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Crise Mundial: A China não conseguirá salvar os EUA

Posted in Crise, Fim do Dólar by Blog Juízo Final on 24/02/2009

eua-chinaA próxima tragédia na economia mundial que irá acontecer será o estouro da bolha dos títulos do tesouro dos EUA. Quando isto acontecer talvez no final do ano, os investidores que compraram estes títulos estarão com papéis sem valor nas mãos, assim como os títulos hipotecários dos sistema imobiliário.

Por isso que tanto o dólar quanto o euro, vão perder o seu valor, porque com os bancos quebrando, logo em seguida vem o estado, já que vários chefes de estado estão cada dia mais injetando bilhões na economia, sendo em dólar ou euros, aumentando cada vez mais o défict orçamentário.

O Brasil tem mais de 200 bilhões de dólares, maior parte destas reservas são títulos do tesouro americano, ou seja, se a bolha estourar, a economia do Brasil estrará em dificuldade, assim como o restante do mundo e principalmente a China que hoje é o maior credor dos EUA.

Na notícia abaixo a secretária de estado dos Eua Hilary Clinton disse que a China e os EUA estão no mesmo barco, caso a economia dos EUA entre em colapso a China também estrará.

Hilary disse que é importante a China continuar investindo no défict dos EUA comprando títulos do tesouro, mas acontece que a China não está tão bem assim como no ano passado, com as exportações em baixa pela fraca demanda mundial o superávit das exportações que financiava a dívida dos EUA, este crédito quase já não existe, e o presidente Obama está fazendo ainda mais dívidas com novas emissões de títulos do tesouro para tentar salvar a economia americana, mas acontece que quem vai pagar a conta?

Com as exportações em declínio na China, eles tem que voltar para o mercado interno, então surge outro problema, com a demanda interna crescente, o nível de poupança chinês cai drasticamente, ou seja, menos dinheiro nos bancos chineses para financiar a dívida dos EUA.

Por isso que uma hora não vai ter como de não estourar esta bolha.

Economias dos EUA e da China estão no mesmo barco, diz Hillary

‘Vamos nos recuperar ou cair juntos’, disse a secretária de Estado dos EUA. Para ela, investimento da China nos EUA é uma decisão ‘muito inteligente’.

A China depende da recuperação da economia norte-americana, e os dois países vão se recuperar ou cair juntos, disse domingo (22) a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante visita a Pequim.

“Não seria de interesse da China que não sejamos capazes de colocar nossa economia novamente em movimento”, afirmou Hillary, em uma entrevista ao canal de televisão Dragon, com sede em Xangai, pouco antes de deixar Pequim.

“De todo modo, ao continuar apoiando os instrumentos do Tesouro norte-americano, os chineses estão reconhecendo nossa interconexão. Verdadeiramente, vamos nos recuperar ou cair juntos. Estamos no mesmo barco, e por sorte estamos remando na mesma direção”, declarou.

A China é a maior garantidora da dívida norte-americana no mundo, e Hillary afirmou que seguir investindo é uma “decisão muito inteligente”.

“Primeiro, porque é um bom investimento, é um investimento seguro. Apesar dos desafios econômicos que os EUA estão enfrentando, os EUA têm uma boa reputação de estabilidade financeira”, afirmou.

Segundo, porque nossas economias estão tão ligadas que os chineses sabem que para começar a exportar de novo ao seu maior, os EUA têm que tomar algumas medidas muito drásticas com seu plano de estímulo, e isso significa que faremos mais dívida”, acrescentou.


Professor de Harvard e Oxford, Niall Fergusondiz*, diz que bolha dos títulos americanos pode estourar até o final do ano de 2009

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Qual é a perspectiva para o que o senhor chama de Chimérica – a relação econômica simbiótica entre os Estados Unidos e a China – em 2009 e o G2, o encontro das duas potências?
Em primeiro lugar, o que chamo de Chimérica, a combinação entre a China e a América continua sendo central para o funcionamento da economia mundial e em muitos aspectos ela é a chave para sabermos se a crise atual se tornará uma Grande Depressão. Os Estados Unidos têm confiado por alguns anos na China e em outros países para financiar os déficits em conta corrente. E isso vai continuar acontecendo em 2009. A questão é saber o quanto do endividamento planejado pelo governo Obama a China estará disposta a financiar, num momento em que a economia chinesa está sofrendo efeitos severos da crise, causados pela queda de importações americanas. O grande risco é que as relações entre os dois países se deteriorem em função de discordâncias sobre comércio externo ou o câmbio. Para Obama, a coisa mais importante é se certificar de que as relações sejam as melhores possíveis. Assim, a Chimérica, a relação entre a China e a América continue a ser mutuamente benéfica. Essa será uma questão de enorme importância para o governo. E em relação a um encontro G2, entre os dois países, no nível mais alto, creio que ele precise acontecer o quanto antes. Não existe outra relação mais importante para os EUA hoje do que a China.

Como o senhor vê a disposição dos chineses em continuar financiando os sucessivos déficits americanos através da compra dos títulos do Tesouro dos EUA?
Bem, de um lado, os chineses tem menos recursos disponíveis. Isso significa dizer que muito do dinheiro que a China usava para comprar títulos americanos, como no ano passado, foi dinheiro obtido através dos superávits gerados pelas exportações chinesas. Mas em função da crise, já não é mais possível que a China continue gerando superávits naqueles níveis, uma vez que o comércio mundial declinou tão velozmente. Logo, os chineses terão menos dinheiro disponível para investir em moeda e ativos americanos, simplesmente em função das atuais condições econômicas. Ao mesmo tempo, é claro que a China precisa aumentar o seu nível de demanda doméstica, focando mais no aumento do consumo dos próprios chineses, que devem diminuir o seu nível de poupança. E se os domicílios chineses começarem a poupar menos, mais uma vez teremos menos recursos fluindo para o Banco Popular da China que possam ser investidos em ativos denominados em dólar. Mas acontece que os Estados Unidos irão continuar a emitir mais títulos do Tesouro para financiar os programas de recuperação econômica do governo Obama – tentando tomar mais dinheiro emprestado – e é aí que as tensões serão visíveis esse ano. Isso vai gerar um déficit de 1 trilhão a 1,5 trilhão de dólares. Isso vai ser difícil de financiar, e a China certamente não será capaz de absorver isso como fez no ano passado.

O senhor acredita que exista uma bolha no mercado de títulos do Tesouro americano prestes a estourar?

Certamente me parece que taxas de rendimento ao redor de 2% a 2,4% em notas de dez anos do Tesouro americano são inacreditavelmente baixas. E você teria que acreditar que o mundo está rumando para uma crise deflacionária no estilo do Japão nos anos 90 para que essa tendência dure indefinidamente. Isso não é um cenário de probabilidade zero. Aprendemos com a experiência japonesa que é possível termos uma enorme carga de dívida governamental e ainda assim baixas taxas de rendimento no caso de deflação. Também sabemos que existem crescentes pressões deflacionárias na economia global. Por outro lado, o Federal Reserve tem reagido com muito mais rapidez do que o Banco do Japão o fez nos anos 90 e o Fed tem imprimido dinheiro de forma tão agressiva, tão furiosamente, que não há como se perguntar se os Estados Unidos realmente terão uma deflação. Ao mesmo tempo, esses enormes déficits que podem chegar a 10% do PIB americano em 2010 não são calculados para agradar os investidores em títulos do Tesouro. Me parece que vamos chegar a um ponto em que o restante do mundo irá olhar para os Estados Unidos, com suas políticas monetária e fiscal e irá concluir que temos um cenário inflacionário adiante. Talvez isso aconteça já no final desse ano. E isso será uma questão crucial para os próximos meses. À certa altura, o sentimento vai mudar e os investidores vão concluir que não faz o menor sentido ficar sentado numa enorme pilha de títulos americanos, enquanto os EUA produzem enormes déficits. Isso vai acontecer – embora eu não saiba quando – pode ser uma questão de meses. Mas é certo que veremos uma mudança no humor do mercado internacional de títulos e uma significativa corrida de venda dos títulos americanos. E quando isso acontecer, as pessoas vão olhar para trás e compreender o que James Grant queria dizer quando declarou que ‘hoje uma nota de dez anos do Tesouro representa um risco de retorno zero em oposição a uma reserva de risco zero de retorno’.

A crise internacional já traz estragos significativos à economia brasileira. A maioria dos analistas prevê um crescimento de 2% neste ano, menos da metade do crescimento de 2008. Se tal previsão se concretizar, ainda assim podemos dizer que somos mais afortunados do que os americanos e europeus?
Bem, um crescimento de 2% é melhor do que um crescimento negativo. E uma vez que o mundo desenvolvido caminha para um ano de contração, nós poderíamos ver a economia americana contrair em até 3,5%. Mas o que sabemos da economia brasileira que nem sempre o país cresceu de forma tão forte quanto nos últimos anos. Não tenham dúvida de que esse ano será doloroso. Os dias em que os países Bric [grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China] podiam crescer a taxas tão altas fazem parte do passado porque acontece que a tese do descolamento era um mito. E a economia global é integrada – ela é apenas uma única economia, na realidade. E se a economia americana se contrai, todo mundo vai sofrer os efeitos disso. Nos Estados Unidos, as importações estão despencando. Logo, as exportações dos grandes países emergentes, como o Brasil, serão negativamente afetadas. Elas estão em queda livre. Mas se olhamos para os Brics, a Rússia é quem está em pior situação, devido à sua grande dependência do petróleo. E para falar a verdade, creio que no ano passado, o Brasil foi entre os Brics o país com o melhor desempenho. Logo, tais coisas são relativas. Não temos uma crise tão severa como a dos anos 30, pelo menos por enquanto. E creio que não será tão ruim como a dos anos 30. Creio que será algo mais parecido com os anos 80, em termos de problemas como o aumento do desemprego. E se olharmos para aquele período, o Brasil hoje se encontra numa situação muito mais sólida e confortável para enfrentar a desaceleração econômica.

Como o senhor vê a questão da desmoralização do princípio de risco moral?
Vivemos um tempo em que as lições que devíamos ter aprendido das décadas de 1970 e 1980 foram jogadas fora. Hoje tanto os bancos centrais quanto os órgãos reguladores em geral estão repensando essa questão enquanto lidam com a maior crise financeira desde a década de 1930. Para mim, o mais fascinante é ver o renascimento das teorias de John Maynard Keynes. De repente, todo mundo virou keynesiano em termos de política fiscal, mas igualmente extraordinária é a forma como a política monetária americana vem sendo conduzida por Ben Bernanke. As ansiedades de apenas alguns anos atrás, sobre os riscos inflacionários desapareceram. Mas não vejo a questão do risco moral sendo mencionada novamente. Creio é que preciso reconhecer que diante do risco de um enorme colapso do sistema financeiro internacional, a prioridade deve ser evitar o contágio sistêmico – para se evitar justamente a contração monetária que aconteceu na década de 1930, quando o Fed não agiu e acabou agravando ainda mais a crise. Temos que evitar isso, o que por outro não quer dizer que o salvamento de instituições em dificuldades possa ser feito indiscriminadamente.

O senhor acredita que aos olhos da comunidade financeira internacional, a gravidade da crise atual possa a vir a justificar calotes como o que ocorreu com a Argentina no começo da década, levando países em dificuldades em honrar suas dívidas a seguir o mesmo caminho?

Creio que ninguém quer seguir o exemplo da Argentina, o país do continente americano que já enfrentou o maior número de crises. Trata-se de um país que pode enfrentar uma crise financeira mesmo quando as coisas estão indo bem para os demais países. E o problema com a sucessão de crises argentinas é que elas praticamente impossibilitam que o país alcance um padrão de desenvolvimento sustentável. Já o Brasil se tornou um país em que sua dívida externa tem um papel muito menor hoje em dia. E a pujança da economia brasileira – mesmo diante da crise atual – é que nos últimos dez anos o país escolheu tomar as decisões acertadas, mesmo que elas significassem fazer sacrifícios, evitando os erros do passado, como o descontrole inflacionário e os calotes, além de mudar a lei de forma errática, como tem acontecido na Argentina em relação às regras dos fundos de pensão. Nada que aconteceu desde 2007 invalida a política macroeconômica brasileira. E tampouco os últimos anos justificam a conduta argentina. Tanto o Brasil quanto o Chile fizeram progressos enormes se comparados com a Argentina. No Chile, graças às reformas implantadas nos anos 80, hoje eles são o país latino-americano mais estável para atrair novos negócios.

Existem riscos de que a atual crise produza uma nova onda de protecionismo no comércio mundial?
Creio que sim, porque vários países já aumentaram suas tarifas e a Rodada de Doha acabou fracassando. Em épocas em que as economias se contraem e o desemprego cresce, os políticos julgam mais tentador seguir políticas protecionistas. Hoje o que mais me preocupam são algumas vozes no Congresso americano, principalmente entre democratas, que estão pedindo regras mais duras para as importações. Ou também um endurecimento sobre o que eles chamam de manipulação da moeda chinesa. Esse é o tipo de coisa com a qual devemos nos preocupar. A verdade é que hoje a globalização vem sendo questionada. Na cabeça de muita gente essa crise deve causar o retrocesso de projetos como de comércio livre e mobilidade de capitais. Eu ficaria surpreso, de uma perspectiva histórica, se não houvesse tentativas de reviver o protecionismo em algumas partes do mundo. Espero que o governo Obama resista a esse tipo de pressão, porque a lição da década de 1930 é clara: ao longo do tempo, uma proteção generalizada do comércio mundial só agrava a crise. Num momento em que o comércio já se contrai, a última coisa que precisamos é tornar as coisas piores do que já são. Na verdade, deveríamos estar pressionando por tarifas mais baixas para ajudar países pobres, como os africanos, a exportar seus produtos agrícolas. Mas politicamente isso é muito difícil de ser feito em tempos de recessão.

De que maneira o Congresso americano, de maioria democrata e protecionista influenciará o governo Obama?
Normalmente, podemos esperar um certo grau de deferência inicial do Congresso em relação ao novo presidente, mas precisamos lembrar de duas coisas: a primeira é que o próprio Obama integra a ala mais à esquerda do Partido Democrata e que ele conta com o forte apoio dos sindicatos, que não são defensores das políticas de livre comércio. E baseado em coisas que o Obama disse durante a campanha, ele não se demonstrou um admirador do Nafta e certamente é muito menos provável que ele busque acordos de livre comércio com os demais países latino-americanos. Logo, esse não é um governo que se pareça comprometido com o livre comércio.

* Niall Fergusondiz, Autor do livro ‘The Ascent of Money’ (A Ascensão do Dinheiro), que deverá ser lançado no Brasil pela editora Planeta, o historiador econômico Niall Ferguson, professor das universidades Harvard e Oxford.

Referências:

Portal Exame

Postal G1

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Nova Ordem Mundial: Será a prata o novo sistema de moeda?

Posted in Crise, Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 23/02/2009

image0043Os metais preciosos representam a única moeda segura durante períodos de instabilidade nos mercados e oferecem uma solução segura como investimento.

O investimento em metais preciosos está começando a chamar à atenção. Está se tornando reconhecido como um investimento alternativo ao nível de outras categorias, ajudando na diversificação dos portfólios.

O preço das ações das empresas de mineiração do ouro e da prata, tem aumentado consecutivamente nos últimos três anos.[1]

Os principais motivos por detrás desta subida são o estimulo monetário por parte dos bancos centrais que imprimem cada vez mais dinheiro com maior velocidade, a falta de oferta, a maioria dos grandes depositos de metais estão já a ser explorados e escasseiam novas descobertas e o excesso de procura, que é superior á oferta disponivel. O preço futuro de qualquer produto, neste caso os metais preciosos é em último caso afectado por um só factor dominante – a sua procura física ou sua oferta fisica. Como ensina a teoria económica, se a procura excede a oferta os preços sobem.

Há mais de uma década que o ouro e a prata têm apresentado déficits na oferta. Estes déficits têm sido compensados pelas vendas das reservas de ouro por parte dos Bancos Centrais, que impediram uma asfixa da oferta. A grande maioria dos governos ocidentais consideraram o ouro um producto de baixa rentabilidade e têm estado a desfazer-se das suas reservas ao longo da última década. Sem esta oferta, há muito que os preços haveriam subido. Os cofres dos bancos centrais estão agora meio vazios. No caso da prata, não houve um ano nos últimos 25 anos em que a produção das minas fosse capaz de satisfazer a procura. No início da segunda GGM, só os Estados Unidos tinham uma reserva de cerca de 25 onças por homem, mulher e criança. Essas reservas de prata praticamente desapareceram hoje. A maioria das reservas de prata de fácil acesso acima do solo, foram consumidas durante os últimos 50 anos. O mercado da prata está muito dependente da oferta secundária que vem principalmente de filme ou fotografia reciclada.

As ações do ouro e da prata, alavancando os ganhos dos metais, têm proporcionado enormes retornos aos seus investidores.

Para entender melhor a alavancagem do preço dos metais sobre as acções mineiras de ouro e prata, vejamos um caso prático. Por exemplo a empresa imaginária OuroDourado produz ouro com um custo de $300, se o preço do ouro for de $330, a empresa tem um lucro de $30. Suponhamos que o preço do ouro sobe para os $380, mantendo-se o custo constante, a OuroDourado passa a ganhar $80 por onça. Ou seja um aumento do preço do ouro de aproximadamente 15%, leva a que os lucros da OuroDourado tenham um acréscimo de 166.7%.

Grandes investidores acumulam Prata

Quem se está a posicionar neste metal é um conjunto de investidores de altíssimo perfil internacional com reputações de estrelas topo, que fizeram fortunas por estarem à frente da multidão, por serem astutos e por detectarem oportunidades, apostarem forte e ganharem.

Desde há poucos anos, aproveitando os preços nominais mais baixos das duas ultimas décadas e meia, e os preços ajustados à inflação mais baixos em quase 100 anos, Warren Buffet, George Soros (e seu irmão Paul), Bill Gates, Tish e outros grandes investidores -incluindo alguns sheiks de petróleo do Médio Oriente – têm silenciosamente acumulado posições na prata ou em ações de empresas de mineiração de prata. Eles têm estado a comprar porque reconhecem a enorme subvalorização da prata e o seu potencial.

Em 1997 Warren Buffet silenciosamente acumulou o que se acreditava na altura ser um terço das reservas disponíveis de prata acima do solo, comprando 130 milhões de onças por cerca de $650 milhões. Quando as aquisições foram conhecidas publicamente em Fevereiro de 1998, o preço da prata deu um salto temporário de 25%.

Os depósitos de ouro e prata descobertos durante a última década não chegam para cobrir a substituição futura de reservas para as grandes empresas mineiras. Há muito poucos depósitos destes metais que estejam em produção, em fase de avaliação ou mesmo em exploração. Mesmo que o preço do ouro e da prata subam de uma maneira dramática, para que iniciar produção em novas minas são necessários entre 5 e 7 anos. É preciso ter em conta que as minas são muito intensivas em custos e energia. As empresas mineiras não vão reagir com rapidez a um aumento súbito do preço, nem o poderiam fazer mesmo que quisessem. Este é um factor muito positivo.

Outro aspecto importante para entender como é que a situação de défice da oferta em relação à procura se mantém há mais de uma década e o preço do ouro e da prata não dispararam, é necessário conhecer o seu outro mercado.

Para além do mercado físico destes metais há ainda outro, o mercado de futuros, que é o mercado mais liquido (como para todas as mercadorias). Pode-se entrar e sair de um contrato de futuros em segundos. Isto dá liquidez ao mercado.

O mercado de ouro e prata é controlado pelas quantidades de contratos de futuros vendidos na Bolsa de Futuros. Esta condição não poderá manter-se para sempre, porque de ano para ano a disponibilidade fisica de prata diminui. Em algum momento este facto vai ser reconhecido pelo mercado e o preço irá subir substancialmente.

Moeda da Nova Ordem Mundial: 2009 primeiros círculos da edição limitada 5000 gravadas em relevo[2]

moeda14As fontes são limitadas e o produto não pode estar disponível em todas as áreas. Assunto da fixação do preço a mudar a qualquer hora de acordo com condições do mercado de lingote de prata.

Alan Greenspan:
“Na ausência da bandeira de ouro, não há nenhuma maneira de proteger economias da confiscação com a inflação. … Este é o segredo gasto dos discursos inflamados dos statists do bem-estar de encontro ao ouro. A despesa de deficit é simplesmente um esquema para a confiscação da riqueza. O ouro está na maneira deste processo insidioso. Está como um protetor dos direitos de propriedade. Se um agarra este, um não tem nenhuma dificuldade em compreender o antagonismo dos statists para a bandeira de ouro.

moeda24James Madison:
De “registros história que os cambiadores de dinheiro usaram cada formulário do abuso, da intriga, do engano, e dos meios violentos possíveis manter seu controle sobre os governos controlando o dinheiro e sua emissão.

Abraham Lincoln:
“Eu ver em um futuro próximo uma aproximação da crise que me debilite e faça com que eu trema para a segurança de meu país; os corporaçõs enthroned, uma era da corrupção em lugares elevados seguirá, e o poder do dinheiro do país esforçar-se-á prolongar seu reino trabalhando em cima dos preconceitos dos povos, até que a riqueza esteja agregada em algumas mãos, e a república estiver destruída. Eu sinto neste momento mais ansiedade para a segurança de meu país do que nunca antes, mesmo no meio da guerra.

moeda32James Paul Warburg:
“Nós teremos o governo do mundo, mesmo se nós gostamos d. A única pergunta é se o governo do mundo estará conseguido pela conquista ou pelo consentimento.

Barry Goldwater:
“A maioria de americanos não têm nenhuma compreensão real da operação dos emprestadores de dinheiro internacionais. Os clientes do sistema de reserva federal nunca foram examinados. Opera-se fora do controle do congresso e manipula-se o crédito dos Estados Unidos.

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moeda42G.D. McDaniel:
“Se, enquanto aparece, a experiência que estêve chamada “América está em uma extremidade… então talvez um epitáfio apropriado seria… ‘encontra-se aqui América a grande nação que pôde ter sido sem os banqueiros de Edomite que roubaram primeiramente seu dinheiro, se ter usado seu dinheiro roubado para comprar seus políticos e imprensa e última lhes ter privado de sua liberdade constitucional pelo dispositivo o mais mau contudo ter criado — O sistema bancário da reserva federal.

Louis McFadden:
“Reserve Bank federal de New York está ansioso para participar na relação estreita com o banco para estabelecimentos internacionais…. A conclusão é impossível de escapar que o estado e os departamentos da Tesouraria são dispostos associar o sistema bancário de Europa e de América, setting-upum independente financeiro do poder do mundo e acima do governo dos Estados Unidos. Os Estados Unidos sob as circunstâncias atuais serãotransformados mais do active de nações da fabricação em uma nação do consumo e de importação com um contrapeso de comércio de encontro a eles.

A Prata é melhor investimento do que o ouro

A Prata vai apresentar uma performance melhor do que o ouro nos próximos anos devido a várias razões, algumas delas são:

Déficit
O consumo industrial e procura total de Prata excede a oferta das minas, o défice é proporcionalmente superior para a Prata do que para o ouro.

Escassez
A falta física de Prata deve-se às décadas de consumo industrial. Hoje em dia há menos Prata no mundo do que ouro. Mais de 90% do ouro produzido desde há mais de 5.000 anos encontra-se ainda sobre a face da terra, a Prata foi consumida.

Necessidade para a indústria
A indústria necessita de Prata, para poder fabricar os produtos que a utilizam.

Rácio histórico
O rácio histórico é de 16 onças de Prata por 1 onça de ouro em termos de preço. Encontra-se agora nos 60 por 1, ou seja, muito baixo em termos do valor da Prata.

Posições curtas
As posições curtas no mercado de derivados em Prata são astronomicamente grandes, muito maiores do que para o ouro, dado a Prata disponivel e a oferta. Estes futuros terão eventualmente de ser fechados, o que levará a subidas do preço.

Inelasticidade da oferta
Ao contrário do ouro, poucos mineiros produzem prata como metal primário. A maioria da prata é produzida como produto paralelo na minagem do ouro, cobre, niquel e zinco.

Preço
O preço da Prata é inferior ao do ouro o que significa que há mais pessoas que podem aceder à Prata como investimento.

Referências:

[1]Bons Investimentos

[2]Nova Ordem Mundial

Crise Mundial: A hora é decisiva para GM e Crysler

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 22/02/2009

image4806580gJá foram muitos dias D nessa temporada interminável da crise. Hoje é mais um. As montadoras americanas já tiveram muita ajuda do governo e, mesmo assim, ainda mostram contas difíceis de sustentar. Chegou a hora decisiva mesmo para a General Motors e a Crysler, porque o governo deu uma ajuda, mas com prazo, e hoje ele tem de prestar contas.

Por isso, esse é o momento decisivo para elas, porque as indústrias precisam prestar contas ao governo do dinheiro que receberam. As indústrias automobilísticas estão tentando evitar a concordata, o que eles chamam lá de “Capítulo 11″. Os administradores das empresas acham que, depois que uma empresa admite publicamente que pode falir (que é uma concordata), as compras de carros da marca diminuem ainda mais.

As empresas têm custos altos demais que não sabem como resolver. Um exemplo: a General Motors, que teve US$ 20 bilhões de prejuízo e que pegou US$ 17 bilhões com o governo, não tem como explicar como ela gasta US$ 5 bilhões por ano com contas médicas dos aposentados. Foram concessões feitas no passado para o qual os trabalhadores contribuíam com quantia simbólica para ter plano de saúde depois de aposentado para ele, a mulher ou o marido.

Essa conta tende a ficar cada vez mais cara. Além das montadoras, os bancos americanos também estão com problemas sérios. Agora os economistas estão falando do “plano N” – de nacionalização. Ou melhor, de estatização. Ontem eu falei com Armínio Fraga, que foi presidente do Banco Central brasileiro. Ele acha que os Estados Unidos não podem deixar de considerar essa possibilidade de o governo assumir o controle dos bancos, pelo menos de alguns deles. Segundo ele, a ideologia não pode ser o impedimento para se pensar nisso. Primeiro, porque em alguns bancos talvez seja inevitável. Segundo, porque é por um período temporário.

Vários economistas americanos como Paul Krugman, que ganhou o Prêmio Nobel; ou Nouriel Roubini, que previu essa crise, estão defendendo a estatização de alguns bancos. Aqui, Armínio Fraga diz que os Estados Unidos deveriam fazer o que foi feito no Brasil no Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer): o governo assume, nomeia administradores, os acionistas perdem suas ações e o governo separa o banco bom e vende. Essa é a forma de destravar o crédito e salvar o sistema.

O governo americano está ainda tentando evitar isso. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, deve detalhar esta semana aquele plano, divulgado na semana passada, de compra de ativos podres dos bancos. Bom lembrar que tudo isso é sobre os bancos americanos. Os nossos vão bem e permanecem sólidos.

Montadoras parecem um buraco sem fundo

As montadoras parecem estar num buraco sem fundo. Até agora seus planos de investimento não convenceram ninguém – e elas querem mais dinheiro. Já o plano de estímulo é um bom começo, mas é cedo para dizer que é o começo do fim da crise.

O plano tem alguns defeitos, mas vários méritos. Vamos começar pelas boas notícias: mais de US$ 300 bilhões são de redução de impostos. Há mais de 50 anos os economistas vêm provando que redução de impostos, principalmente para as pessoas, é a forma mais rápida de recuperação econômica.

Outro mérito do plano de estimulo é que ele tem um rumo: vários programas são, ao mesmo tempo, para criar emprego e para transformar a economia americana para os tempos de mudança climática. Não são apenas investimentos em energia solar e energia do vento. Tem também modernização dos prédios públicos para uso de menos energia e obras contra eventos climáticos extremos, como em Nova Orleans.

Mas ainda são tímidas as medidas para proteger os compradores de imóveis. Três milhões de americanos perderam ou vão perder suas casas. E pior: ainda não está resolvido – longe disso – o olho desse furacão, que é a crise financeira. Os bancos continuam com risco de quebrar, e o plano divulgado na semana passada não convenceu.

Em vários países do mundo, os sinais são ruins ainda. Ontem caiu essa ficha de que a turbulência está se espalhando, e isso derrubou Bolsas pelo mundo inteiro, inclusive no Brasil. Há novas frentes da crise. Uma delas é a dos bancos do Leste Europeu, que estão com grandes dificuldades.

Outra frente são países estão entrando em recessão. A Rússia teve uma queda de produção industrial de 18% em janeiro depois da queda de 10% em dezembro. Há quatro meses a Rússia registra queda na produção industrial. Taiwan teve uma queda de 8,5% no PIB do quarto trimestre, como foi divulgado na manhã desta quarta-feira (18). A crise se espalha.

Enquanto isso, no Brasil vêm surgindo sinais de melhora. São sinais isolados, mas são bons. Isso significa que o país não está, infelizmente, numa redoma de vidro, mas aqui há alguns sinais bons nos últimos dias. Ontem o IBGE divulgou vendas do varejo de dezembro. A queda foi pequena para o tamanho da crise. Os bens de menor valor, como roupa e calçados neutralizaram em parte a queda da venda de carros.

O país teve superávit comercial nos primeiros 15 dias de fevereiro e vai fechar o ano com superávit comercial. A produção de carros recuperou em parte, e aqui o mercado é dominado por empresas que não estão em crise lá fora. É bom lembrar isso.

Os bancos estão sólidos e a briga aqui é para que eles emprestem mais barato. O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, me disse que o órgão vai trabalhar para derrubar as taxas de juros bancárias. A Selic, que é a taxa básica do Banco Central, deve cair um ponto percentual na reunião do mês que vem.

Fonte: Bom dia Brasil/Míriam leitão

Fim do Dólar IV: O papel do dólar como divisa de reserva chegará ao fim

Posted in Crise, Fim do Dólar by Blog Juízo Final on 21/02/2009

paul-craig-roberts2-220-jpg801Paul Craig Roberts, Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan

É difícil saber onde Bush efetuou mais destruição, se na economia iraquiana ou na dos EUA.

No último número de Manufaturing & Technology News, o economista Charles McMillion observa que durante os sete anos de Bush a dívida federal aumentou em dois terços enquanto a dívida imobiliária duplicou.

Este maciço estímulo keynesiano produziu resultados econômicos deploráveis. O rendimento real mediano declinou. A taxa de participação da força de trabalho diminuiu. O crescimento do emprego foi patético, com 28 por cento dos novos empregos estando no sector governamental. Todos os novos empregos no sector privado são devidos a burocracias da educação privada e cuidados de saúde, e a bares e restaurantes. Foram perdidos 3,25 milhões de empregos manufatureiros e meio milhão de empregos de supervisão. O número de empregos na manufatura caiu ao nível de 65 anos atrás.

Isto é o perfil de uma economia do Terceiro Mundo.

A “nova economia” tem estado a incidir num défict comercial em produtos de tecnologia avançada desde 2002. O défict comercial estado-unidense em bens manufaturados amesquinha o do défict comercial em petróleo. Os EUA não ganham o suficiente para pagar a sua factura de importações, e não poupam bastante para financiar o défict orçamental do governo.

Para financiar os seus déficts, a América recorre à bondade de estrangeiros a fim de continuar a aceitar o derramamento de dólares e de dívida denominada em dólares.

Os dólares ainda são aceitos porque esta é a divisa de reserva do mundo

Na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, o multimilionário negociante de divisas George Soros advertiu que o papel do dólar como divisa de reserva estava a chegar ao fim. “A crise atual é não só o fracasso que se segue ao boom imobiliário, é basicamente o fim de um período de 60 anos de contínua expansão do crédito baseada no dólar como divisa de reserva. Agora o resto do mundo está cada vez mais relutante em acumular dólares”.

Se o mundo está relutante em continuar a acumular dólares, os EUA não serão capazes de financiar o seu défict comercial ou o seu défict orçamental. Como ambos estão seriamente desequilibrados, a implicação é ainda maior declínio no valor de troca do dólar e uma ascensão aguda nos preços.

Certos economistas romantizaram o globalismo, deliciando-se na miríade de componentes estrangeiros em marcas de produtos estado-unidenses. Isto é bonito para um país cujo comércio está em equilíbrio ou cuja divisa tem o papel de divisa de reservas. É uma terrível dependência para um país como os EUA que tem estado ocupado a trabalhar para deslocalizar sua economia enquanto destrói o valor de troca da sua divisa.

Quando o dólar perder valor e perder a sua posição privilegiada como divisa de reservas, os padrões de vida estado-unidenses sofrerão um golpe sério.

Se o governo estado-unidense não pode equilibrar o seu orçamento cortando nos gastos ou aumentando impostos, no dia em que não mais puder tomar emprestado veremos o governo a pagar as suas contas imprimindo dinheiro como uma república bananeira do Terceiro Mundo. Inflação e mais depreciação da taxa de câmbio estarão na ordem do dia.

Fonte: Globalresearch.ca

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Fim do Dólar II: A moeda americana virará papel sem valor

Fim do Dólar III: EUA à beira da falência

Crise Mundial: Bancos na União Européia têm US$ 23 trilhões em títulos sob risco de calote

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 20/02/2009

weck-euroende2_midres1O sistema bancário da União Europeia (UE) tem 18,2 trilhões de euros (cerca de 23 trilhões) em ativos “podres” (com alto risco de calote) ou que precisam de revisões contábeis, segundo documento que está em preparação pela Comissão Europeia (o órgão executivo da UE) para ser dirigido aos ministros das áreas financeiras dos 27 países do bloco, de acordo com reportagem do diário britânico “The Guardian”.

Segundo o documento, se as medidas para resgatar os bancos europeus continuarem a ser adotadas de forma descoordenada, a integração de bancos europeus vai se desfazer em meio a uma série de medidas protecionistas, diz o “Guardian”, que teve acesso ao relatório.

Os ministros se encontraram e decidiram realizar uma conferência no próximo dia 28, para tentarem coordenar as iniciativas dos governos da UE para resgatar os bancos. Para a comissão, medidas isoladas podem resultar em um sistema bancário mais fraco, com reflexos negativos para o setor produtivo e para a economia como um todo.

“Agora que a profundidade inesperada da desaceleração econômica traz a ameaça de uma deterioração maior da qualidade do crédito e de uma nova onda de inadimplência, a incerteza sobre a qualidade dos ativos dos bancos –apesar das medidas de apoio já adotadas pelos governos– permanece”, diz o relatório.

Os ministros disseram que vão reforçar seus esforços para fazer com que a oferta de crédito possa fluir normalmente de novo, mas descartaram a criação de um mecanismo oficial para absorver os títulos de risco, preferindo respostas mais flexíveis e coordenadas.

O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, disse que o importante é que haja coordenação, inclusive com os Estados Unidos. “Cada país no mundo precisa de seus vizinhos mais do que nunca, seja em relação ao comércio ou em fazer o crédito fluir. É muito importante que enviemos um sinal bastante claro quanto a esse ponto”, afirmou.

Alguns ministros, no entanto, veem as ajudas isoladas de governos para garantir os ativos com problemas em cada país como mais protecionistas que as ajudas a outros setores, como a indústria automobilística, diz a reportagem. “A resposta dos países da zona do euro à crise econômica deformaram o projeto conjunto do euro mais do que qualquer outro evento imaginável”, disse o primeiro-ministro da da República Tcheca, Miroslav Topolánek.

Ajudas

Nesta semana, o governo alemão informou que foi aprovado o projeto de lei que permite a estatização dos bancos em situação de falência. O projeto do governo alemão diz que o Estado oferecerá durante cinco anos, em vez dos três colocados inicialmente, garantias para assumir a dívida das entidades financeiras afetadas. Segundo o governo, o projeto de lei estabelece que antes será necessário esgotar todas as vias previstas no direito acionário.

Na semana passada, o governo americano apresentou um plano de estabilização do sistema bancário. O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, apresentou um programa de três etapas, em conjunto do Departamento do Tesouro, do Federal Reserve (Fed, o BC americano) e do setor privado pode chegar a US$ 1,5 trilhão. Desse total, US$ 500 bilhões serão usados para retirar ativos “podres” dos bancos e US$ 1 trilhão será oferecido ao mercado na forma de novos empréstimos.

No Fórum Econômico Mundial deste ano em Davos (Suíça), a ministra da Economia, Finanças e Emprego da França, Christine Lagarde, já havia destacado que a onda de pessimismo sobre a economia global acentuará o nacionalismo, especialmente entre os desenvolvidos.

O vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, disse que não há como estabilizar a economia mundial sem que os ativos “tóxicos” sejam separados dos ativos “saudáveis” dentro das instituições financeiras envolvidas na crise. O investidor George Soros, por sua vez, defendeu a criação de “bancos bons” que possam ser recapitalizados pelo governo, mantendo, ao mesmo tempo, a parte “ruim”.

Fonte: Folha Online

Crise Mundial: A “pressão do sistema econômico” falência é eminente

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 20/02/2009

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Walter Eichelburg, Engenheiro.

A depressão avança mundo afora mais e mais na economia real. Os pedidos entram em colapso, e com isso explode o número de desempregados. Todavia, os países do Ocidente conseguiram ainda manter os bancos e eles mesmo não entrarem em falência.

Mas isso deve mudar agora. Grandes países como até a Grã-Bretanha parecem estar “acabados”. Mesmo os EUA e Alemanha em girar sua “vaca super-sagrada”, os títulos públicos. Para complicar, o preço do ouro sobe a longos passos, pois os ricos se garantem.

Tudo aponta que a pressão de correção do sistema tornou-se muito grande, e logo devemos contar com uma terrível explosão: falência também dos países ocidentais e suas divisas.

A “panela de pressão”

Ao longo das décadas foi formada uma enorme “pressão de crédito”. Cada recessão foi combatida com novos créditos. Como agora, mais uma vez. Em casos normais, juros baixos e déficit público elevado contribuíram para que, após alguns trimestres de recessão, tenha começado novamente a concessão de crédito e então a conjuntura. Ao todo isso levou a um inédito recorde de endividamento mundo afora.

 

Desta vez é diferente: diminuição recorde dos juros e gastos públicos recordes não provocam mais o efeito desejado; por toda a parte a economia entra em depressão (definido como uma retração real de pelo menos 10%). O motivo é bem simples: a última “injeção de ânimo” por volta de 2002 foi a última possível. Entrementes, o endividamento aumentou radicalmente. Apesar de todas as tentativas, isso não vai funcionar mais uma vez. É uma característica do “Inverno de Kondratieff”, onde a montanha de dívida tornou-se tão grande e as dívidas são desmontadas – independente daquilo que políticos e banqueiros façam. Aconteceu a mesma coisa também na década de 1930.

Sempre mais “pressão de crédito”

Conseguiu-se até o presente uma reanimação da expansão natural de crédito através dos bancos com as tentativas de reflação, isso não será mais possível agora. Diferentes categorias de crédito estão mortas desde o início da crise real no verão de 2007: como os Junk bonds e o mercado de crédito interbancário.

Por isso vieram os bancos centrais e tomaram dos bancos uma parte de seus papéis podres a troco de dinheiro novo: simplesmente “monetarizou”-a (transformaram em dinheiro). Especialmente os balanços do FED e do BCE explodiram desde o verão de 2008. Entrementes isso não é mais suficiente, os países devem atuar para salvar os bancos, onde eles despejam dinheiro, privatizem os bancos ou assumam garantias.

 

O banco de hipotecas bancárias Hypo Real Estate (HRE) já recebeu € 103 bilhões do Estado alemão, sem estar saudável. Tudo isso são sacos sem fundo.

No momento os prognósticos apontam para os EUA em 2009, US$ 3.000 bilhões de déficit estatal (sem contar com o acordado programa conjuntural). Tanta poupança disponível não existe no mundo todo para poder financiar tal empreitada. Na Europa não é diferente. Países, como por exemplo a Irlanda ou a Grã-Bretanha, prevê em 2009 um déficit público de 13% do produto interno bruto (PIB). Na realidade, estes déficits são muito mais elevados devido à bancarrota da arrecadação de impostos.

Estas somas só podem ser “impressas”

Pode-se supor que uma grande parte dos assim chamados “pacotes de salvamento bancário”, enviados pelos países ocidentais em 2009, estão esgotados: na Alemanha, €500 bi; na Áustria, €100 bi. Somente para a Europa e EUA pode-se considerar provavelmente déficits estatais na ordem de 6 a 10 trilhões de dólares. Não existem poupanças nesta ordem de grandeza que se possa emprestar.

Ou seja, os novos títulos públicos irão para o banco central, o qual então “imprime” dinheiro (eletronicamente). Eles monetarizam então. E isso cria hiperinflação.

Não é de se esperar que a atual elite política e bancária irão jogar a toalha, pois isso seria seu fim. Revoluções seriam as conseqüências. Essa impressão de dinheiro também é uma mera tática protelatória contra o próprio desmoronamento.

“Near Misses”

De tempo em tempo aparecem coisas surpreendentes. Queda do sistema financeiro que foi suspensa mais uma vez. Aqui alguns exemplos:

A 10 de outubro de 2008, Londres:

“Revealed: Day the banks were just three hours from collapse”

Britain was just three hours away from going bust last year after a secret run on the banks, one of Gordon Brown s Ministers has revealed.

City Minister Paul Myners disclosed that on Friday, October 10, the country was very close to a complete banking collapse after major depositors attempted to withdraw their money en masse.

The Mail on Sunday has been told that the Treasury was preparing for the banks to shut their doors to all customers, terminate electronic transfers and even block hole-in-the-wall cash withdrawals.

Only frantic behind-the-scenes efforts averted financial meltdown. If the moves had failed, Mr Brown would have been forced to announce that the Government was nationalising the entire financial system and guaranteeing all deposits.

Insider sacaram em grande estilo dinheiro dos bancos britânicos. Dentro de 3 horas os bancos estariam acabados, caso o governo não tivesse intercedido imediatamente.

A 18 de setembro de 2008, EUA:

“How The World Almost Came To An End At 2PM On September 18”

On Thursday (Sept 18), at 11am the Federal Reserve noticed a tremendous draw-down of money market accounts in the U.S., to the tune of $550 billion was being drawn out in the matter of an hour or two. The Treasury opened up its window to help and pumped a $105 billion in the system and quickly realized that they could not stem the tide. We were having an electronic run on the banks. They decided to close the operation, close down the money accounts and announce a guarantee of $250,000 per account so there wouldn t be further panic out there.

If they had not done that, their estimation is that by 2pm that afternoon, $5.5 trillion would have been drawn out of the money market system of the U.S., would have collapsed the entire economy of the U.S., and within 24 hours the world economy would have collapsed. It would have been the end of our economic system and our political system as we know it.

Este acontecimento no mercado financeiro foi muito pior; aqui também foi por um fio. Se fosse de outra forma, o sistema bancário norte-americano teria entrado em colapso imediatamente e o sistema bancário mundial em menos de 24 horas. Também o sistema político.

Novamente aconteceu um Bank-Run pelos insiders; novamente ele foi impedido através das garantias estatais. Logo depois seguem as garantias normais para todos os investimentos bancários através de diferentes governos. Somente assim foi possível parar – na forma onde os Estados foram jogados na panela de pressão como fiadores – por assim dizer como gelo; isso deveria abaixar a temperatura.

Quando acontecerá um ataque que não possa ser mais corrigido, que romperá?

O próximo “ataque” vem da economia real

O gráfico abaixo de Casey Research mostra a queda certa da economia real e do comércio mundial. Este comércio caiu no último ano cerca de 40%; a produção industrial mundial cerca de 12%.

Provavelmente estes números também não provêm mais do início de fevereiro de 2009, pois existe sempre um lapso de tempo nos relatórios destas cifras. Podemos partir do pressuposto que estes números reflitam a situação do final de 2008; entrementes as cifras podem ser mais baixas ainda, pois a situação se desenvolve rapidamente. As exportações e importações da China caíram cerca de 40%; no Japão a economia encolheu cerca de 12%. Nos EUA, Grã-Bretanha, Irlanda e Espanha a coisa não está melhor.

As conseqüências:

– as arrecadações de impostos dos países entram em colapso
– os gastos dos países para salvamento, desempregados etc explodirão
– falência em massa das empresas
– quase nenhum crédito estará disponível para as empresas, pois tudo é incerto

– créditos atuais deverão ser contabilizadas, e isso piorará a situação dos bancos ainda mais “Insalvável”

O que circula na comissão européia e nos governos:

“Altamente secreto: papéis podres na casa de 18,1 trilhões de Euros nos bancos ocidentais”

17 folhas perfazem um documento classificado como “Altamente secreto” pela comissão européia em Bruxelas, onde a verdade crua e nua sobre a situação econômica desoladora do sistema financeiro é descrita. Segundo ele, existem no momento nos bancos europeus papéis podres ou encalhados na ordem de 18,1 trilhões de Euro. Não são bilhões, não – trilhões. 44 por cento de todos os ativos dos bancos europeus são “podres” neste momento.

O britânico Telegraph pôde espiar estes papéis e reportar a esse respeito. Mais tarde, o relatório teve que ser alterado (por pressão dos políticos); o link da internet ainda mostra esta soma.

Como dito, estas são as perdas do balanço dos bancos europeus, 44% de seus papéis e créditos ou não têm qualquer valor ou quase não têm valor. Ou seja, tenta-se alterar as regras contábeis para continuar a mascarar a situação.

A verdade: não há esperança

O desmoronamento da economia real contribui para que a situação dos bancos e dos países piore drasticamente.

Os bancos são há muito tempo “too big to bail” – muito grandes para salvá-los. Eles levarão os Estados consigo – logo.

O ataque através do ouro

Teoricamente em um sistema “Fiat-Money-Szstem” como o nosso, qualquer banco e qualquer país pode ser salvo, até mesmo com grandes somas – enquanto o proprietário do capital permanecer no sistema. Assim que ele fugirem, começa a hiperinflação, as divisas logo não serão mais aceitas, elas serão inconvertíveis e com elas não se consegue importar mais nada. Os preços para todos os bens necessários explodirão. Somente os mais dependentes deverão aceitar ainda as moedas; todos os outros mudarão para uma “melhor dinheiro”. Esta é a “fronteira natural da impressão de dinheiro”.

O problema é que praticamente todas as grandes divisas como o dólar, euro, libra, franco suíço e yen estão sendo impressos maciçamente. Só se pode mudar para fora do sistema; isso acontece agora.

Segue abaixo o preço do ouro em dólar norte-americano e euro do último mês:

Em dólar, ele aumentou mais de $100/onça; em euro até €110/onça. Isso é um lendário desempenho se pensarmos que no mesmo período o Index do Dow Jones e os títulos de 30 anos do Tesouro norte-americano (Treasury Bonds) perderam cerca de 10% em valor.

Não é de se estranhar que os ricos migram agora para o ouro.

O “Big Money” vai para o ouro

Aqui alguns artigos que foram publicados semana passada em hartgeld.com:

 

Eu trabalho em um grande banco alemão. Nos chamados Private Banking de nossa casa, o clientes ricos são recomendados a comprar ouro em espécie – Carta do Leitor

Feb. 10 (Bloomberg) — U.S. pension funds are among a growing number of money managers inquiring about investing in gold, a trend that helped almost double the bullion held in the nation s largest exchange-traded precious-metal fund in the past two years, the World Gold Council said.

A crise econômica e o seguro nos mercados financeiros levam a um verdadeiro Run em metal nobre. Comerciantes de ouro anunciam gargalos no fornecimento, refinarias de ouro funcionam a todo o vapor, e a cada notícia negativa sobre a economia aumenta a procura. – SF

Investors are buying record amounts of gold bars and coins, shunning risky assets for the relative safety of bullion amid renewed fears about the health of the global financial system.

The move into gold is being driven by the very rich, with bankers saying that some clients are hoarding gold in their vaults. UBS and Goldman Sachs said last week that investor hoarding would drive prices back above $1,000 an ounce. On Monday gold was trading at $892 an ounce.

Jonathan Spall, director of commodities at Barclays Capital in London, said: “We have seen more new enquiries about investing in gold so far this year than during the whole 2008.” – FT

 

Com isso a coisa é clara: começou um novo Run ao ouro, levado a cabo pelos mais ricos. Estes têm praticamente meios ilimitados para comprar todo o ouro que existe no mundo. Primeiramente são os ricos no ocidente. Índia e Oriente Médio estão fora no momento (suas dívidas pressionam enormemente).

Apesar de todas as tentativas dos bancos centrais, o preço do ouro não se deixa mais abafar, a procura é muito grande. Um comerciante alemão de metais preciosos me disse que a procura por ouro e prata está três vezes maior atualmente, como no recorde do mês de outubro de 2008. Aparecem também “grandes pedidos” como, por exemplo, uma tonelada de prata. As empresas também investem maciçamente nos metais preciosos.

Com o ouro a $1.000/onça, a tampa explodirá

Não é só o preço do ouro que aumenta. O preço dos metais industriais, prata, cobre, e o petróleo também aumentam. E isso apesar da procura industrial ter recuado. A era a partir do verão de 2008 (verão europeu), onde os macacos investidores se deixaram caçar com os títulos do tesouro, já passou. Os juros dos títulos públicos, também dos norte-americanos e alemães aumentarão novamente. Simultaneamente caem o curso das ações. Tudo indício de que começou a fuga por parte do Big Money dos papéis em ativos reais.

 

Como mostrado em meu último artigo – Fase três da crise – eu sou da opinião que o ouro tem com $1.000/onça sua marca crítica, onde a fuga para o ouro começa de verdade. Pois aqui começa o medo de perder nos títulos e ainda a ganância em lucrar. A melhor combinação que existe no universo dos investidores. Uma movimentação em massa inicia-se.

Então tornar-se-á muito difícil para os governos e bancos centrais salvar a si próprios. Pois os juros deverão então ser aumentados significativamente para evitar uma fuga do capital do sistema. Juros altos são absolutamente mortais. Só é necessário observar a Hungria ou a Islândia; lá foi necessário aumentar os juros após a desvalorização da moeda.

Os Estados e os grandes bancos desmoronarão juntos

Assim como aconteceu na Islândia, Letônia, Hungria ou agora a Ucrânia. Os primeiros candidatos na área do euro devem ser a Irlanda e a Grécia, então a Espanha, Itália, Áustria. Por último provavelmente a Alemanha. Tudo isso acontecerá no primeiro semestre de 2009, juntamente com a falência dos EUA. Isso levará também o euro para o fundo do poço.

Somente então a população irá querer ver que suas poupanças sumiram, e seus empregos também. Mas então é muito tarde. Iniciar-se-á uma caçada às bruxas aos políticos, vide Islândia.

Como sempre as pessoas serão ludibriadas até o último minuto, e elas querem ser ludibriadas.

 

 

Fonte: Inacreditável

Wolf: por que o novo plano de Obama fracassará em resgatar os bancos

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 16/02/2009

Financial Times
wolfd07-tnMartin Wolf
Colunista do Financial Times

A presidência de Barack Obama já fracassou? Em tempos normais, esta seria uma pergunta absurda. Mas estes não são tempos normais. Estes são tempos de grande risco. Hoje, o novo governo americano pode negar a responsabilidade por sua herança; amanhã, ele será dono dela. Hoje, ele pode oferecer soluções; amanhã ele se tornará o problema. Hoje, ele está no controle dos eventos; amanhã, os eventos o controlarão. Fazer muito pouco agora é muito mais arriscado do que fazer demais. Se ele fracassar em agir de forma decidida, o presidente corre o risco de ser atropelado, como seu antecessor. Os custos de outra presidência fracassada para os Estados Unidos e para o mundo não podem ser contemplados.

O que é necessário? A resposta é: foco e ferocidade. Se Obama não consertar esta crise, todas as esperanças de sua presidência se perderão. Se ele conseguir, ele poderá mudar a agenda. Torcer pelo melhor é tolice. Ele deve esperar pelo pior e agir de acordo.

Mas torcer pelo melhor é o que pode ser visto no programa de estímulo e -até onde posso julgar pelo anúncio com poucos detalhes de terça-feira por Tim Geithner, o secretário do Tesouro- também nos novos planos para consertar o sistema bancário. Eu comentei sobre o anterior na semana passada. Eu apenas acrescentaria que é extraordinário que um novo presidente popular, diante de uma crise econômica que ocorre uma vez a cada 80 anos, permita que o Congresso determine o resultado.

O programa bancário parece ser outro fruto das intervenções fracassadas do último ano e meio: otimista e não decisivo. Se esta “cria do programa de alívio de ativos problemáticos” fracassar, a credibilidade de Obama estará arruinada. Agora é a hora de uma ação que pareça ser capaz de resolver o problema; esta, entretanto, não parece ser ela.

O tempo todo duas posições contrastantes foram mantidas sobre o que aflige o sistema financeiro. A primeira é que se trata basicamente de pânico. A segunda é que se trata de um problema de insolvência.

Segundo a primeira posição, os preços de um conjunto definido de “ativos tóxicos” foram derrubados abaixo de seu valor a longo prazo e em alguns casos sua venda se tornou impossível. A solução, como muitos sugerem, é os governos criarem um mercado, comprar os ativos ou segurar os bancos contra os prejuízos. Este foi o argumento para o Tarp (sigla em inglês para Programa de Alívio de Ativos Problemáticos) original e o “super-SIV (veículo de investimento estruturado)” proposto por Henry (Hank) Paulson, o ex-secretário do Tesouro, em 2007.

Segundo a segunda posição, uma proporção considerável das instituições financeiras estão insolventes: seus ativos valem, segundo suposições plausíveis, menos do que suas obrigações. O Fundo Monetário Internacional argumenta que as perdas potenciais apenas com ativos de crédito originados nos Estados Unidos atualmente chegam a US$ 2,2 trilhões, em comparação a US$ 1,4 trilhão em outubro passado. Isto é quase idêntico às estimativas mais recentes da Goldman Sachs. Em comentários recentes ao “Financial Times”, Nouriel Roubini, da RGE Monitor e da Escola Stern da Universidade de Nova York, estima o pico dos prejuízos com ativos gerados nos Estados Unidos em US$ 3,6 trilhões. Felizmente para os Estados Unidos, metade desses ativos estão no exterior. Mas o restante do mundo contra-atacará: à medida que a economia mundial implodir, as imensas perdas no exterior -em dívida soberana, imobiliária e corporativa- certamente recairão sobre instituições americanas, com efeitos terríveis.

Pessoalmente, eu tenho pouca dúvida de que a segunda posição é a correta e, à medida que a economia mundial deteriora, se tornará cada vez mais. Mas este não é o âmago da questão. É se, na presença de certa incerteza, pode ser certo basear as políticas na torcida pelo melhor. A resposta é clara: os autores racionais de políticas devem presumir o pior. Se isso provar ser pessimista, eles acabarão com um sistema financeiro excessivamente capitalizado. Se a opção otimista estiver errada, eles terão bancos zumbis e um governo desacreditado. Não há dúvida de qual deve ser a opção.

O novo plano parece fazer sentido se, e apenas se, o problema principal for a falta de liquidez. Oferecer garantias e comprar parte dos ativos tóxicos, limitando ao mesmo tempo novas injeções de capital para menos do que os US$ 350 bilhões que restam no Tarp, é insuficiente para lidar com o problema de insolvência identificado pelos observadores informados. De fato, qualquer compra de ativos tóxicos ou um programa de garantia deve ser uma forma ineficaz, ineficiente e injusta de resgatar instituições financeiras capitalizadas de forma inadequada: ineficiente, porque grandes injeções de capital ou conversão da dívida em ações são formas melhores de recapitalizar os bancos; e injusta, porque grandes subsídios iriam para instituições fracassadas e compradores privados de ativos ruins.

Por que então o governo está cometendo o que parece ser um erro? Pode ser que ele esteja torcendo pelo melhor. Mas também parece que ele se fez a pergunta errada. Ele não perguntou o que é necessário ser feito para assegurar uma solução. Em vez disso, ele se perguntou que melhor pode fazer dadas três restrições arbitrárias e autoimpostas: nada de nacionalização, nada de prejuízos para os detentores de títulos; e nenhum dinheiro adicional concedido pelo Congresso. Mas por que um novo governo, diante de uma crise imensa, não tenta mudar os termos do debate? A timidez é deprimente. Tentar compensar por este erro, impondo condições irrelevantes às instituições assistidas, é como aumentar o erro em vez de reduzi-lo.

Bancos podres

Presuma que o problema seja de insolvência e que o modesto valor de mercado dos bancos comerciais americanos (cerca de US$ 400 bilhões) derive do apoio do governo. Presuma, também, que seja impossível no momento levantar grandes somas de capital privado. Então é necessário que haja uma recapitalização por um dos dois modos indicados acima. Ambos apresentam desvantagens: a recapitalização pelo governo é um resgate aos credores e envolve administração temporária do Estado; troca de dívida por ações prejudicaria os mercados de ações, seguradoras e fundos de pensão. Mas é inevitável ter que optar.

Se Geithner ou Lawrence Summers, chefe do conselho econômico nacional, estivessem aconselhando os Estados Unidos como se fossem um país estrangeiro, eles apontariam isso, brutalmente. Dominique Strauss-Kahn, o diretor-gerente do FMI, disse a mesma coisa, gentilmente, na Malásia no último sábado.

O conselho correto continua sendo aquele dado pelos Estados Unidos aos japoneses e outros durante os anos 90: admita a realidade, reestruture os bancos e, acima de tudo, mate as instituições-zumbi de uma vez por todas. É uma questão importante, apesar de secundária, se a resposta certa é a criação de novos “bancos bons”, deixando os velhos bancos perecerem, como recomenda meu colega, Willem Buiter, ou novos “bancos podres”, permitindo que os velhos bancos agora limpos sobrevivam. Eu também estou inclinado para a primeira opção, porque a cultura dos velhos bancos parece muito tóxica.

Ao fazer a pergunta errada, Obama está fazendo uma aposta imensa. Ele deveria ter decidido limpar esses bancos imundos e sórdidos. Ele precisa repensar a situação, se já não for tarde demais.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Fonte: UOL

Alemanha terá documento eletrônico de identidade a partir de 2010

Posted in Nova Ordem Mundial by Blog Juízo Final on 13/02/2009

03506621_400O Bundesrat (câmara alta do Parlamento alemão) aprovou nesta sexta-feira (13/02) a lei que regulamenta a cédula eletrônica de identificação pessoal na Alemanha. A nova carteira de identidade continuará contendo dados pessoais e uma fotografia biométrica, mas estes serão também armazenados num chip, possibilitando a identificação eletrônica para negócios na internet.

O arquivamento da impressão digital no chip fica a critério do portador. Além disso, será criada a possibilidade de uma assinatura eletrônica, que facilitará, entre outras coisas, a identificação em repartições públicas. A nova cédula de identidade deverá poder ser encomendada a partir de 1º de novembro de 2010.

O cartão eletrônico com que os alemães futuramente se identificarão deverá facilitar transações comerciais, mas representa uma perda em proteção de dados. Armazenamento opcional de impressão digital é polêmico.

O governo alemão aprovou o modelo do futuro documento de identidade alemão em formato de cartão de banco. O gabinete decidiu que o cartão eletrônico substituirá a atual carteira de identidade a partir de 1º de novembro de 2010.

A idéia é facilitar compras na internet, transferências bancárias e trâmites em repartições públicas. O controverso armazenamento de impressões digitais no cartão não será obrigatório. O projeto do gabinete ainda deverá passar pelo crivo das duas câmaras do Parlamento alemão – Bundestag e Bundesrat. A oposição rejeita a identidade eletrônica, sobretudo o armazenamento de impressões digitais.

Maior agilidade do comércio na rede

O novo cartão de identidade será menor do que a atual carteira e deverá conter um chip. O armazenamento de uma foto para controle por parte da polícia e da guarda de fronteiras é obrigatório para todos os cidadãos maiores de 16 anos. Opcionalmente, o cartão também pode conter uma assinatura eletrônica para contratos e certidões.

“O novo documento de identidade torna as transações comerciais eletrônicas mais seguras e mais simples para os cidadãos, para a iniciativa privada e para a administração pública”, argumentou o ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble (CDU), em Berlim.

Para ser utilizado em transações na internet, o cartão requer uma senha e um aparelho que possibilite sua leitura pelo computador. Isso deve facilitar o comércio na rede, pois não será mais necessário enviar números de cartão de crédito, senhas e outros códigos de identificação.

Os provedores de serviços de internet precisam requerer um certificado aos órgãos públicos. Quanto à abertura de contas, calcula-se que será possível economizar cerca de 130 milhões de euros, pois a comprovação da identidade na internet se tornará especialmente confiável e rápida.

Requerer um documento de identidade na Alemanha ficará mais caro. Os custos de cartões semelhantes em outros países oscilam de 10 a 42 euros. Hoje, a expedição de uma carteira de identidade custa oito euros na Alemanha.

Proteção de dados passa a gerar suspeita

Sobretudo políticos verdes e defensores da proteção de dados alertam para possíveis riscos. O diretor parlamentar da bancada verde no Bundestag, Volker Beck, considera o armazenamento voluntário da impressão digital “perigoso e desnecessário”. “Quem não registrar a impressão digital se tornará automaticamente suspeito”, critica o deputado.

O encarregado da proteção à privacidade do estado de Schleswig-Holstein, Thilo Weichert, advertiu do risco de falsificação de impressões digitais. “Os riscos não compensam de forma alguma o ganho complementar de segurança”, declarou ele, contradizendo a federação do setor de telecomunicações, Bitcom, que divulgara a opinião contrária.

Schäuble pretendia impor a obrigatoriedade do armazenamento de duas impressões digitais para controle por parte da polícia e da guarda de fronteiras. Os social-democratas da coalizão de governo vetaram, no entanto, os planos do ministro do Interior.

Sem as impressões digitais, o documento de identidade não poderá substituir o passaporte nas fronteiras, declarou Schäuble. Nos passaportes emitidos desde novembro de 2007, o registro de impressões digitais já é obrigatório.

Mais ou menos segurança?

A encarregada de proteção à privacidade do estado da Renânia do Norte-Vestfália, Bettina Sokol, desaconselhou os cidadãos a armazenarem suas impressões digitais no novo cartão de identidade.

Considerando que são raras as tentativas de falsificar carteiras de identidade na Alemanha, não haveria motivo nenhum para essa iniciativa, apontou ela. Para Sokol, a obrigatoriedade da impressão digital poderia estimular as autoridades a querer centralizar bancos de dados com informações pessoais.

Outra dúvida expressa por Sokol se refere ao prazo de validade de dez anos para o novo documento de identidade. Ela teme que o sistema de segurança não seja tão duradouro e esteja sujeito a violação por parte de hackers em um período de tempo muito menor.

Fonte: DW-WORLD.DE

A crise econômica mundial ameaça a segurança dos EUA

Posted in 3ª Guerra Mundial, Crise by Blog Juízo Final on 12/02/2009

eua-criseA crise econômica mundial constitui a principal preocupação dos Estados Unidos a curto prazo em termos de segurança, declarou nesta quinta-feira o diretor da Inteligência americana, Dennis Blair, ao apresentar seu relatório anual ante o Congresso.

“A principal preocupação a curto prazo dos Estados Unidos é a crise econômica mundial. Esta provavelmente é a maior ameaça que pesa sobre nós. Quanto mais demorar a reativação (da economia), maior será o risco de graves danos aos interesses estratégicos americanos”, afirmou.

Seu relatório, que aborda várias questões pertinentes à questão da inteligência americana e foi apresentado ao comitê de Segurança do Senado, diz que a Al-Qaeda, enquanto grupo terrorista, está “menos capaz e eficiente” do que há a um ano.

“Em razão da pressão que nós e nossos aliados exercemos sobre a direção da Al-Qaeda no Paquistão e do declínio contínuo da facção mais importante da Al-Qaeda na região, no Iraque, a Al-Qaeda é hoje menos atuante e eficiente do que há um ano”.

“Apesar disso, a Al-Qaeda, suas facções e seus aliados continuam sendo inimigos perigosos e acreditamos que continua a planejar atentados na Europa e no Ocidente”, advertiu.

Em relação ao Irã, o chefe da Inteligência admitiu não saber se o o país atualmente desenvolve armas nucleares, mas garantiu que “Teerã mantém essa opção sobre a mesa”.

No que diz respeito a outra preocupação em termos nucleares, a Coréia do Norte, Blair afirma que Pyongyang não pretende usar seu arsenal nuclear a menos que o regime de Kim Jong-Il sinta que sua sobrevivência está em risco.

Blair informou ainda que a Coréia do Norte vendeu mísseis balísticos para o Irã e outros países do Oriente Médio, e ajudou a Síria a construir um reator nuclear.

“As ambições nucleares de Pyongyang e sua conduta de proliferação ameaçam desestabilizar a Ásia Oriental”, enfatizou.

“Provavelmente Pyongyang vê suas armas nucleares mais como uma forma de dissuasão, prestígio internacional e de diplomacia coativa que para enfrentamentos bélicos e contemplaria usá-las sob certas circunstâncias extremas”.

A respeito das especulações sobre a saúde de Kim, informou que líder norte-coreano “provavelmente sofreu um derrame em agosto que o incapcitou por várias semanas e o impede de administrar ativamente como antes”.

“Contudo, suas atividades públicas recentes sugerem que a saúde dele melhorou significativamente”, acrescentou.

O general reformado também afirmou que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, continuará oferecendo refúgio à guerrilha colombiana das Farc, com as quais mantém ligacões de longa data.

“Chávez provavelmente manterá suas ligações de várias décadas com as Farc ao proporcionar-lhe refúgios devido a sua afinidade ideológica com o grupo e seu interesse em influenciar a política colombiana”, denunciou Dennis Blair.

O diretor nacional de Inteligência indicou ainda que o conhecimento público de documentos que mostravam os nexos do presidente venezuelano com as Farc encontrados no computador de um ex-chefe guerrilheiro morto num ataque em março do ano pasado “forçaram Chávez, ao menos retoricamente, a melhorar as relações com Bogotá”.

Funcionários americanos denunciaram no passado que as Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc) mantêm refúgios em território venezuelano, o que é negado taxativamente por Caracas.

Além disso, o governo Chávez serve de ponte para o Irã melhorar suas relações diplomáticas e comerciais com países latino-americanos.

“A relação pessoal entre o presidente do Irã, (Mahmud) Ahmadinejad, e Chávez conduziu a relações econômicas e militares bilaterais mais fortes, apesar de os dois países ainda estarem lutando para superar os obstáculos burocráticos e lingüísticos para implementar acordos”.

A organização libanesa Hezbolah, considerada “terrorista” por Washington, explora a crescente ligação de Chávez com Teerã, os frágeis controles financeiros e de frontei da Venezuela e a corrupção generalizada nesse país.

O informe de Blair acrescenta que o Hezbollah “mantém presença na Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, uma região notória pelo tráfico de drogas e armas”.

Fonte: G1

Grande onda de insolvências empresariais ameaça a Europa

Posted in Crise by Blog Juízo Final on 12/02/2009

0706732_4001Agência de informação comercial constata aumento de inadimplências empresarias na Europa e afirma que o pior ainda estar por vir. Na Alemanha, nem mesmo empresas tradicionais escaparam do pedido de insolvência.

Em sua análise Insolvência na Europa 2008/09, divulgada na terça-feira (10/02), uma das principais agências de informação comercial da Europa, Creditreform, constatou que a tendência decrescente de insolvências de empresas, que perdurava no continente desde 2005, reverteu-se em 2008.

Segundo a Creditreform, o número de insolvências empresariais no UE-15 (os 15 países-membros iniciais da União Européia), juntamente com a Noruega e Suíça, subiu para 150 mil em 2008, 11% a mais do que no ano anterior. Para 2009, Creditreform calcula um número ainda maior de insolvências (170 mil a 175 mil).

Na Europa Ocidental, em 2008, houve em média 83 insolvências em cada 10 mil empresas. Na Alemanha, essa média foi de 96. Com mais de 200 insolvências para cada 10 mil empresas, Luxemburgo, Áustria e França foram os países com a maior média de insolvências empresariais.

Em termos absolutos, o número de insolvências foi decrescente na Holanda, em Luxemburgo e na Suíça. Por outro lado, Espanha, Irlanda e Dinamarca foram os países mais afetados pela atual onda de falências, que, na opinião dos analistas da Creditreform, ainda não atingiu, com toda sua força, a maioria dos países pesquisados.

“Grande onda de insolvências deverá chegar em 2009”

Com um avanço de 138,6%, a Espanha apresentou o maior acréscimo de inadimplência empresarial em 2008. O país foi seguido pela Irlanda, com 120,8% de aumento, e pela Dinamarca, com 54,5%. Os especialistas de Creditreform afirmaram que esse dramático desenvolvimento mostra que, já em 2008, tais países europeus ocidentais foram atingidos pela desaceleração global da economia e por condições mais rígidas de financiamentos para empresas.

“Nós fomos surpreendidos pelo fato de que as falências reagiram tão rapidamente à quebra da economia, com cerca de três meses de atraso”, afirmou um porta-voz da Creditreform. “A grande onda de insolvências deverá chegar, todavia, em 2009”, acresceu.

Segundo a agência de informação comercial, os principais setores afetados foram o de serviços e o comercial, comprometendo cerca de 1,4 milhão de postos de trabalho nos 17 países analisados. O porta-voz declarou ainda que a queda nos negócios e problemas de liquidez foram os principais motivos para as empresas entrarem com pedidos de insolvência judicial.

A insolvência civil, por outro lado, diminuiu na Europa Ocidental, em 2008. No total, o número de pedidos de falência pessoal foi 3,6% menor do que em 2007. Na Alemanha, com 6,4%, esse decréscimo foi ainda mais evidente. Finlândia e Áustria apresentaram, no entanto, considerável aumento de inadimplentes.

Inadimplência de empresas tradicionais

Para a Alemanha, a agência com sede em Neuss reiterou um prognóstico feito em dezembro último, afirmando que o número de falências empresariais deverá ficar entre 30 mil e 35 mil em 2009. Este início de ano já comprovou que nem mesmo tradicionais empresas do país estão imunes à inadimplência.

No início de janeiro último, a Rosenthal, tradicional fabricante alemã de porcelana, seguiu o exemplo da matriz irlandesa, a Waterford Wedgwood, e deu entrada no pedido de falência.

Já em fevereiro, a Märklin, empresa com 150 anos de tradição em ferromodelismo, apresentou o pedido de insolvência para seus pólos de produção na Alemanha. Nesta semana, foi a vez da Schiesser, principal fabricante de roupas íntimas do país.

Especialistas afirmam que, entre os principais motivos que levaram à inadimplência das tradicionais empresas, está a interrupção do fluxo de capital por parte de investidores estrangeiros. Segundo o economista-chefe da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), Volker Treier, empresas alemãs de pequeno e médio porte seriam muito dependentes de capital externo, devido à sua pequena disponibilidade de capital próprio.

Fonte: DW-WORLD.DE