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Projeto Omega: Últimos Acontecimentos 10/12/12


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Projeto Omega: Últimos Acontecimentos 12/09/12


Projeto Omega: Últimos Acontecimentos 11/09/12


Projeto Omega: Últimos Acontecimentos 10/09/12


Projeto Omega: Últimos Acontecimentos 04/09/12

Posted in Anticristo, Crise, Crise Americana, Fim do Dólar, Irã, Nova Ordem Mundial, Projeto Omega, Tragédias by Blog Juízo Final on 05/09/2012

Crise Econômica Mundial: Nos EUA cresce diariamente o número de acampamentos dos sem-teto

Posted in Crise, Crise Americana, Fim do Dólar, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 24/02/2012

A BBC visitou nos Estados Unidos acampamentos de sem abrigo, cada vez mais numerosos desde o início da crise económica de 2008. Dados oficiais apontam para que 47 milhões de americanos vivem abaixo do limiar da pobreza e este número está a aumentar. Actualmente há 13 milhões de desempregados, três milhões a mais do que quando Barack Obama foi eleito Presidente. Algumas estimativas calculam que cerca de 5000 pessoas se viram obrigadas a viver em barracas em acampamentos.

O maior deles é Pinella Hope, na Flórida, região conhecida por abrigar a Disney World. Uma entidade católica organiza o local e oferece alguns serviços aos residentes, como máquinas de lavar roupa, telefones e computadores. Muitos acampamentos são organizados, fazem reuniões e são distribuídas tarefas comunitárias. Para alguns, com poucas perspectivas de arranjar trabalho, as barracas são uma condição de habitação semi permanente.

Várias pessoas tinham vidas confortáveis típicas da classe média,  mas agora deitam-se em travesseiros com tanto mofo quanto os seus cobertores, num Inverno rigoroso em que as temperaturas baixam a muitos graus negativos. ” Esfregamos literalmente o nosso rosto no mofo, todas as noites na hora de dormir.”  diz Alana, uma residente do acampamento à equipa de BBC. Enquanto que uma criança diz no vídeo: “A minha mãe comeu ratos”.

Dados oficiais revelam que cerca de 47 milhões de norte-americanos vivem abaixo da linha pobreza e que este número só vem crescendo.

Hoje os EUA tem 13 milhões de desempregados, em cifras oficiais, mas o governo faz várias manobras nessa contabilização, não considerando, por exemplo, as pessoas que não procuraram emprego no último mês, aqueles que têm emprego de meio período, emprego sem carteira assinada, jovens que nunca tiveram emprego ou quem desistiu de procura-lo. Se levarmos em consideração essas outras condições, esse número pode facilmente dobrar. 46 milhões de pessoas vivem do vale-refeição do governo nos EUA.

A violência não para de aumentar. Na cidade de Chicago, por exemplo, em 2008, morreram mais pessoas nas ruas que na guerra do Iraque. Até o dia 2 de agosto de 2011, a polícia de Chicago tinha matado mais pessoas que no ano de 2010, e 86% desses mortos eram negros. Segundo relatório da ONU de 2008, a violência policial e, em particular, a discriminação racial e étnica na conduta policial (racial profiling) é “preocupante” e uma das principais violações dos direitos humanos nos EUA. Há 32 vitimas de homicídios por dia por arma de fogo.

A crise social nos EUA tem como causa fundamental o aprofundamento da crise capitalista e a política do governo, dominado pelos especuladores financeiros, de manter as suas taxas de lucros a qualquer custo. Os repasses de recursos desde o colapso de 2008 somam mais de US$ 25 trilhões considerando todos os vários programas legais e ilegais.

O nível de endividamento do governo norte-americano, que soma mais de US$ 15 trilhões, e da sociedade como um todo, para sustentar esse punhado de parasitas que domina o mundo, absorve todos os recursos para sustentar o verdadeiro casino em que foi transformado o mundo à custas da gigantesca espoliação dos recursos naturais e humanos.

 Referências:  http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=35039

http://marecinza.blogspot.com/2012/02/pais-que-era-o-mais-rico-do-mundo-eua.html

Crise Econômica Mundial: Entenda o que acontece com os EUA

Posted in Crise, Crise Americana, Fim do Dólar, Fim do Euro, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 15/10/2011

Entenda o porquê os EUA estão passando por esta crise financeira, que reflete no mundo inteiro, como foi arquitetado desde o princípio o domínio sobre o povo na forma de escravizá-lo.

O sonho americano é um filme de 30 minutos de animação que mostra como você foi enganado pelos elementos mais básicos do nosso sistema de governo. Todos os americanos se esforçam para o sonho americano, e esse filme mostra por que seu sonho está ficando cada vez mais longe.

Você sabe como o dinheiro é criado? Ou como funciona a banca? Por que disparam os preços da habitação e, em seguida, despencam? Você realmente sabe o que o Federal Reserve System e como ele afecta você todos os dias?

O SONHO AMERICANO tem um olhar divertido, mas difícil de bater com a forma como os problemas que temos hoje não são nada novos, e por que os líderes durante toda a nossa história tem nos alertado e lutado contra o actual modelo de sistema financeiro que temos na América hoje. Você será desafiado a investigar algumas instituições muito arraigada e poderosa neste país, e espero encorajados a ajudar o nosso país de volta nos trilhos.

Pr. Eduardo Paulo Gomes

Referência: Apocalipse Total

Crise Econômica Mundial: Notícias em Tempo Real

Posted in Crise, Crise Americana, Fim do Dólar, Fim do Euro, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 08/08/2011

Custo contra calote na França, Itália e Bélgica fecha em máxima recorde

10 de agosto de 2011 | 13h17

Bianca Pinto Lima

Os swaps de default de crédito (CDS) de Itália, França e Bélgica fecharam em níveis recordes, segundo a Markit. O CDS de cinco anos da Itália avançou para 392 pontos-base, acima do recorde de fechamento anterior, de 385 pontos-base, atingido no último dia 6.As bolsas europeias fecharam o dia em forte baixa, com o temor de rebaixamento da nota da França e o tombo das ações de bancos.

O CDS da França fechou em 176 pontos-base, 15 pontos-base acima do recorde anterior, registrado ontem. Já o CDS da Bélgica fechou em 279 pontos-base, sendo que o recorde anterior era de 253 pontos-base, observado no dia 10 de janeiro deste ano.

Segundo a Markit, o índice iTraxx SovX Western Europe fechou acima de 300 pontos-base, o que não acontecia desde 19 de julho.As informações são da Dow Jones.

(Álvaro Campos, da Agência Estado)

Bolsas europeias caem com temor de rebaixamento da França

10 de agosto de 2011 | 12h58

Bianca Pinto Lima

As principais bolsas europeias encerram o dia em forte baixa, infuenciadas pelo tombo das ações de bancos e pelos rumores de que a França pode ser o próximo país a ter sua nota de dívida rebaixada. A Bolsa de Paris caiu 5,5%, Frankfurt recuou 5,13%, Londres perdeu 3,05% e Milão despencou 6,65% nesta quarta-feira, 10. O mercado de ações francês foi impactado pelo desempenho do banco Société Générale, que recuou 14,9%. Em Madri, o recuo de 5,5% também refletiu o tombo do setor bancário – o Santander caiu 8,3%.

O Ministério de Finanças da França disse que a especulação de que o país está prestes a perder seu rating AAA é “totalmente infundada”. “As três agências (de classificação de risco) confirmaram que não existe risco de rebaixamento do rating francês, e esses rumores são completamente infundados”, disse um assessor do ministro François Baroin à Dow Jones.

O Société Generale respondeu à forte queda nas suas ações, negando uma série de especulações de que sua força financeira estaria em risco. “Nós negamos categoricamente todos os rumores do mercado”, afirmou um porta-voz após os papéis do banco caírem mais de 20% na Bolsa de Paris.

(Com Agência Estado e Dow Jones)

Société Generale nega rumores sobre problemas financeiros

10 de agosto de 2011 | 12h43

Bianca Pinto Lima

O banco francês Société Generale respondeu nesta quarta-feira, 10, à forte queda nas suas ações, negando uma série de especulações de que sua força financeira estaria em risco. “Nós negamos categoricamente todos os rumores do mercado”, afirmou um porta-voz após os papéis do banco caírem mais de 20% na Bolsa de Paris.

Às 12h30 (de Brasília), as ações do Société Generale recuavam 15,70%. Traders atribuem a retração aos renovados temores sobre a exposição do banco à dívida da Grécia e os receios de que a França pode perder seu rating soberano AAA. As informações são da Dow Jones.

(Álvaro Campos, da Agência Estado)

Bolsa de Paris cai 5,15%; ministro nega rebaixamento

10 de agosto de 2011 | 12h18

Bianca Pinto Lima

O Ministério de Finanças da França disse nesta quarta-feira, 10, que a especulação de que o país está prestes a perder seu rating AAA é “totalmente infundada”. “As três agências (de classificação de risco) confirmaram que não existe risco de rebaixamento do rating francês, e esses rumores são completamente infundados”, disse um assessor do ministro François Baroin à Dow Jones. Às 12h05 (de Brasília), a Bolsa de Paris operava em queda de 5,15%. As ações do banco Société Generale recuavam 15,70%.

A Bolsa de Paris fechou em forte queda na terça-feira, puxada pelas ações de bancos, enquanto o custo para assegurar a dívida soberana da França contra default subiu para uma máxima intraday recorde. O swap de default de crédito (CDS) de cinco anos aumentou 10 pontos-base, para 171 pontos-base. Um aumento de um ponto-base no custo do CDS de cinco anos equivale a uma elevação de US$ 1 mil no custo anual para proteger uma dívida de US$ 10 milhões por cinco anos. As informações são da Dow Jones.

(Álvaro Campos, da Agência Estado)

O Ouro Subindo… subindo…. ultrapassa a casa dos US$ 1.780,00

 

 

Euro cai abaixo de US$ 1,4210 de agosto de 2011 | 11h54

Bianca Pinto Lima

As preocupações com uma piora da crise de dívida europeia prejudicam o euro nesta manhã. A moeda caiu para abaixo de US$ 1,42 junto com as bolsas, que servem como medidor do apetite por risco dos investidores. Às 11h25 (de Brasília), o euro operava a US$ 1,4177, de US$ 1,4373 no fim da tarde de ontem.

Uma liquidação de ações de bancos franceses chamou a atenção para as especulações de que a crise pode afetar a segunda maior economia da zona do euro, enquanto líderes europeus ainda tentam isolar a Itália e a Espanha dos problemas. As informações são da Dow Jones.

(Danielle Chaves, da Agência Estado)

Ações de bancos na Europa despencam e arrastam as bolsas

10 de agosto de 2011 | 11h40

Bianca Pinto Lima

As ações de bancos operam em forte queda nessa quarta-feira, 10, e arrastam as bolsas europeias. Às 11h30 (de Brasília), Londres cai 3,13%, Frankfurt desaba 5,68% e Paris recua 3,93%.

Cresce o temor sobre o grau de exposição das instituições financeiras em títulos da dívida de países com problemas financeiros, principalmente a Grécia.

A capacidade de pagamento da França também é colocada em dúvida por investidores. As três principais agências de classificação de risco, a Moody’s, S&P e Fitch, reiteraram a nota francesa, com perspectiva estável. Mas, depois que os Estados Unidos foram rebaixados, a desconfiança é crescente também em relação à Europa.
Agências reiteram nota da França; Europa cai

10 de agosto de 2011 | 11h06

Bianca Pinto Lima

Em meio ao nervosismo do mercado sobre um possível rebaixamento do rating AAA da França, as três principais agências de classificação de risco, a Moody’s, S&P e Fitch, reiteraram a nota francesa, com perspectiva estável.

Mesmo assim, o mercado de ações francês opera em queda de 3,42% às 10h58 (de Brasília), puxado pelos bancos franceses. Pouco depois, os papéis do Société Générale despencavam 20% na Bolsa de Paris.

Os demais índices europeus também registram perdas no mesmo horário. O FTSE, de Londres, cai 1,31%, e o DAX, de Frankfurt, perde 2,79%. Milão recua 4,11% e Madri registra baixa de 1,77%. Por aqui, o Ibovespa perde 0,87%.

A Fitch havia reiterado o rating soberano da França no dia 31 de maio, enquanto a S&P afirmou sua posição em 23 de dezembro. A Moody’s não reitera ratings de crédito. Os comentários foram feitos em meio a especulações sobre um possível rebaixamento do país. As informações são da Dow Jones.
(Com Danielle Chaves e Regina Cardeal, da Agência Estado)

Atualizado às 11h05

NY acentua queda; Bovespa cai mais de 1%

10 de agosto de 2011 | 10h48

Bianca Pinto Lima

Os principais índices da Bolsa de Nova York acentuam a queda nesta quarta-feira, 10. Às 10h33, o Dow Jones recuava 2,12%, o Nasdaq caía 2,49% e a S&P 500 perdia 1,83%.

Pouco depois, às 10h41, o Ibovespa apresentava queda de 1,19%. Na terça-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte alta, de 5,10%, após o Federal Reserve (banco central dos EUA) ter anunciado a manutenção da taxa básica de juros.

Bolsas europeias revertem alta; NY deve abrir em queda

10 de agosto de 2011 | 10h06

Bianca Pinto Lima

As bolsas europeias inverteram a tendência de alta verificada no começo do dia. Às 10h (de Brasília), Paris recua 1,89%, puxada principalmente pela queda das ações de bancos. Frankfurt opera em baixa de 0,76%. Em Milão, a baixa chega a 2,96%. Madri perde 1,81% e Londres, 0,24%.

Em Nova York, as operações de mercado futuro recuam – Nasdaq cai 1,77% e S&P 500, 1,57%.

Bovespa abre em queda à espera de Nova York

10 de agosto de 2011 | 10h05

Yolanda Fordelone

Apesar do clima menos pessimista na Europa durante o início da manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo segue tendência contrária e abriu o pregão desta quarta-feira em queda. Na abertura, o Ibovespa registrava baixa de 0,23%, a 51.033 pontos.

Ontem, a Bovespa registrou forte alta, de 5,10%, após o Federal Reserve (banco central dos EUA) ter anunciado a manutenção da taxa básica de juros. Em agosto, a queda do Ibovespa já ultrapassa os 13%.

Especialistas acreditam que a Bolsa ficará sem uma tendência definida até a abertura de Nova York, às 11 horas. Os índices futuros nos EUA indicam que as bolsas terão um dia de queda.

Analistas ainda avaliam a decisão do Fed de ontem e ainda dividem opiniões. Alguns destacaram o tom pessimista sobre o crescimento dos EUA. “O comunicado (do Fed) pinta um quadro sombrio da economia dos EUA, observando que os riscos de baixa para a perspectiva econômica aumentaram e que o crescimento até agora neste ano tem sido consideravelmente menor do que o esperado”, comentaram analistas da Dolmen Securities mais cedo.

(Com Agência Estado)

Bolsa da França opera em queda, na contramão das bolsas europeias

10 de agosto de 2011 | 9h45

Bianca Pinto Lima

Na contramão das bolsas europeias, que operam em alta, o mercado de ações francês registra queda de 0,35%, às 9h28 (de Brasília). As ações de bancos do país puxam a tendência negativa. O motivo é o programa de troca de títulos (swap) da Grécia, que poderá envolver vencimentos acima de 2020, como era o anteriormente previsto. Como os bancos da França financiam governo e empresas da Grécia, sentirão o impacto da decisão.

As ações das instituições financeiras também são prejudicadas pelo custo maior do seguro contra eventual calote da França para além do recorde de fechamento atingido ontem. As ações do BNP Paribas caíam 3,2% e as do Société Générale recuavam 4%. Os papéis do Natixis cediam 1,96% e os do Credit Agricole perdiam 2,4%.

Para tentar amenizar o pessimismo com as condições financeiras do país, o presidente francês, Nicolas Srkozy, convocou uma reunião de emergência e decidiu que serão necessárias novas medidas para garantir o equilíbrio das contas. Sarkozy, que interrompeu suas férias para tratar da crise, tenta evitar que a nota de crédito da França seja rebaixadada, assim como aconteceu com os Estados Unidos.

(Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

Austrália e Coreia do Sul pedem ação coordenada do G20 contra crise

9 de agosto de 2011 | 2h09

Bianca Ribeiro

A turbulência que vem varrendo os mercados financeiros e a economia mundial vai exigir uma resposta global e coordenada, disseram autoridades da Austrália e da Coreia do Sul. O ministro de Finanças da Austrália, Wayne Swan, disse que os membros do G-20 precisam considerar a ação coletiva para amenizar a crise emergente, enquanto os mercados ao redor do mundo continuam a despencar depois que a Standard & Poor’s reduziu o rating de longo prazo dos EUA.

“Para se chegar a uma restauração do crescimento global, haverá necessidade de uma discussão entre os países-membros do G-20″, afirmou Swan. Suas declarações foram seguidas pelas do ministro de Finanças da Coreia do Sul, Bahk Jae-wan, que enfatizou a necessidade de cooperação global para restabelecer a confiança dos mercados. “Nenhum país individual pode responder adequadamente e por si mesmo a este choque no mercado financeiro”, afirmou. “Dada nossa condição de economia pequena e aberta, precisamos fortalecer a colaboração com outros países”, disse Jae-wan.

No Brasil, o diretor de assuntos internacionais e de regulação do sistema financeiro do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, afirmou após participar de teleconferência com diretores de bancos centrais de outros países do G-20 que “há uma disposição para pensar sobre medidas coordenadas”.

As declarações são fortes indícios de que tanto a Austrália como a Coreia do Sul querem que o G-20 retome a abordagem que adotou quando tirou o mundo da crise financeira de 2008. Elas também se seguem a um comunicado divulgado pelo G-20 nesta segunda-feira, quando o grupo afirmou que trabalharia para atingir um crescimento forte, equilibrado e sustentável. As informações são da Dow Jones.

(Hélio Barboza, da Agência Estado)

Bolsa de Seul tem queda de 7,5%

9 de agosto de 2011 | 0h55

Bianca Ribeiro

Depois de interromper o pregão momentaneamente, a Bolsa de Seul opera agora em baixa de 7,54%. As demais bolsas asiáticas seguem em perdas, refletindo os temores dos investidores de uma nova recessão nos Estados Unidos.

Inflação na China sobe, mas BC está de mãos atadas

9 de agosto de 2011 | 0h20

Bianca Ribeiro

A inflação na China teve uma aceleração inesperada em julho, fazendo crescerem as preocupações de que o país possa não ser capaz de afrouxar sua política monetária para reagir ao enfraquecimento do crescimento da economia global. O índice de preços ao consumidor subiu 6,5% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado; é a maior alta em mais de três anos. A elevação veio acima do esperado pelos economistas.

BC do Japão vai usar recursos da intervenção para garantir liquidez

8 de agosto de 2011 | 23h27

Bianca Ribeiro

Sayuri Shirai, integrante do Comitê de Política Monetária do banco central Japão (BoJ), disse estar “muito preocupada” com o vigor do iene e afirmou que o BoJ vai usar os recursos que injetou no sistema financeiro em sua recente intervenção no mercado de moedas para implementar um afrouxamento monetário.

“Estou muito preocupada com o vigor excessivo do iene. Vamos continuar a suprir ampla liquidez para o mercado financeiro, tirando vantagem dos recursos da intervenção”, disse Shirai durante audiência do Comitê de Assuntos Financeiros e Fiscais do Senado japonês. As informações são da Dow Jones.

(Renato Martins, da Agência Estado)

Bolsa de Hong Kong abre em queda de 7,4%; Seul cai 8,6%

8 de agosto de 2011 | 23h12

Bianca Ribeiro

A Bolsa de Hong Kong abriu em queda forte, acompanhando os mercados globais. Às 22h39 (de Brasília), o índice Hang
Seng caía 7,4%, para 18.969 pontos, nível mais baixo desde 20 de julho de 2009, e todas as 46 componentes do índice estavam em baixa. O Hang Seng já havia caído 4,3% na sexta-feira e 2,2% na segunda-feira, depois de a Standard & Poor’s rebaixar o rating de crédito dos EUA.

Em Seul, o índice Kospi opera em queda de 8,6%, o nível mais baixo desde agosto de 2010. Mais cedo, a Bolsa de Seul chegou a suspender temporariamente as operações programadas pelo segundo dia consecutivo.

Analistas disseram que o mercado de Hong Kong deverá ter grande volatilidade ao longo de toda a semana, em meio às preocupações quanto à dívida dos EUA e aos temores quanto a uma recessão global. “O mercado está em pânico, mas no momento eu tenho mais ordens de compra do que de venda”, observou Jackson Wong, da Tanrich Securities.

Para Castor Pang, chefe de pesquisa da Cor Pacific-Yamaichi, os investidores estarão atentos a declarações do presidente do Federal Reserve norte-americano, Ben Bernanke, ao fim da reunião do Fed nesta terça. “De Bernanke, os investidores querem medidas específicas, e não sinais sobre medidas”, acrescentou. As informações são da Dow Jones.

(Renato Martins, da Agência Estado)

Bolsas da Austrália e Nova Zelândia abrem com fortes perdas

Sydney (Austrália), 9 ago (EFE).- As bolsas de valores da Nova Zelândia e Austrália abriram de novo nesta terça-feira com fortes perdas após a queda em Wall Street como resposta ao rebaixamento de qualificação da dívida soberana dos Estados Unidos.

No início das negociações na Austrália, o índice S&P/ASX 200 desabou 157,8 pontos (3,96%) até os 3.828,3 inteiros enquanto o índice dos All Ordinaries retrocedeu 169 pontos (4,2%) até as 3.887,7 unidades, o nível mais baixo desde julho de 2009.

As únicas cinco empresas que obtiveram lucro foram as mineiras de ouro que se beneficiaram pelo preço do metal que estava cotado nesta manhã em US$ 1.724 a onça.

Enquanto isso, a moeda australiana estava cotada nesta terça-feira a US$ 101,50, dois centavos abaixo de sua cotação do fechamento da segunda-feira.

Na Nova Zelândia, a bolsa registrou seu terceiro dia de perdas e o índice NZX-50 caiu 94,27 pontos (3%) até os 3.091,18 inteiros, após cair cerca de 3% desde sexta-feira passada.

Bolsa de Hong Kong: Hang Seng abre em queda de 6,05%

Pequim, 9 ago (EFE).- O índice principal da Bolsa de Valores de Hong Kong, o Hang Seng, abriu a sessão desta terça-feira em queda de 6,05%, aos 19.209,7 pontos.

LEILA COIMBRA
DO RIO

Petrobras e a Vale, as duas principais empresas que compõem o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), perderam, juntas, R$ 42,6 bilhões do seu valor de mercado nesta segunda-feira. O cálculo é da consultoria Economática, feito a pedido da Folha.

Em um dia de pânico, as ações da Petrobras caíram 7,77%, o que representou uma perda de R$ 21,8 bilhões no valor da empresa. Os papéis da Vale recuaram 9,4%, ou R$ 20,8 bilhões a menos no valor de mercado da companhia. A Bovespa teve hoje sua maior desvalorização desde outubro de 2008: caiu 8,08%.

O pessimismo com relação aos preços das commodities em um possível cenário de recessão nos países ricos contribuiu para que os papéis das duas principais exportadoras brasileiras caíssem tanto.

A cotação do petróleo recuou mais de 6% em Nova York, chegando a seu nível mais baixo desde novembro, o que contribuiu para que as ações da petrolífera nacional caíssem tanto.

Preocupados com uma possível desaceleração mundial, os investidores também demonstraram desânimo com relação às commodities metálicas, o que afetou a Vale. Há dúvidas de que a China sozinha consiga manter aquecida da demanda mundial sobre o minério de ferro, principal produto exportado pela mineradora brasileira.

Podemos lidar com guerra cambial e falta de crédito, diz Mantega

Reuters 08/08/2011 20:10

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta segunda-feira que, se houver um agravamento na guerra cambial, o Brasil terá de tomar mais medidas para impedir que a economia brasileira seja “atacada”. Além disso, ele afirmou que o governo tem como fornecer crédito ao mercado interno caso as fontes externas sequem.

“Temos reservas fiscal e monetária muito maiores do que tínhamos (na crise de 2008), então, um ataque cambial não vai haver aqui”, disse Mantega a jornalistas após participar de reunião de coordenação com presidente Dilma Rousseff. “Já temos alguns instrumentos para controlar o câmbio se houver algun exagero…nós vamos atuar nos derivativos com mais força, como já estamos começando a atuar.”

“Se faltar crédito para o comércio internacional, nós vamos usar as reservas (internacionais). Se faltar crédito no mercado interno, nós temos os bancos privados e públicos”, disse, acrescentando que se os Estados Unidos decidirem fazer outro programa de “quatitative easing”, seria ruim para o Brasil.

O ministro reconheceu que o Brasil não está imune à crise internacional e que haverá consequências, mas salientou que o país está melhor preparado.

” O Brasil está preparado, mas não está imune… E aí nós temos de estar prontos para reagir e não deixar que a economia brasileira seja afetada”, afirmou o ministro.

Força-tarefa para acalmar mercados

Mantega disse ainda que os mercados perderam a confiança na recuperação na economia mundial e que há avaliações de que ela poderia até mesmo caminhar para uma recessão. O ministro criticou ainda os líderes europeus pela demora na resolução de seus problemas fiscais internos.

Segundo o ministro, apesar do rebaixamento do rating dos Estados Unidos pela Standard & Poor’s, de “AAA” para “AA+” na sexta-feira, os mercados continuam fugindo para a segurança financeira, o que explica a forte queda da bolsa brasileira nesta tarde . Ou seja, para os títulos públicos norte-americanos, conhecidos como Treasuries.

“Confio na solidez da moeda norte-americana. É claro que eles têm de resolver vários problemas. O principal é a recuperação econômica”, afirmou ele.

Os comentários de Mantega foram os últimos de uma espécie de força-tarefa do governo para acalmar os mercados nesta segunda-feira. No início da tarde, a presidente Dilma Rousseff garantiu que o país tem reservas fortes, bancos robustos e um mercado interno forte, condições importantes para enfrentar a crise.

Em entrevista à Reuters, o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, também fez coro ao afirmar que descartava uma disparada do dólar e um aperto no crédito como ocorreu em 2008.

Já o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Coporativos do BC, Luiz Awazu Pereira, disse a jornalistas que o governo está tratando a turbulência internacional com “sangue frio”.

(Reportagem de Hugo Bachega)

Após “segunda-feira negra”, Bolsa de Tóquio abre e opera em queda 4,07%

Depois de um dia de turbulência nos mercados financeiros do mundo todo, as bolsas asiáticas ensaiam uma nova queda nesta terça-feira (9, segunda à noite no Brasil).

O índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, abriu em baixa de 2,08%, aos 8.908,31 pontos e, após os primeiros 45 minutos, já perdia 4,07%, cedendo ao pânico que na segunda-feira tomou os mercados de todo o mundo.

No pregão anterior, o indicador caiu 2,2% e terminou aos 9.097,56 pontos, o seu menor nível desde 17 de março. Na sexta-feira (5), a bolsa japonesa também se desvalorizou (-3,72%).

Em Seul, o índice Kospi abriu a terça-feira com perdas de 3,29%, a 1.807,88 pontos, e atingiu recuo de 5% no início dos negócios.

Em Sidney, a bolsa abriu em queda de 2%, mas já perdia 5% após uma hora de pregão.

A Bolsa de Hong Kong foi arrastada pela tendência e minutos após a abertura já recuava 6,05%, com o índice Hang Seng baixando 1.239,93 pontos, a 20.250 unidades.

O mercado asiático ainda repercute o rebaixamento da nota da dívida soberana dos Estados Unidos pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s. A decisão agravou o temor por uma nova recessão global.

 (Com agências internacionais.)

Cotação do ouro chega a casa dos US$ 1.720,00 e ultrapassa a cotação da Platina

Brasil está preparado, mas não imune, diz Mantega

8 de agosto de 2011 | 19h09

Bianca Pinto Lima

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, 8, que o Brasil está preparado para a crise, mas não está imune. Ele afirmou que tem confiança na recuperação da economia global, mas previu uma piora na situação econômica no curto prazo ou uma “recuperação mais lenta”.

Mantega ressaltou que a situação tem se agravado e que os mercados estão nervosos. “Há a percepção de que a economia mundial pode caminhar para a recessão e isso que motivou a debandada das Bolsas e a desconfiança”, disse o ministro.

Ele disse ainda que os Estados Unidos têm agora uma economia semi-estagnada e que há uma desconfiança explícita dos analistas em todo o mundo.  Para o ministro, os países avançados não vão se recuperar tão brevemente.

O ministro aproveitou o momento para criticar os países europeus por estarem sendo muito lentos para encontrar uma solução aos seus problemas. “Na Europa os problemas demoram para ser resolvidos e estão se agravando”, disse citando como exemplos Portugal, Grécia e Itália. “Os europeus estão demorando muito para resolver a crise e a situação fica cada vez pior”, avaliou.

(Célia Froufe e Adriana Fernandes, da Agência Estado)

Marfrig e empresas de Eike lideram as quedas do Ibovespa

8 de agosto de 2011 | 18h50

Bianca Pinto Lima

As ações da empresa de alimentos Marfrig e da petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, lideraram as queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira. Os papeis recuaram, respectivamente, -24,92% e -16,18%. A companhia de logística do grupo de Eike, a LLX, também ficou no topo da lista, com queda de 14,60%.

Completam o ranking de maiores quedas: Brasil Ecodiesel ON (-13,33%), Embraer ON (-12,41%), TAM PN (-12,37%), Gerdau PN (-11,37%) e Itaúsa PN (-11,16%).

Petrobrás e Vale, que têm os maiores pesos no Ibovespa, também tiveram fortes desvalorizações hoje, mas não ficaram nem perto das maiores quedas do índice. Petrobrás ON caiu 7,90% e PN recuou 7,58%, enquanto Vale ON perdeu 9,52% e Vale PNA desvalorizou-se 9,17%.

Ibovespa recuou 8,08% nesta segunda-feira, com todas as ações do índice em baixa.

VÍDEO: O analista-chefe da Corretora Socopa, Osmar Camilo, fala direto da Bovespa sobre as perspectivas para o mercado financeiro nesta semana e comenta as principais quedas da Bolsa (assista).

Bovespa fecha em queda de 8,08%, o maior recuo desde outubro de 2008

8 de agosto de 2011 | 17h22

Bianca Pinto Lima

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em queda de 8,08%, mas chegou bem perto de ter os negócios interrompidos (circuit breaker). Isso aconteceria se o Ibovespa – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa – batesse em uma perda de 10%. No pior momento do dia, a queda chegou a 9,73%.

O recuo desta segunda-feira foi o maior desde 22 de outubro de 2008 (-10,18%), quando  ocorreu o circuit breaker pela última vez. Nenhuma ação do Ibovespa fechou em alta. No mês, a queda do índice atinge 17,26%, elevando a perda acumulada em 2011 para 29,78%.

Em Nova York,  o Dow Jones encerrou em queda de 5,55%, na mínima do dia. Já Nasdaq recuou 6,90% e o S&P 500 teve declínio de 6,66%.

Com o aumento da aversão ao risco, provocado pelo rebaixamento dos títulos de longo prazo da dívida dos Estados Unidos, os investidores venderam ações e correram para ativos considerados mais seguros, como o euro e até mesmo os rebaixados títulos da dívida dos Estados Unidos.

Para se ter uma ideia, por conta de uma demanda elevada, o juro dos papeis de 10 anos da dívida dos EUA tocou a mínima de 2,325%, o nível mais baixo desde janeiro de 2009 e pouco acima da mínima recorde de 2,034%, atingida em dezembro de 2008, após o colapso do Lehman Brothers.

Já o ouro, renovou o recorde de alta e atingiu a paridade com a platina pela primeira vez desde o fim de 2008. O ouro spot chegou ao nível do metal mais caro ao atingir a marca histórica de US$ 1.715,29 a onça-troy. A platina spot, de seu lado, caiu brevemente à mínima do dia em US$ 1.703,00 por onça-troy, por conta dos temores com a demanda do metal fortemente ligado ao desempenho das indústrias.

O dólar, também usado como segurança por investidores, subiu 1,64%, para R$ 1,6120, maior patamar desde 26 de maio de 2011.

Texto atualizado às 17h52
Investidores na Bovespa (AP Photo/Andre Penner)

Dólar fecha a R$ 1,6120, maior valor desde maio de 2011

8 de agosto de 2011 | 16h51

Bianca Pinto Lima

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 1,6120, em alta de 1,64%, o maior valor desde 26 de maio de 2011.

Às 16h47, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cai 8,10%.

Em Nova York, o índice Dow Jones cai 5,23% e a Nasda recua 6,40%.

Bolsa diminui queda para 6,63%

8 de agosto de 2011 | 16h23

Bianca Pinto Lima

Depois de quase chegar a uma queda de 10%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduziu a queda para 6,63%, às 16h20. Nenhuma das ações que compõem o Ibovespa – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa – opera em alta.

Em Nova York, as bolsas estão em forte queda. O índice Dow Jones cai 3,41% e a Nasdaq despenca 4,51%, às 16h22. O custo para assegurar dívidas emitidas por grandes bancos dos EUA disparou hoje, com os receios sobre o suporte implícito que eles recebem do governo federal, tendo em vista o rebaixamento do rating do país na sexta-feira, pela agência de classificação de risco Standard &Poor’s.

O swap de default de crédito (CDS) dos bônus do Bank of America (BofA) avançou 51%. Isso significa que o custo para proteger uma dívida de US$ 10 milhões por cinco anos é de US$ 310 mil por ano, ante US$ 205 mil por ano na sexta-feira. Esse nível não era visto desde julho de 2009.

Além do rebaixamento do rating dos EUA, a seguradora AIG entrou hoje com um processo contra o BofA pedindo US$ 10 bilhões, devido a perdas com títulos lastreados em hipotecas.

Os CDS do Citigroup subiram 35%, 220 pontos-base acima do fechamento de sexta-feira. Ou seja, o seguro por cinco anos sai por US$ 220 mil por ano. Já os CDS do Goldman Sachs tiveram alta de 31%, ou 217 pontos-base, e os CDS do Morgan Stanley registraram elevação de 30%, ou 260 pontos-base.
A agenda de eventos dos Estados Unidos para terça-feira traz como destaque o anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve (o banco central dos EUA), às 15h15 (de Brasília). Ninguém acredita que o banco central elevará as taxas de juro, mas todos disseram que estarão atentos à possibilidade de um terceiro programa de afrouxamento quantitativo – mais dinheiro no mercado.
Investidor na Bovespa (AP Photo/Andre Penner)

Demanda alta por títulos americanos faz juro cair para menor nível desde janeiro de 2009

8 de agosto de 2011 | 16h16

Bianca Pinto Lima

Com a queda generalizada das bolsas, os investidores estão comprando títulos da dívida americanas. Apesar de terem sido rebaixados, eles são considerados o porto seguro dos investidores – assim como o ouro que bateu recorde nessa segunda-feira.

Por conta disso, o juro dos papeis de 10 anos da dívida dos EUA tocou a mínima de 2,325%, o nível mais baixo desde janeiro de 2009 e pouco acima da mínima recorde de 2,034%, atingida em dezembro de 2008, após o colapso do Lehman Brothers. Às 15h50 (de Brasília) o juro do papel estava a 2,36520%.

“No momento, não se trata de ganho. As pessoas estão comprando Treasuries porque estão com medo de qualquer outro mercado de maior risco”, diz Thomas Roth, da Mitsubishi UFJ. “Eles vão comprar Treasuries seja com qual yield for. Então, no momento os juros dos títulos americanos são um indicador do medo”, acrescentou.

A alta nos preços dos Treasuries, e consequente queda nos juros, ressalta o dilema dos investidores. Existem poucos ativos considerados seguros que podem igualar a amplitude e a liquidez do mercado de Treasuries – com mais de US$ 9,3 trilhões em circulação – mesmo com o rebaixamento do rating dos EUA pelaStandard & Poor’s.

(Álvaro Campos, da Agência Estado)

BCE pode emitir moeda para comprar títulos de países; ouro dispara

8 de agosto de 2011 | 15h57

Bianca Pinto Lima

Os preços do ouro dispararam para máximas recorde com os temores dos investidores de que o programa de compra de bônus pelo Banco Central Europeu (BCE) provoque uma desvalorização do euro. O banco central comprou bônus da Itália e Espanha para impulsionar seus mercados da dívida. Mas os participantes do mercado estão agora receosos de que o BCE vai emitir moeda para pagar pela compra de bônus. A chamada monetização da dívida deve pressionar ainda mais para baixo o valor do euro e lança dúvidas sobre a solidez do papel moeda.

“Uma vez que o ouro é o mais líquido dos ativos duros, é ele que deve se beneficiar mais”, afirma a corretora MF Global. O contrato para dezembro do ouro na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), estava há pouco em alta de 4,2% em US$ 1.7121 nas transações do pós-mercado.

(Regina Cardeal, da Agência Estado)

Bovespa derrete e chega a patamar mínimo; queda ultrapassa 6%

8 de agosto de 2011 | 14h19

Bianca Pinto Lima

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amplia a queda para mais de 6%, às 14h15. As ações da Petrobras e da Vale, que estão entre as mais negociadas na Bolsa, perdem 6%.

Em Nova York, o índice Dow Jones cai 3,25% e a Nasdaq recua 4,32%.

O dia também foi de grandes perdas nas bolsas europeias. Frankfurt terminou o dia em queda de 5,02%. Londres despencou 3,39%. Em Milão, a baixa foi de 2,35% e em Madri chegou a 2,44%. Já a bolsa de Paris perdeu 4,68%.

Os investidores reagem de forma negativa ao rebaixamento dos títulos de longo prazo da dívida americana, anunciado na sexta-feira pela Standard & Poor’s. Para fugir do risco, investidores buscam segurança no ouro e até nos títulos rebaixados do governo americano.

Com o dólar instável o ouro sobe cada vez mais

Bolsa da Turquia fecha em queda de 7%, maior retração em mais de 5 anos8 de agosto de 2011 | 14h03

Bianca Pinto Lima

As ações despencaram na Turquia, projetando uma queda de 7,08% ao índice de referência da Bolsa de Istambul, a maior em um único dia desde maio de 2006 ou mais de cinco anos. Além de acompanhar a reação bastante negativa dos mercados globais ao corte do rating dos EUA e à crise na Europa, o mercado acionário turco foi atingido novamente pelas contínuas preocupações dos investidores com o crescente déficit em conta corrente do país e em relação à política monetária não ortodoxa do banco central.

Na sexta-feira, a Bolsa turca já havia caído 5%. A lira turca atingiu nova mínima recorde contra o euro durante a manhã desta segunda-feira, mas recuperou-se no fechamento. Desde novembro, já perdeu um quarto de seu valor.

O presidente do banco central, Erdem Basci, tentou conter o mercado, defendendo suas recentes decisões, mas os investidores pareceram não ouvi-lo. Na quinta-feira, o BC inesperadamente cortou a taxa de juro de referência da economia, atribuindo a decisão ao enfraquecimento das perspectivas para as economias mundiais. Hoje, sinalizou que novos cortes poderão ocorrer. A previsão parecia justificar-se nos números mais fracos sobre a produção industrial, divulgados nesta segunda-feira. A produção cresceu à taxa anual de 6,7% em junho, abaixo da aceleração de 8% de maio, e da previsão dos economistas. Mesmo assim, os analistas continuaram mostrando ceticismo frente ao comportamento do BC.

(Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

Bolsas europeias fecham em forte queda

8 de agosto de 2011 | 13h27

Bianca Pinto Lima

O dia foi de grandes perdas nas bolsas europeias. Frankfurt terminou o dia em queda de 5,02%. Londres despencou 3,39%. Em Milão, a baixa foi de 2,35% e em Madri chegou a 2,44%. Já a bolsa de Paris perdeu 4,68%.

Em Nova York, as bolsas operam em queda. Dow Jones recua 2,98% e a Nasdaq desaba 3,75%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo opera em baixa de 5,51%.

Operador na bolsa de Fankfurt (AP Photo/Michael Probst)

Operador na bolsa de Fankfurt (AP Photo/Michael Probst)

O pessimismo toma conta dos mercados, após a Standard & Poor’ster anunciado na sexta-feira o rebaixamento das notas de crédito de longo prazo dos EUA. A agência atribuiu sua decisão às medidas fiscais acordadas entre o Congresso e a Casa Branca para garantir a estabilização da dívida em médio prazo. Para a S&P, elas são insuficientes para garantir a estabilidade fiscal do país e sua capacidade de pagar as dívidas. O governo dos EUA acumula US$ 14,3 trilhões em dívidas, o equivalente a mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB).

Novos cortes não estão descartados, segundo a S&P. Para rating dos EUA cair de novo lado fiscal teria de piorar mais. O caminho contrário, da recuperação do seu rating anterior, está mais difícil de ser colocado no cenário, segundo a agência de rating.

Outra agência que está analisando o risco de crédito dos EUA é a Fitch. Hoje, ela anunciou que terminará a revisão da nota ainda em agosto.

Chave para a crise é criação de um único título europeu, diz Standard Bank

Mercado unificado poderia ser atrativo para investidores descontentes com os títulos do Tesouro dos EUA, diz banco sul-africano

Olívia Alonso, iG São Paulo 08/08/2011 13:16

A compra de títulos espanhóis e italianos pelo Banco Central Europeu (BCE) pode deter a “hemorragia” nos mercados de títulos, mas “não irá curar o paciente,” dizem os economistas do Standard Bank em relatório publicado nesta segunda-feira. Segundo eles, a solução para a crise é a eliminação dos títulos públicos nacionais e a substituição por um mercado de títulos unificado para a Europa.

A União Europeia planeja discutir essa questão durante o verão, segundo o banco sul-africano, que diz “suspeitar” que não há uma “vontade” de agir por enquanto. Segundo eles, os líderes europeus devem esperar a situação piorar em grandes economias da região antes de unificar os títulos. “Mas acreditamos que isso acontecerá em algum momento,” afirmam.

Moedas da Suíça e Nova Zelândia disparam sobre o dólar

Coroas da Noruega e Dinamarca também sobem no ano. Apesar dos problemas dos EUA, moeda se mantém como reserva mundial

A fraqueza da economia dos Estados Unidos está fazendo os investidores migrarem parte de suas aplicações em dólar para outras moedas. Franco suíço, dólar neo-zelandês, coroa norueguesa e coroa dinamarquesa são as preferidas dos aplicadores neste ano.

Essas cinco moedas são as que mais sobem em 2011 na comparação com o dólar. Segundo levantamento com base em números da Bloomberg, o franco suíço dispara 21,54% (ver gráfico), seguido por altas de 11,73% do dólar da Nova Zelândia, 8,55% da coroa norueguesa e 7,32% da coroa dinamarquesa. Todas essas moedas vêm na frente do euro que, apesar dos problemas enfrentados por algumas de suas economias, sobe 7,24% na comparação com o dólar.

Hoje, no Brasil, o dólar fechou em baixa de 0,43%, a R$ 1,5610. A moeda teve mais uma sessão de pouca liquidez após as medidas do governo da semana passada.

As moedas mais procuradas no ano

Confira as divisas que mais subiram na comparação com o dólar dos Estados Unidos (%)

Obama fará pronunciamento às 14 horas

8 de agosto de 2011 | 13h12

Bianca Pinto Lima

A Casa Branca informou que o presidente dos EUA, Barack Obama, fará um pronunciamento às 14h (de Brasília), após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar o rating do país, na sexta-feira. Além disso, o exército dos EUA sofreu neste fim de semana o pior ataque no Afeganistão desde o início da guerra.

A decisão da S&P colocou as agências de classificação de risco em uma batalha de credibilidade contra a administração Obama. Ao rebaixar o rating do país de AAA para AA+, a S&P citou o impasse entre republicanos e democratas sobre como resolver os problemas fiscais. A Casa Branca partiu para o ataque, afirmando que a decisão da agência foi equivocada.

Obama também deve falar sobre o ataque no Afeganistão, que foi o maior em uma década de guerra. No sábado, insurgentes derrubaram um helicóptero que carregava 30 soldados americanos, dos quais 22 eram membros da SEAL, equipe de elite da Marinha.

Dilma: avaliação da Standard & Poor’s sobre EUA foi precipitada

8 de agosto de 2011 | 13h10

Bianca Pinto Lima

A presidente Dilma Rousseff considerou precipitada a avaliação feita pela agência Standard & Poor’s, que, na última sexta-feira à noite, rebaixou a nota de risco dos Estados Unidos. “Podemos deixar claro que não compartilhamos com a avaliação precipitada e um tanto rápida, eu diria, não correta da agência que diminuiu o grau de valorização de crédito dos Estados Unidos”, disse a presidente durante declaração à imprensa por ocasião da assinatura de atos com o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, no Palácio do Planalto.

Dilma afirmou que hoje o Brasil está forte para enfrentar a crise do que estava no início de 2009, final de 2008.

(Rafael Moraes Moura, da Agência Estado)

Ouro atinge paridade com platina pela 1ª vez desde 2008

8 de agosto de 2011 | 13h06

Bianca Pinto Lima

O preço do ouro renovou o recorde de alta e atingiu a paridade com a platina pela primeira vez desde o fim de 2008. O ouro spot chegou ao nível do metal mais caro ao atingir a marca histórica de US$ 1.715,29 a onça-troy. A platina spot, de seu lado, caiu brevemente à mínima do dia em US$ 1.703,00 por onça-troy, por conta dos temores com a demanda do metal fortemente ligado ao desempenho das indústrias.

A diferença entre o ouro e a platina vem diminuindo desde que o primeiro, visto como porto seguro, começou a se beneficiar da turbulência econômica nos EUA e zona do euro. A relação ouro/platina, que mede quantas onças-troy de ouro são necessárias para comprar uma de platina, caiu de 1,24=1 no início do ano, para 1,15=1 no início de julho.

Embora a relação 1=1 seja vista como uma oportunidade de compra para a platina, os analistas afirmam que os metais devem ficar perto da paridade no curto prazo, enquanto o ouro é favorecido pela incerteza sobre a economia global. Nos últimos 20 anos, raramente o ouro spot superou o preço da platina. A menor relação neste período foi 0,93=1 em outubro de 1992.

A última vez em que os dois atingiram a paridade foi em dezembro de 2008, quando o preço da platina despencou em meio à crise financeira global e o colapso da demanda no setor de veículos.

(Regina Cardeal, da Agência Estado)

Apesar de rebaixados, títulos americanos batem recorde de demanda

8 de agosto de 2011 | 12h57

Bianca Pinto Lima

Os títulos (treasuries) dos Estados Unidos (EUA) continuam atraindo demanda, diante do aprofundamento das perdas das bolsas e apesar de os Estados Unidos terem perdido a nota máxima de crédito AAA pela Standard & Poor’s (S&P) pela primeira vez em 70 anos.

Operadores observaram que o rebaixamento hoje na nota de entidades ligadas ao governo dos EUA, como as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, acentuaram a demanda pelos Treasuries. Segundo eles, investidores passaram a vender ativos lastreados em hipotecas para comprar títulos.

A busca por segurança projetou o juro (yields) dos bônus de dois anos para o menor patamar histórico, aos 0,228%, e abaixo do teto da taxa de referência da economia dos EUA, os Federal Funds, atualmente entre 0% e 0,25%. A taxa do juro do note de 10 anos aproximou-se do menor rendimento desde outubro do ano passado, atingido sexta-feira aos 2,334%.

Às 11h53 (de Brasília), o juro do note de dois anos caía para 0,240% e o juro do note de 10 anos recuava para 2,381%.

A forte procura pelos Treasuries revela o dilema de vários investidores – do banco central chinês, passando pelos fundos de pensão e atingindo as pessoas físicas no Japão – que têm poucas alternativas de fuga que se equiparem, em termos de liquidez e profundidade, ao mercado de títulos do Tesouro dos EUA – com mais de US$ 9,3 trilhões em papéis distribuídos.


Investidor na bolsa de Madri (Reuters/Andrea Comas)

(Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

S&P: rebaixamento dos EUA não tem impacto direto em emergentes

8 de agosto de 2011 | 12h07

Bianca Pinto Lima

rebaixamento da nota de crédito de longo prazo dos Estados Unidos, com perspectiva negativa, pela Standard & Poor’s não deve ter impacto direto nos países emergentes, afirmou nesta manhã o diretor-gerente e presidente do comitê de rating soberano da agência de classificação de risco S&P, John Chambers, durante teleconferência.

“Os emergentes levaram pelo menos uma década para arrumar o lado fiscal, eles têm mantido esse lado fiscal em ordem e estão mais fortes hoje do que costumavam ser”, disse o diretor. “E lembrem-se de que esse downgrade é de AAA para AA+. Temos quase 20 degraus de AAA para um rating de default. Claro que simbolicamente esse rebaixamento é importante, mas na prática é como ir do azul índigo para o azul marinho”, explicou Chambers.

(Luciana Antonello Xavier, correspondente da Agência Estado)

Bolsas na Europa derretem; Bovespa cai mais de 5%

8 de agosto de 2011 | 11h41

Bianca Pinto Lima

Às 11h34 (de Brasília), as bolsas europeias operam em baixa expressiva. Em Frankfurt, a queda é de 4,25%. Em Paris, a perda é de 3,74% e em Londres, 3,10%. As bolsas americanas também despencam. O índice Dow Jones recua 3,30% e a Nasdaq, 4,29%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu os 50 mil pontos e opera em baixa de 5,62%. O dólar dispara para R$ 1,6040, com alta de 1,13%.

O pessimismo toma conta dos mercados, após a Standard & Poor’ster anunciado na sexta-feira o rebaixamento das notas de crédito de longo prazo dos EUA. A agência atribuiu sua decisão às medidas fiscais acordadas entre o Congresso e a Casa Branca para garantir a estabilização da dívida em médio prazo. Para a S&P, elas são insuficientes para garantir a estabilidade fiscal do país e sua capacidade de pagar as dívidas. O governo dos EUA acumula US$ 14,3 trilhões em dívidas, o equivalente a mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB).


Operador na Bolsa de Nova York (EFE/Andrew Gombert)

Preço do petróleo cai com previsão de desaquecimento da economia

8 de agosto de 2011 | 11h19

Bianca Pinto Lima

Os preços do petróleo operam em forte queda, após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixar o rating dos EUA e alimentar os receios de uma demanda menor pela commodity no país, que é o maior consumidor de petróleo do mundo.

Às 11h05 (de Brasília), o barril de petróleo negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) registrava queda de US$ 2,74 (3,15%), a US$ 84,14. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent perdia US$ 2,79 (2,55%), a US$ 106,58 o barril.

A decisão da S&P era esperada, mas muitos investidores veem o rebaixamento como uma confirmação de que a economia dos EUA está crescendo em um ritmo muito menor do que o esperado. “Isso coloca medo no mercado. Dá menos esperança em uma recuperação”, afirma Carl Larry, diretor de derivativos de energia e pesquisa da Blue Ocean.

(Álvaro Campos, da Agência Estado)

Dólar opera em alta e chega a R$ 1,60

8 de agosto de 2011 | 11h05

Bianca Pinto Lima

O aumento da aversão ao risco faz o dólar operar em forte alta nessa segunda-feira. Às 10h58, a moeda americana é vendida a R$ 1,60, m alta de 0,88%. É a cotação máxima até esse horário.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em forte queda de 3,94%. Em Nova York, o índice Dow Jones recua 1,52% e a Nasdaq despenca mais de 2%.

Bovespa despenca quase 5%

8 de agosto de 2011 | 10h38

Bianca Pinto Lima

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cai 4,35% às 10h34 (horário de Brasília). Os investidores reagem de forma muito negativa ao rebaixamento da dívida de longo prazo americana.

O dólar comercial é cotado a R$ 1,5990, em alta de 0,82%, na máxima do dia. A aversão ao risco também empurra os investidores para o ouro – ativo usado em momentos de instabilidade.

Bolsa de NY ativa mecanismo para amenizar nervosismo no mercado

8 de agosto de 2011 | 10h35

Bianca Pinto Lima

A Bolsa de Nova York ativou a chamada “regra 48″ para suavizar a abertura dos negócios. A “regra 48″ permite que os operadores não divulguem indicação de preço antes da abertura do pregão, para acelerar e facilitar a abertura das ações em dias em que o mercado deve registrar oscilação. A última vez que a regra foi ativada foi em 27 de janeiro.

Às 10h15 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 2,18%, o S&P 500 tinha queda de 2,35% e o Nasdaq perdia 2,23%, sinalizando um dia de pânico nos mercados americanos.

A consultoria Bespoke Investment Group divulgou que a  queda de 7,2% do índice de ações S&P 500 nos primeiros cinco dias de agosto marca o pior início do mês na história do índice, que data de 1928. O pior início de agosto anterior foi registrado em 1990, quando nos primeiros cinco dias do mês o índice perdeu 6%. Na ocasião, o S&P 500 caiu mais 3,7% durante o resto do mês de agosto e recuperou-se modestamente de setembro até o final do ano, disse a consultoria. Outras ocasiões em que o S&P 500 caiu mais de 3% no início de agosto foram em 1982, 2002 e 2004. Nas três datas, o índice recuperou-se significativamente em seguida no restante do mês e do ano.

Bovespa cai mais de 3% logo na abertura

8 de agosto de 2011 | 10h16

Bianca Pinto Lima

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reage em forte queda ao rebaixamento dos títulos de longo prazo do governo americano. Às 10h13, a queda é de quase 4%.

Bolsas europeias não resistem e operam em forte baixa

8 de agosto de 2011 | 10h09

Bianca Pinto Lima

Depois de um começo de dia sem pânico generalizado, as bolsas europeias não resistiram e operam em forte queda. Frankfurt cai 3,5%; Londres, baixa de 2,44% e Paris cede 3%.

Em Milão, a queda é de 1,23%; Madri cai 0,82% e Lisboa, 2,22%.

Euro opera em queda em meio a preocupações com Europa

8 de agosto de 2011 | 9h52

Yolanda Fordelone

O euro opera em queda nesta manhã, apesar das ações do Banco Central Europeu (BCE) para restaurar a calma nos mercados da zona do euro. O dólar, enquanto isso, se enfraquece diante de moedas mais seguras em seguida ao rebaixamento do rating dos EUA pela Standard & Poor’s na sexta-feira.

No começo do dia o BCE interveio no mercado comprando mais de 1 bilhão de euros em bônus dos governos da Itália e da Espanha, segundo operadores. Isso ajudou a limitar a queda dos preços dos bônus da periferia da zona do euro e das bolsas europeias e fez o euro subir para 1,0994 franco suíço.

Mas o entusiasmo inicial evaporou assim que começaram a surgir informações de que o BCE teria parado de comprar bônus soberanos. As bolsas de Milão e Madri reduziram os ganhos e o euro voltou para o patamar de 1,08 franco suíço. A moeda europeia também atingiu a mínima diante do dólar, a US$ 1,4193.

A notícia de que a Alemanha rejeitaria um aumento no volume da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), segundo um porta-voz do governo, colaborou para o enfraquecimento do euro.

“Se essa geração de notícias sobre a zona do euro continuar, as chances de mais incertezas nos mercados e de mais acomodação do Federal Reserve aumentam”, comentou Valentin Marinov, estrategista do Citigroup. Como não há indicadores na agenda norte-americana hoje, operadores de câmbio vão obter direcionamento do mercado de renda fixa e das bolsas.

Às 9h35 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,4205, de US$ 1,4280 no fim da tarde de sexta-feira, e para 110,66 ienes, de 112,01 ienes. O dólar recuava para 77,90 ienes, de 78,48 ienes na sexta-feira, e para 0,7644 franco suíço, de 0,7673 franco suíço, enquanto a libra declinava para US$ 1,6355, de US$ 1,6394. O índice do dólar operava a 74,744, de 74,549 no fim da sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

(Danielle Chaves, da Agência Estado)

Bolsas da Europa recuam, mas sem pânico

8 de agosto de 2011 | 9h20

Bianca Pinto Lima

Por volta de 9h07 (de Brasília), o índice FTSE 100 da Bolsa de Londres recuava 1,58%. Em Paris, o CAC-40 estava em baixa de 1,75% e o índice DAX-30 da Bolsa de Frankfurt operava com declínio de 2,23%.

Os bônus alemães despencavam, graças à promessa feita pelo BCE na noite de domingo de implementar seu programa de compra de títulos. Nesta segunda-feira, o banco entrou no mercado comprando agressivamente papéis da Itália e da Espanha e os yields (taxa de retorno) de ambos os países caíam dramaticamente.

No mesmo horário citado acima, o yield do título italiano de 10 anos caía 48 pontos-base, para 5,60%, reduzindo o spread (diferença) em relação ao bônus similar da Alemanha em 65,pontos-base, para 311 pontos-base.

O título espanhol de 10 anos apresentava yield em queda de 39 pontos-base, para 5,62%, com spread em relação aos papéis da Alemanha encolhendo em 56 pontos-base, para 312 pontos-base.

(Hélio Barboza, da Agência Estado)

BOMBA: EUA cria Conselho dos 13. País se transformará em uma Alemanha nazista


No dia 02 de Agosto de 1934 Adolf Hitler se tornou o führer da Alemanha. [3º Reich]. 02 de Agosto de 2011 é o dia da criação do 4º Reich de Obama. Só coincidência?

No vídeo abaixo, Alex Jones explica como todo o alarde sobre a votação, no Congresso Americano, do aumento do limite de endividamento dos Estados Unidos, não passou de um acobertamento para esconder detalhes que seriam inseridos nesta lei que transformarão o país na futura Alemanha Nazista.

Neste projeto, foram inseridas mudanças que acabaram com o equilíbrio e a fiscalização entre os poderes da república americana. Será criado o Conselho dos 13, que será formado por 6 Deputados, 6 Senadores e pelo Presidente, os quais serão autonomeados.

Somente o Conselho dos 13 poderá apresentar novos projetos de lei para serem votados pelo Congresso. E se o Congresso votar contra um destes projetos, o conselho poderá aprová-lo da mesma forma. Está formada a 4ª instância de poder nos Estados Unidos, que concentrará os poderes de todas as outras instâncias numa tirania cada vez mais escancarada.

 Este super comitê ficará encarregado de encontrar uma forma de reduzir o déficit em cerca de US$ 1,5 trilhão. Isso pode vir principalmente pela mudança em programas como Social Security e Medicare e de uma revisão ampla de impostos.

 Se o Comitê não conseguir resolver este item, o plano prevê uma redução automática do déficit em US$ 1,2 trilhão, que poderia ser em parte com gastos na defesa e parte em outros gastos, incluindo pagamentos aos fornecedores do Medicare. Os cortes não afetariam programas para população de baixa renda, aposentadoria, Medicaid e outras áreas da saúde.

Veja o vídeo:

Referências: http://www.libertar.in/2011/08/eua-alarde-sobre-o-aumento-do-limite-da.html

 

Crise Econômica Mundial: O último alerta antes do choque do Outono de 2011

Posted in 3ª Guerra Mundial, Crise, Crise Americana, Fim do Dólar, Fim do Euro, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 21/06/2011

15/Junho/2011
GEAB- Global Europe Anticipation Bulletin.

Em 15 de Dezembro de 2010, no GEAB nº 50, a equipe do LEAP/E2020 antecipava a explosão das dívidas públicas ocidentais no segundo semestre de 2011. Descrevíamos então um processo que partiria da crise das dívidas públicas europeias [1] para a seguir atear o fogo ao coração do sistema financeiro mundial, ou seja, a dívida federal dos EUA [2] . E eis-nos aqui, com este GEAB nº 56, à beira do segundo semestre de 2011, com uma economia mundial em pleno descalabro [3] , um sistema monetário global cada vez mais instável [4] e praças financeiras que estão em transe [5] , tudo isso apesar dos milhões de milhões de dinheiro público investidos para evitar precisamente este tipo de situação. A insolvência do sistema financeiro mundial, e em primeiro lugar do sistema financeira ocidental, retorna novamente à frente da cena após pouco mais de um ano de políticas cosméticas visando afundar este problema fundamental sob carradas de liquidez.

Em 2009 havíamos estimado que o planeta contava com cerca de US$30 trilhões de activos fantasmas. A metade aproximadamente desfez-se em fumo em seis meses, entre Setembro de 2008 e Março de 2009. Para a nossa equipe, é agora a vez de a outra metade, os restantes 15 trilhões de ativos fantasmas, pura e simplesmente desvanecerem-se entre Julho de 2011 e Janeiro de 2012. E desta vez, as dívidas públicas estarão igualmente em causa, ao contrário de 2008/2009 em que foram essencialmente os actores privados os afectados. Para avaliar a dimensão do choque que se prepara, é útil saber que mesmo os bancos americanos começam a reduzir a sua utilização dos Títulos do Tesouro dos EUA para garantir suas transacções, por medo dos riscos crescentes que pesam sobre a dívida pública estado-unidense [6] .

Para os actores do planeta financeiro, o choque do Outono de 2011 vai assim corresponder no sentido literal ao facto de sentirem o chão ruir sob os seus pés, uma vez que é a própria base do sistema financeiro mundial, o Título do Tesouro dos EUA, que se vai afundar brutalmente [7] .

Neste GEAB nº 56 abordamos os dois aspectos mais perigosos deste choque do Outono de 2011, a saber:
– o mecanismo de detonador das dívidas públicas europeias
– o processo de explosão da bomba estado-unidense em matéria de dívidas públicas.

Paralelamente, neste contexto de aceleração da reequilibragem das correlações de força planetárias, apresentamos a antecipação de um processo geopolítico fundamental referente à realização de uma cimeira Euro-BRICS daqui até 2014.

Finalmente, concentramos nossas recomendações nos meios de evitar fazer parte destes 15 milhões de milhões de activos fantasmas que se vão desvanecer em fumo nos próximos meses, com uma menção muito particular ao imobiliário residencial ocidental cujo afundamento dos preços que havíamos antecipado para 2015 começa de facto a partir de 2012.

No comunicado público GEAB nº 56 apresentamos uma parte da antecipação acerca do mecanismo de detonador das dívidas públicas europeias.

O mecanismo detonador das dívidas públicas européias

Os operadores financeiros anglo-saxónicos brincaram de aprendizes de feiticeiro durante um ano e meio e as primeiras manchetes do Financial Times em Dezembro de 2009 sobre a crise grega tornaram-se rapidamente uma chamada “crise do Euro”. Não retornaremos às vicissitudes desta formidável manipulação da informação [8]orquestrada a partir da City de Londres e da Wall Street uma vez que já consagrámos numerosas páginas em vários GEAB ao longo deste período. Contentamo-nos em constatar que dezoito meses depois, o Euro se comporta bem ao passo que o Dólar continua a sua descida aos infernos em relação às grandes divisas mundiais; e que todos aqueles que apostaram na deslocação da zona Euro perderam muito dinheiro. Como havíamos antecipado, a crise favorece a emergência de um novo soberano, a Eurolândia, que permite hoje à zona Euro estar bem melhor preparada que os Japão, os Estados Unidos ou o Reino Unido [9] quanto ao choque do Outono de 2011 … ainda que ela esteja em vias de desempenhar um papel de detonador nesta matéria, muito apesar dela. O “bombardeamento” (pois é preciso chamar as coisas pelos seu nome) [10] , entrecortado por pausas de algumas semanas [11] , ao qual está submetida a Eurolândia desde este tempo teve de facto três grandes efeitos consecutivos, muito afastados quanto a dois deles dos resultados pretendidos pela Wall Street e pela City:

1. Num primeiro tempo (Dezembro 2009 – Maio 2010), fez desaparecer o sentimento de invulnerabilidade da divisa europeia tal como se havia constituído em 2007/2008, introduzindo a dúvida sobre a sua perenidade e sobretudo relativizando a ideia de que o Euro era a alternativa natural ao US Dólar (ou mesmo seu sucessor).

2. Depois, num segundo tempo (Junho 2010 – Março 2011), levou os dirigentes da Eurolândia a porem mãos à obra a “muito grande velocidade” todas as medidas de salvaguarda, de protecção e de reforço da moeda única (medidas que já deveriam ter sido tomada há numerosos anos). Fazer isto redinamizou a integração europeia e restabeleceu o núcleo fundacional na cabeça do projecto europeu, marginalizando em particular o Reino Unido [12] . Ao mesmo tempo, isto promoveu apoio crescente à divisa europeia por parte dos BRICS, encabeçados pela China, os quais após um momento de hesitação se tornaram conscientes de dois pontos fundamentais: primeiro que os europeus estavam a actuar seriamente para enfrentar o problema e, em segundo lugar, dado o encarniçamento anglo-saxónico, o Euro era obviamente uma ferramenta essencial para qualquer tentativa de sair do “mundo do dólar” [13] .

3. Enfim, actualmente (Abril 2011 – Setembro 2011), a crise conduz a zona Euro a empreender afectar os sacrossantos investidores privados a fim de os por a contribuir para resolver o problema grego através, nomeadamente, das extensões “voluntárias” dos prazos de reembolso (ou qualquer outra forme de corte nos lucros previstos) [14] .

Como se pode imaginar, se o primeiro impacto era certamente um dos objectivos perseguidos pela Wall Street e pela City (além do facto de desviar a atenção dos problemas maciços do Reino Unido e dos Estados Unidos), os dois outros em contrapartida são efeitos totalmente contrários ao fim que se buscava: enfraquecer o Euro e reduzir sua atracção mundial.

Sobretudo quando se prepara uma quarta sequência que vai assistir, daqui até o princípio de 2012 [15] , o lançamento de um mecanismo de Eurotítulos (Eurobonds), permitindo mutualizar uma parte das emissões de dívidas dos países da Eurolândia [16] , assim como a inevitável pressão política crescente[17] para aumentar a parte da contribuição privada neste vasto processo de reestruturação [18] da dívida dos países periféricos da zona Euro [19] .

E com esta quarta sequência entra-se no cerne do processo de contágio que vai fazer explodir a bomba do endividamento federal dos EUA. Pois, por um lado, ao criar um contexto mediático e financeiro mundial ultra-sensibilizado para as questões de endividamento público, a Wall Street e a City tornaram visível a amplitude insustentável dos défices públicos estado-unidense, britânico e japonês [20] . Isso obrigou mesmo as agências de notação, fieis cães de guarda das duas praças financeiras, a lançarem-se numa corrida louca para a degradação das notas dos Estados. É por esta razão que os Estados Unidos se encontram agora sob a ameaça de uma degradação, como havíamos antecipado, quando isso parecia impensável para a maior parte dos peritos há apenas alguns meses atrás. E paralelamente o Reino Unidos, a França, o Japão, … encontram-se igualmente na mira das agências [21] .

Recordamos que estas agência jamais anteciparam nada de importante (nem as subprimes, nem a crise mundial, nem a crise grega, nem a Primavera árabe, …). Se hoje elas degradam atabalhoadamente, é porque estão presas ao seu próprio jogo [22] . Não é mais possível degradar um A sem afectar a nota B se B não estiver em melhor situação. Os “pressupostos” sobre o facto de que é impossível a tal ou tal Estado entrar em incumprimento da sua dívida não resistiram a três anos de crise: é aqui que a Wall Street e a City caíram na armadilha a qual ameaça todos os aspirantes a aprendizes de feiticeiro. Eles não viram que lhes seria impossível controlar esta histeria em torno da dívida grega. Assim, hoje, é no Congresso dos EUA, no quadro de um violento debate sobre o tecto de endividamento e os cortes orçamentais maciços, que desenvolvem as consequências dos artigos manipuladores destes últimos meses sobre a Grécia e a zona Euro. Mais uma vez, nossa equipe não pode senão sublinhar que se a História tem um sentido, este é sem dúvida o da ironia.

Notas:

(1) Inclusive o facto de que os investidores privados (nomeadamente os bancos) seriam postos a contribuir para resolver o problema da dívida grega.

(2) Sem esquecer naturalmente as dívidas das colectividades locais americanas.

(3) Os Estados Unidos retomam a recessão. A Europa desacelera assim como a China e a Índia. A ilusão de uma retomada mundial doravante está totalmente acabada. É igualmente esta situação muito inquietante que explica porque as grandes empresas acumulam tesouraria: elas não querem encontrar-se outra vez como em 2008/2009 dependentes de bancos eles próprios em crise de liquidez. Segundo LEAP/E2020, as PME e os particulares deveriam meditar utilmente nesta situação. Fonte: CNBC, 06/06/2011
(4) James Saft, editorialista de renome para a Reuters e o New York Times, chega mesmo ao ponto de desejar “boa sorte para a hegemonia do Dólar”. Fonte: Reuters, 19/05/2011

(5) As bolsas sabem que a “festa” está acabada com o fim da Quantitative Easing dos EUA e o retorno da recessão. E os operadores financeiros não sabem mais como encontrar aplicações lucrativas e não demasiado arriscadas.

(6) Fonte: CNBC/FT, 12/06/2011

(7) Mesmo a Arábia Saudita doravante inquieta-se publicamente pela boca do Príncipe AlWaleed, que evoca a “bomba da dívida dos EUA”. Fonte: CNBC, 20/05/2011

(8) Último exemplo: a manifestação anti-austeridade de 04/Junho em Atenas que penosamente reuniu menos de 1000 manifestantes ao passo que os media anglo-saxónicos novamente fez manchetes com esta prova de rejeição da população grega … evocando milhares de manifestantes. Fontes: Figaro, 05/06/2011; Financial Times, 05/06/2011; Washington Post, 06/06/2011

(9) O Telegraph de du 07/06/2011, por exemplo, ensina-nos que desde os anos 1980 o Reino Unido gastou 700 mil milhões de libras mais do que ganhou. Uma boa parte desta soma entra nos 15 milhões de milhões de activos fantasmas que vão desaparecer proximamente.

(10) Pode-se constatar o esgotamento do discurso sobre o “fim do Euro” no facto de que daqui em diante a Wall Street está reduzida a fazer intervir regularmente Nouriel Roubini para tentar credibilizar esta fábula. O pobre Roubini, cujos trabalhos de antecipação não previram nem a crise mundial nem nunca ultrapassaram seis meses, vê-se reduzido a dever prever o “fim do Euro” daqui a cinco anos, ou ao menos uma reforma fundamental da zona Euro podendo igualmente redundar numa integração europeia reforçada. Citamos o autor de acordo com a sua recente intervenção num congresso em Singapura retomada no Figaro de 14/06/2011. Assim, se se resumir a previsão de Nouriel Roubini, haveria um do Euro daqui a cinco anos salvo se de facto o Euro se reforçasse através do estabelecimento definitivo de um “novo soberano”, a Eurolândia. Que antecipação! Para além do efeito do anúncio espalhafatoso, isso consiste em dizer que daqui a cinco anos (duração infinitamente longa em tempo de crise, e Roubini falava de prazos muito mais próximos há alguns meses), ele pode avançar uma coisa e o seu contrário. Obrigado Doutor Roubini! É difícil tentar fazer prospectiva e trabalhar para a Wall Street ao mesmo tempo. Enfim, ele faz o que é preciso para tentar convencer (em vão) os asiáticos a não vender os activos em Dólares em proveito daqueles em Euro.

(11) Quando os peritos e os media anglo-saxónicos não podem realmente inventar mais nada para legitimar a manutenção da “crise do Euro” nas manchetes.

(12) Mas também a Suécia cujas elites continuam a viver no mundo do após 1945, aquele em que elas puderam enriquecer aproveitando-se dos problemas do resto do continente. A propósito do Reino Unido, a City contiua a tentar em vão evitar passar para o controle das autoridades europeias como nos ensiva este artigo do Telegraph de 30/05/2011. O mais divertido neste artigo é a imagem escolhida pelo jornal: uma bandeira europeia em farrapos. Contudo é a própria City que está em vias de perder a sua independência histórica em proveito da UE e não o contrário. Isto é uma ilustração flagrante da impossibilidade de compreender os acontecimentos que se desenrolam na Europa através dos media britânicos, mesmo quando se trata do Telegraph, excelente quanto à sua cobertura da crise.

(13) Daí a sua motivação para comprar a dívida da Eurolândia. Fonte: Reuters, 26/05/2011

(14) Fontes: YahooActu, 13/06/2011; DeutscheWelle, 10/06/2011; Spiegel, 10/06/2011

(15) A crise não permitirá à Eurolândia esperar 2013, data prevista para rever o sistema adoptado em Maio de 2010, para resolver este debate.

(16) Diversas fórmulas estão em estudo, mas as mais prováveis organizam-se em torno de um sistema de emissão de dívida pública a dois níveis: uma emissão beneficiando da assinatura comum da Eurolândia (e portanto de taxas muito baixas) num montante indo até uma percentagem máxima do PIB de cada Estado (40%, 50%, 60% … cabe aos dirigentes da Eurolândia escolher); para além deste patamar, as emissões não são mais garantidas senão pela assinatura do Estado em causa, implicando taxas rapidamente muito elevadas para os alunos menos sérios da classe.

(17) A este respeito, é lamentável que os media internacionais se interessem mais por alguns milhares de manifestantes gregos (ver mais adiante neste número do GEAB um exemplo flagrante das diferenças imensas entre números reais e números dos media anglo-saxónicos) que supostamente encarnam a recusa da austeridade europeia e a fraqueza da zona Euro, ao invés da expectativa real dos gregos cuja carta aberta dos seus intelectuais acusa não a Eurolândia mas as suas próprias elites políticas e financeiras de serem incapazes de respeitarem seus compromissos e apela ao nivelamento do sistema político-social grego com o do resto da Eurolândia. Fonte: L’Express, 09/06/2011

(18) A propósito da palavra “reestruturação” sobre a qual deliram amplamente em artigos e emissões economistas e financeiros de todos os géneros, nossa equipe deseja dar uma precisão límpida de simplicidade: é evidente que uma parte da dívida grega pertence a estes 15 milhões de milhões de activos fantasmas que se vão evaporar nos próximos meses. Pouco importa a palavra utilizada, “reestruturação”, “incumprimento”, …, como havíamos indicado nos GEAB anteriores, a Eurolândia organizará um processo que fará perder aos credores menos poderosos ou aos mais expostos uma parte significativa das suas aplicações na Grécia. É a isso que se chama uma crise. E a “razão de Estado” funciona sempre da mesma maneira. Mas, de qualquer modo, daqui até lá, o problema será deslocado para os Estados Unidos, o Japão, o Reino Unido, e mais ninguém prestará atenção ao caso grego cujos montantes são ridículos em comparação: Grécia 300 mil milhões de euros; EUA, 15 milhões de milhões de dólares.

(19) E o próximo exame pelo Tribunal Constitucional de Karlsruhe de recurso contra o Fundo de Estabilização Europeu não porá em causa as decisões tomadas, vai aumentar a pressão na Alemanha para que o sector privado participe das soluções, ou seja, das perdas. Fonte: Source : Spiegel, 13/06/2011

(20) Um cálculo muito simples permite avaliar a diferença entre o problema grego actual e a crise estado-unidense em preparação: os bancos em particular vão ser obrigados a assumir entre 10% e 20% do custo do salvamento da dívida grega, ou seja, entre 30 e 60 mil milhões de euros. É isto que nestes dias “excita” as agências de notação a propósito dos bancos europeus. A explosão da bomba da dívida federal dos EUA imporá no mínimo um custo de proporções idênticas para os bancos e outros detentores institucionais desta dívida. Fala-se portanto neste caso (uma estimativa conservadora pois a própria natureza da utilização do Títulos EUA implicará uma contribuição privada mais importante) de montante compreendidos entre 1500 e 3000 mil milhões de dólares. Isto é coerente com nossa estimativa dos 15 milhões de milhões de activos fantasmas que desaparecerão nos próximos trimestres.

(21) Fontes: Reuters, 08/06/2011; Le Monde, 11/06/2011; FoxNews, 30/05/2011

(22) E uma das consequências deste jogo é que os europeus se preparam não só para enquadrar severamente os métodos das agências de notação como vão muito simplesmente criar concorrentes às agências anglo-saxónicas, como já o fizeram os chineses cuja agência Dagong estima que os Estados Unidos entraram num processo de incumprimento da sua dívida. E ao perder o monopólio da medida do risco, a Wall Street e a City vão assim perder a sua aptidão para fazer ou desfazer fortunas. Fontes: CNBC, 02/06/2011 ; YahooNews, 10/06/2011

O original encontra-se em www.leap2020.eu/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/