos, e não me surpreende que o Brasil está querendo ficar a frente em matéria de controle totalitário.

Por favor, passe esta mensagem adiante, ou leia esta lei e dê sua opinião.

Por gentileza repasse este texto, mobilize suas redes e vamos barrar este texto absurdo. A omissão pode trazer sérias consequências.

Clique aqui para mandar sua reclamação para o nosso nobre deputado. Seja educado mas faça valer sua opinião.

Créditos do blog: Tiles Experts e A Nova Ordem Mundial

Fontes:
Íntegra da proposta
Página de Gerson Peres na Camara
Ferramentas Blog: Projeto de lei quer responsabilizar donos de blogs por comentários “anônimos”
UOL: Projeto de lei quer regularizar os blogs brasileiros
Terra: Projeto de lei: anonimato na web pode penalizar blogueiros

Juízo Final Blog no Twitter

Posted in Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 18/09/2010

Agora também estamos no Twitter,venha nos seguir para ficar sabendo dos novos artigos do blog em tempo real.

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Portugal: Governo Orienta População para Reservas Alimentares de Emergência

Posted in 3ª Guerra Mundial, Anticristo, Crise, Fim do Euro, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 12/09/2010

 

O CNPCE – Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência, em Portugal, tem por missão assegurar o planeamento e coordenação das necessidades nacionais na área do planeamento civil de emergência, com vista a fazer face a situações de crise ou de guerra. (Lei Orgânica da Presidência do Conselho de Ministros – Decreto-Lei nº 202/2006, de 27 de Outubro, artigo 27º)

São objectivos do CNPCE:

a) Propor a Política Nacional de Planeamento Civil de Emergência (PCE);

b) Estabelecer planos e normas com vista a potenciar a resposta nacional a situações de crise e de guerra;

c) Coordenar as componentes e as capacidades não militares da Defesa Nacional e o apoio às Forças Armadas;

d) Contribuir, no âmbito do PCE, para a Gestão de Crises;

e) Promover as relações internacionais na área do PCE.

São atribuições do CNPCE:

a) Propor e coordenar a execução das políticas de Planeamento Civil de Emergência (PCE);

b) Garantir a disponibilidade dos meios e recursos que permitam cumprir os objectivos definidos no Artigo 3º, nomeadamente através da aplicação da Lei da Mobilização e Requisição;

c) Promover o levantamento e a análise e avaliação das capacidades e vulnerabilidades nacionais;

d) Orientar as entidades públicas e privadas para o reforço das capacidades nacionais através de medidas preventivas, de boas práticas e de planos que garantam uma resposta coordenada;

e) Acompanhar e preparar a resposta a situações que possam interferir com a gestão de crises na área do PCE, contribuindo para apoiar a decisão;

f) Garantir a cooperação internacional e contribuir no âmbito da OTAN, UE, ONU ou outros organismos congéneres, para a definição das políticas e doutrinas comuns de PCE;

g) Promover e ou participar nos exercícios e treinos de PCE e de gestão de crises.

Aviso do governo para os moradores

O governo está fazendo uma campanha de distribuição em locais públicos de normas e procedimentos para a estocagem de alimentos,  quando isto ocorre, é porque algo de grave está por acontecer, estes procedimentos são comuns quando uma guerra ou uma grande crise se aproxima.

Folhetos distribuídos

Quadros de cenários de crise

Como podemos ver, com certeza este programa não é em vão, nestes tempos que estamos vivendo, programas como este se tornará comum entre a população, algo está para acontecer, devemos também estar preparados para estas adversidades.

Fonte: http://www.cnpce.gov.pt/

Gripe Suína: Mortes por vacinas encobertas mundialmente

Posted in Crise, Gripe Suína, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 10/09/2010

Em 2009, o programa de vacinação em massa contra a gripe suína na Noruega causou a morte de 10 pessoas.

Segundo dados divulgados pela Agência Médica Norueguesa, a vacina Pandemrix causou 801 incidentes relatados de efeitos colaterais. As autoridades de saúde consideraram 201 destes casos como graves.

Entre outros sintomas, os pacientes experimentaram reações alérgicas severas e caimbras. Mas talvez o mais grave foram os que sofreram da síndrome de Guillain-Barré, que causa paralisia ascendente progressiva das pernas. Também pode afetar os braços e parte superior do corpo, e na pior das hipóteses pode paralisar os músculos respiratórios.

A vacina também afetou as mulheres grávidas e crianças. Houve 16 casos de abortos, morte fetal, ou natimorto. 58 crianças foram também internadas para observação devido a desmaios, febre, fadiga, perda de apetite e desidratação. Cerca de dois milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe suína no ano passado, a agência diz que está investigando todos os incidentes.

De acordo com um outro jornal O aftenposten ,a vacina causou mais mortes do que o vírus H1N1 até agora. A vacina Pandemrix é a mesma vacina da GSK distribuída no Brasil. O jornal disse que esta vacina é a mais perigosa, mas que o governo Noruegues detêm mais de 9 bilhões em ações desta empresa.

O Aftenposten diz ainda que na Suécia houve 20 mortes e 22 abortos em conexão com a vacina.

Neste vídeo Alex Jones mostra  as práticas utilizadas pela indústria farmacêutica e o seu real propósito com a vacinação em massa imposta mundialmente.

Vacinas que destroi o cérebro, nanotecnologia criando uma espécie de lobotomia, onde são suprimidos as vontades e reações do ser humano.

Referência: http://newspressrelease.wordpress.com/2010/05/26/vacinacao-h1n1-na-noruega-801-incidentes-201-casos-serios-de-reacoes-adversas-e-10-mortes-segundo-a-agencia-medica-norueguesa/

Manipulação: As 10 estratégias que são utilizadas pela mídia na população

Posted in Crise, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 03/09/2010

Todos os dias vemos nos telejornais uma série de notícias escolhidas previamente pelos redatores, diretores,  jornalistas e executivos das emissoras. Será que essas organizações irão difundir informações que prejudiquem a si mesmas ou àqueles que lhes geram renda?

Essas empresas que nos levam informação (emissoras, editoras, etc) estão geralmente em articulação com setores predeterminados. Partidos e seus políticos, outras empresas privadas, anunciantes e uma série de outros grupos coligados. Como esperar que elas possam ir à contramão dos interesses desses setores?

Pode se concluir através disso que qualquer informação divulgada é seletiva. Se chega a público é porque foi aprovada por um grupo que detém o poder de propagá-la e logicamente não a disponibilizará se ela contradisser seus projetos.

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A estratégia da distração

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto Armas silenciosas para guerras tranqüilas)”.

2- Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da gradação

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A estratégia do deferido

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- Utilizar o aspecto emocional muito mais que a reflexão

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- Manter o público na ignorância e na mediocridade

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- Estimular o público a ser complacente na mediocridade

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- Reforçar a revolta pela autoculpabilidade

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- Conhecer melhor os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Referência: http://correiodeimperatriz.com.br/site/?p=1705#